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sábado, 5 de dezembro de 2015

Mateus 19:9 mudou a Lei mosaica?


Fonte da ilustração: http://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/jesus/ministerio-leste-do-jordao/ilustracao-homem-rico-lazaro/

Jesus disse que ‘não veio pra destruir a lei e os profetas, mas sim cumprir.’ (Mateus 5:17) E Romanos 10:4 diz que "Cristo é o fim da lei".
Então entendemos que, com sua morte, a cortina do santuário foi rasgada e temos uma nova lei, a lei do Cristo.  – Gálatas 6:2.
Mas, em Mateus 19:9, Jesus fez uma mudança na lei que até então permitia o divórcio, dizendo que somente em casos de adultério é que um cristão pode se divorciar. Isso antes da sua morte.
Sei que ele estava retornando ao propósito original de Jeová de não haver divórcios. Mas essa mudança não deveria ser somente após sua morte?


Resposta do apologista:

Mesmo antes de a Lei mosaica cumprir seu objetivo e chegar ao fim, Jesus indicou que haveria uma mudança futura, na qual os princípios seriam os norteadores das ações humanas ao invés de regras escritas. Encontramos exemplos disso em seu famoso Sermão do Monte:

Mateus 5:21, 22: ““Vocês ouviram que se disse aos dos tempos antigos: ‘Não assassine, e quem cometer um assassinato prestará contas ao tribunal de justiça.’ No entanto, eu lhes digo que todo aquele que continuar irado com seu irmão terá de prestar contas ao tribunal de justiça; e quem se dirigir a seu irmão com uma palavra imprópria de desprezo terá de prestar contas ao Supremo Tribunal; ao passo que quem disser: ‘Tolo imprestável!’ estará sujeito à Geena ardente.”

Mateus 5:27, 28: “Vocês ouviram que se disse: ‘Não cometa adultério.’ Mas eu lhes digo que todo aquele que persiste em olhar para uma mulher, a ponto de sentir paixão por ela, já cometeu no coração adultério com ela.

Mateus 5:31: “Além disso, foi dito: ‘Quem se divorcia da sua esposa dê a ela um certificado de divórcio.’ No entanto, eu lhes digo que todo aquele que se divorcia da sua esposa, a não ser por causa de imoralidade sexual, a expõe ao adultério, e quem se casa com uma mulher divorciada comete adultério.

Note que, nessa ocasião bem anterior ao tempo do relato de Mateus 19:9, Jesus Cristo já anunciou o arranjo correto em relação ao único motivo aceitável para o divórcio: o adultério.

Que haveria uma mudança e que o cristianismo seria um arranjo mais progressivo e abrangente do que o judaísmo pré-cristão, Jesus expôs pela ilustração dos odres de vinho:

Lucas 5:36-39: “Contou-lhes também uma ilustração: ‘Ninguém corta um pedaço de uma roupa nova para remendar uma roupa velha. Se fizer isso, o remendo novo se soltará e o remendo da roupa nova não combinará com a velha. Também, ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se fizer isso, o vinho novo arrebentará os odres e se derramará, e os odres ficarão arruinados. Mas vinho novo tem de ser posto em odres novos. Ninguém, depois de beber vinho velho, quer o novo, pois diz: ‘O velho é bom.’”

Sobre isso, note o comentário feito no livro O Maior Homem Que Já Viveu:

Jesus estava ajudando os discípulos de João, o Batizador, a reconhecer que ninguém deve esperar que seus seguidores se harmonizem com as antigas práticas do judaísmo, tais como o jejum ritual. Ele não veio para remendar e prolongar antigos e superados sistemas de adoração, que estavam prestes a ser descartados. O cristianismo não seria ajustado ao judaísmo daqueles dias, com suas tradições de homens. Não, ele não seria como um remendo novo numa roupa velha ou como vinho novo num odre velho. Mateus 9:14-17; Marcos 2:18-22; Lucas 5:33-39; João 3:27-29. (gt, cap. 28, sob o tema “Interrogado sobre o jejum”; sublinha acrescentada.)

Como esse comentário mostrou, os sistemas de adoração judaicos seriam descartados logo após aquele tempo, quando a Lei mosaica como um todo deixasse de vigorar e o cristianismo fosse oficialmente introduzido.

No judaísmo havia o jejum obrigatório no Dia da Expiação, como se pode inferir da expressão “afligir a si mesmos”. (Levítico 16:29-31; 23:27; Números 29:7; compare com Isaías 58:3, 5 e Salmo 35:13) Em outras ocasiões, era empregado como costume para exteriorizar a tristeza por algum acontecimento ou evento. No arranjo cristão não haveria jejum obrigatório, nem mesmo na única observância estabelecida – a chamada Santa Ceia. – Veja 1 Coríntios 11:22, 33, 34.

Mas, antes do fim da Lei dada a Israel, Jesus não retirou o jejum obrigatório.

Correspondentemente, antes do término da Lei mosaica, Jesus não introduziu o novo arranjo para o divórcio. Isso seria introduzido no cristianismo, após a sua morte. Mas ele mostrou a única base aceitável para o divorcio do ponto de vista divino. O arranjo judaico que permitia o divórcio por outros motivos se devia, como explicou Jesus, por causa da dureza dos corações do povo israelita. Tratava-se, portanto, de uma “concessão”, que iria findar junto com a Lei mosaica, e que não seria transferido para o cristianismo. – Mateus 19:8.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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