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terça-feira, 23 de agosto de 2016

O “argumento do batismo” não contesta a personalidade do “Espírito Santo”? (Parte 2)



Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/ws20141115/Agora-voc%C3%AAs-s%C3%A3o-povo-de-Deus/


O artigo anterior trouxe à tona que alguns trinitaristas usam a expressão bíblica ‘batizar em Cristo’ (Romanos 6:3) como argumento de que o ‘batismo com espírito santo’ não prova sua impessoalidade. A Bíblia fala também de ser ‘batizado em Moisés’. (1 Coríntios 10:2) Contudo o mesmo artigo demonstrou biblicamente que essa argumentação é falaciosa. Jesus Cristo e Moisés são seres pessoais comprovados pela História e pelas Escrituras, o que não se dá com o espírito santo.

Um segundo fator envolvido está no significado envolvendo as já citadas expressões figuradas aplicadas a Cristo e ao Moisés.

Tomemos, primeiramente, o caso envolvendo o ‘batismo em Moisés’. Sobre isso, explica a obra Estudo Perspicaz das Escrituras:

O apóstolo Paulo disse que os israelitas foram batizados em Moisés, por meio da nuvem e do mar. Isto indica que estavam completamente cercados por água, havendo o mar em ambos os lados deles, e a nuvem acima e atrás deles. (1Co 10:1, 2). it-2, p. 77, verbete “Êxodo”.

Que uma congregação de pessoas, por assim dizer, pode ser batizada ou imersa num libertador e líder é ilustrado pelo apóstolo Paulo quando descreve a congregação de Israel como ‘batizada em Moisés, por meio da nuvem e do mar’. Eles foram ali cobertos por uma nuvem protetora e pelas muralhas de água em ambos os lados deles, sendo, em sentido simbólico, imersos. Moisés predisse que Deus suscitaria um profeta semelhante a ele; Pedro aplicou esta profecia a Jesus Cristo. — 1Co 10:1, 2; De 18:15-19; At 3:19-23. (it-1, p. 318, verbete “Batismo”.)

Assim, de modo figurativo, tanto os israelitas como a “vasta mistura de gente” dos apoiadores egípcios foram batizados, embora não se molhassem literalmente.

Observe que ser batizado em Moisés não significava ser literalmente imerso (afundado) em Moisés. Significa que, apesar de estarem imersos – no sentido de serem cobertos lateralmente – pela água e pela nuvem (embora sem ter contato com elas), os israelitas e a vasta mistura de gente foram salvos pela liderança de Moisés.

Pois, mesmo num sentido figurado, poder-se-ia dizer que eles foram batizados nas colunas de água ao redor e na nuvem, por terem ficado com que imersos nela, por estarem numa posição abaixo delas.  Porém, o texto diz que foram “batizados em Moisés”. A explicação lógica é que o batismo em Moisés representou a proteção em relação às águas do mar Vermelho pela fé na liderança de Moisés.

Isso nos ajuda a entender o ‘batismo em Cristo Jesus’, visto que, inclusive, Moisés tipificou a Cristo.

Assim, ser batizado em Cristo significa reconhece-lo como libertador, e dar evidência convincente de aderir de perto à liderança dele.

Mas, existe algo mais envolvido no batismo em Cristo Jesus. Atente o leitor para o fato de que o texto não menciona ‘ser batizado em Jesus Cristo’, mas em “Cristo Jesus”. Isso é relevante? Sim, pois a palavra “Cristo” antecipada ao nome “Jesus” destaca a unção de Jesus pelo espírito santo, visto que “Cristo” significa “Ungido”.

Em harmonia com isso, temos a seguinte explanação da obra Estudo Perspicaz das Escrituras:

[…] aqueles que se tornam co-herdeiros dele, com esperança celestial, têm de ser “batizados em Cristo Jesus”, quer dizer, no Ungido Jesus, o qual, por ocasião da sua unção, também fora gerado para ser filho espiritual de Deus. Eles se tornam assim unidos com ele, Cabeça deles, e tornam-se membros da congregação que constitui o corpo de Cristo. — 1Co 12:12, 13, 27; Col 1:18. (it-1, p. 318, verbete “Batismo”)

Lembre-se de que terem sido “batizados em Moisés” significou para os liderados por ele estarem imersos (ou submersos) em relação às colunas de água ao redor, razão pela qual o texto diz que “foram batizados em Moisés, por meio da nuvem e do mar”.

Similarmente, ser ‘batizado em Cristo Jesus’ significa ser imerso em – ou envolvido por – espírito santo, resultando em ser gerado como filho espiritual de Deus, assim como Cristo foi.

O batismo na morte

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O batismo na morte, conforme exemplificado pela experiência do próprio Jesus Cristo, significa ser morto e ser ressuscitado assim como ocorreu com Cristo.

Cristo assemelhou a deposição de sua vida em sacrifício na morte e sua posterior ressurreição realizada por seu Pai à experiência de um batismo, no qual a pessoa é imersa e depois levantada.

Note isso nos textos abaixo:

Lucas 12:50: “Realmente, tenho um batismo com que devo ser batizado, e como estou aflito até que ele termine!”

Marcos 10:38, 39: “Mas Jesus lhes disse: ‘Vocês não sabem o que estão pedindo. Será que podem beber o cálice que eu estou bebendo ou ser batizados com o batismo com que eu estou sendo batizado?’ Disseram-lhe: ‘Podemos.’ Então Jesus lhes disse: ‘Vocês beberão o cálice que eu estou bebendo e serão batizados com o batismo com que eu estou sendo batizado.

Explica a obra Estudo Perspicaz das Escrituras:

Foi batizado plenamente na morte ao ser mergulhado nela por ser pregado numa estaca de tortura, em 14 de nisã de 33 EC. Sua ressurreição, pelo seu Pai, Jeová Deus, no terceiro dia, completou este batismo, o qual incluiu uma emersão. – it-1, p. 318, verbete “Batismo”.

 Filipenses 3:10, 11: “O que eu quero é conhecer a ele e o poder da sua ressurreição, e participar nos seus sofrimentos, submetendo-me a uma morte semelhante à dele, para ver se de algum modo consigo alcançar a ressurreição dentre os mortos que ocorrerá mais cedo.”

Nessa esteira, temos o seguinte comentário feito pela revista A Sentinela:

Os cristãos ungidos são também ‘batizados na morte de Cristo’ no sentido de que vivem uma vida de sacrifício e renunciam a qualquer esperança de vida eterna na Terra. Sua morte, portanto, é sacrificial, como foi a morte de Jesus, embora não tenha valor de resgate. Esse batismo na morte de Cristo é concluído quando morrem e são ressuscitados para a vida no céu. – w08, 15/6, pp. 29-30.

Portanto, além de estarem envolvidos personagens históricos – Moisés e Jesus – o figurado batismo relacionado com eles envolvia reconhecer cada um deles como libertador, e dar evidência convincente de aderir de perto à liderança de cada um deles, conforme a época envolvida – os israelitas e prosélitos saídos do Egito em relação a Moisés, e os cristãos em relação a Jesus Cristo.

Já no caso da menção do batismo com espírito santo, trata-se de uma simples comparação: assim como é possível ser batizado (imerso) em água (algo impessoal), é comparativamente possível ser batizado em – envolvido por – espírito santo, algo igualmente impessoal.


Explicação das siglas de publicações usadas:

it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras. O número em sequência indica o volume.
w: revista A Sentinela. Os números em sequência indicam, respectivamente, o ano, o dia e o mês da publicação.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org




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