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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Diferença entre “criar” e “fazer”

Fonte da foto:
http://pics-about-space.com/nasa-pictures-1080p?p=3#img12655782633042312500

Certo leitor comentou:

“Mano, eu estava acompanhando um debate no Facebook e um evangélico postou:

“‘Malaquias afirma que foi apenas um só Deus que criou o homem, mas Gêneses 1:26 mostra mais de uma pessoa na criação do homem, ou seja, está provado que quem participou da criação do homem faz parte do um só Deus de Malaquias 2.10.’
“Help me...
“Abraços!!!”

Resposta:

Os textos mencionados declaram:

Malaquias 2:10: “Não temos todos nós um só pai?  Não foi um só Deus que nos criou? Então por que somos traiçoeiros uns com os outros, profanando o pacto dos nossos antepassados?”

Gênesis 1:26: “Então Deus disse: ‘Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança, e que eles tenham domínio sobre os peixes do mar, sobre as criaturas voadoras dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todo animal rasteiro que se move sobre a terra.’”

Esse evangélico pelo visto não conhece a distinção que a Bíblia faz entre “criar” (hebraico: ba·ráʼ) e “fazer” (hebraico: ʽa·sáh).

A obra Estudo Perspicaz das Escrituras, volume 1, p. 582, declara:

“A palavra hebraica ba·ráʼ e a grega ktí·zo, ambas significando criar’, são usadas exclusivamente com referência à criação divina.”

Quando o ato abrange o papel do Filho (a “Palavra”, ou o “Verbo”, de João 1:1) o verbo usado é ʽa·sáh (“fazer”). (Gênesis 1:26) Mas, quando a atuação é da parte de Jeová Deus, usa-se o verbo ba·ráʼ (“criar”): Gênesis 1:27.

“Então Deus disse: ‘Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança, e que eles tenham domínio sobre os peixes do mar, sobre as criaturas voadoras dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todo animal rasteiro que se move sobre a terra.’ E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

Para exemplificar a diferença entre essas duas palavras, veja Gênesis 1:16, que não usa o verbo hebraico ba·ráʼ, que significa criar. Antes, emprega-se o verbo hebraico ʽa·sáh, que significa fazer:

“E Deus fez os dois grandes luzeiros, o luzeiro maior para dominar o dia e o luzeiro menor para dominar a noite, e também as estrelas.” E o versículo 19 conclui: “Houve noite e houve manhã, quarto dia.”

A obra citada acima, página 584, explica:

Visto que o sol, a lua e as estrelas estão incluídos nos “céus” mencionados em Gênesis 1:1, eles foram criados muito antes do Quarto Dia. No quarto dia, Deus passou a “fazer” com que esses corpos celestes ocupassem uma nova relação para com a superfície da terra e a expansão por cima dela. Quando se diz: “Deus os pôs na expansão dos céus para iluminarem a terra”[versículo 17], isto indica que se tornaram então discerníveis da superfície da terra, como se estivessem na expansão. Também, os luzeiros deviam “servir de sinais, e para épocas, e para dias, e para anos”, provendo assim mais tarde diversas maneiras de orientação para o homem. — Gên 1:14.

Assim, o uso de ʽa·sáh (fazer”) em Gênesis 1:16 com relação ao Sol e à Lua não significou a criação deles (pois haviam sido criados antes do 4.º “dia” criativo. O verbo (fazer”) foi usado para descrever a ação divina de tornar tais corpos celestes visíveis na atmosfera extremamente gasosa daquela época. Até então, havia uma luz difusa; mas, a partir daquele ato divino, a fonte dessa luz tornou-se visível na expansão. Isso é indicado pelas palavras de Gênesis 1:17: “Assim, Deus os pôs na vastidão dos céus.” Dessa forma, tendo sido tornado visíveis, poderiam ‘servir de sinais para marcar épocas, dias e anos’. – Gênesis 1:14.

O livro “A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?” trouxe à luz esse entendimento:

Previamente, no primeiro “dia”, usou-se a expressão: “Venha a haver luz.” O termo hebraico ali utilizado para “luz” é ’ohr, que significa luz em sentido geral. Mas, no quarto “dia”, a palavra hebraica passa a ser ma·’óhr, que significa a fonte da luz. O tradutor Rotherham, numa nota de rodapé sobre “Luminaries (Luzeiros)”, em The Emphasised Bible, afirma: “No ver. 3, ’ôr [’ohr], luz difusa.” Daí, prossegue mostrando que o termo hebraico ma·’óhr, no versículo 14, significa algo “produzindo luz”. No primeiro “dia”, a luz difusa evidentemente penetrava nas faixas envolventes, mas as fontes dessa luz não podiam ser vistas por um observador terrestre por causa das camadas de nuvens que ainda envolviam a Terra. Agora, pelo visto, as coisas mudaram neste quarto “dia”. – Capítulo 3, p. 31, par. 21, sob o título “O que diz Gênesis?”

Portanto, os termos hebraicos para “fazer” e “criar” têm significado diferente. Somente o Deus Todo-Poderoso Jeová é o Criador, sendo ilustremente chamado de Grandioso Criador” (Hebr[aico].: Boh·re’eí·kha. No hebr., é o particípio do verbo “criar” no pl[ural]., para denotar grandiosidade ou excelência; nota da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências — Revisão de 1986.) 

“Criador” em hebraico é termo cognato de ba·ráʼ (“criar”), e ambos os termos aplicam-se somente a Jeová, “o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo”. – Efésios 1:3.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



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