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domingo, 31 de dezembro de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 92)

Fonte da ilustração: jw.org

Reunião oficial do Sinédrio (sexta-feira de manhã de 33 E.C.) (Luc. 22:66-71)
66 Por fim, quando se tornou dia, ajuntou-se a assembleia dos anciãos do povo, tanto os principais sacerdotes como os escribas, e o arrastaram para a sua sala do Sinédrio, dizendo: 67 “Se tu és o Cristo, dize-nos.” Mas ele lhes disse: “Mesmo se eu vos dissesse, não o acreditaríeis absolutamente. 68 Além disso, se eu vos interrogasse, não me responderíeis absolutamente. 69 No entanto, doravante o Filho do homem estará sentado à destra poderosa de Deus.” 70 Em vista disso, todos disseram: “És tu, portanto, o Filho de Deus?” Disse-lhes ele: “Vós mesmos dizeis que eu sou.” 71 Eles disseram: “Por que precisamos de mais testemunho? Pois nós mesmos ouvimos isso de sua própria boca.”

Judas devolve o dinheiro e se enforca (Mat. 27:3-10)
3 Então Judas, que o traiu, vendo que tinha sido condenado, sentiu remorso e devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e anciãos, 4 dizendo: “Pequei quando traí sangue justo.” Eles disseram: “Que temos nós com isso? Isso é contigo!” 5 De modo que ele lançou as moedas de prata dentro do templo[1] e retirou-se, e, tendo saído, enforcou-se. 6 Mas os principais sacerdotes tomaram as moedas de prata e disseram: “Não é lícito deitá-las no tesouro sagrado, porque são o preço de sangue.” 7 Depois de se consultarem entre si, compraram com elas o campo do oleiro, para enterrar os estranhos. 8 Aquele campo veio por isso a ser chamado de “Campo de Sangue”, até o dia de hoje. 9 Cumpriu-se assim aquilo que fora falado por intermédio de Jeremias, o profeta, que disse: “E tomaram as trinta moedas de prata, o preço do homem com que foi avaliado, daquele a quem alguns dos filhos de Israel puseram um preço, 10 e deram-nas pelo campo do oleiro, segundo o que Jeová me tinha ordenado.”[2]

Fonte da ilustração: jw.org

Jesus é levado a Pilatos, e depois a Herodes
(Unificação de Mat. 27:2, 11-14; Mar. 15:1-5; Luc. 23:1-12; João 18:28-38)
Os principais sacerdotes, com os anciãos e os escribas, sim, o Sinédrio inteiro, amarraram Jesus e o levaram para o palácio do governador e entregaram-no a Pilatos.
(João 18:28b-32)
Já era de manhã cedo. Mas eles mesmos não entraram no palácio do governador,[3] para que não se aviltassem, mas pudessem comer a páscoa.[4] 29 Portanto, Pilatos saiu a ter com eles e disse: “Que acusação levantais contra este homem?” 30 Disseram-lhe, em resposta: “Se este homem não fosse delinquente, não o teríamos entregado a ti.” 31 Pilatos disse-lhes, por isso: “Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei.” Os judeus disseram-lhe: “Não nos é lícito matar alguém.”[5] 32 Isto, a fim de que se cumprisse a palavra de Jesus, que ele dissera para indicar de que sorte de morte estava destinado a morrer.
Principiaram então a acusá-lo, dizendo: “Achamos este homem subvertendo a nossa nação e proibindo o pagamento de impostos a César, e dizendo que ele mesmo é Cristo, um rei.” Pilatos fez-lhe então uma pergunta: “És tu o rei dos judeus?” Respondendo-lhe, Jesus disse: “Tu mesmo o dizes.” Mas os principais sacerdotes passaram a acusá-lo de muitas coisas. [Contudo] ele não deu nenhuma resposta enquanto estava sendo acusado pelos principais sacerdotes e anciãos. Pilatos começou então a interrogá-lo novamente, dizendo: “Não ouves quantas coisas testificam contra ti? Não respondes nada? Vê quantas acusações lançam contra ti.” Mas Jesus não lhe respondeu mais, não, nem com uma só palavra, de modo que o governador começou a maravilhar-se.
(João 18:33-38a)
33 De modo que Pilatos entrou novamente no palácio do governador e chamou Jesus e disse-lhe: “És tu o rei dos judeus?” 34 Jesus respondeu: “É de tua própria iniciativa que dizes isso ou te contaram outros a respeito de mim?” 35 Pilatos respondeu: “Será que eu sou judeu? A tua própria nação e os principais sacerdotes te entregaram a mim. O que fizeste?” 36 Jesus respondeu: “Meu reino não faz parte deste mundo. Se o meu reino fizesse parte deste mundo, meus assistentes teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas, assim como é, o meu reino não é desta fonte.” 37 Portanto, Pilatos disse-lhe: “Pois bem, és tu rei?” Jesus respondeu: “Tu mesmo estás dizendo que eu sou rei. Para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que está do lado da verdade escuta a minha voz.” 38 Pilatos disse-lhe: “Que é verdade?”
 E, depois de dizer isso, saiu novamente para os judeus e disse então aos principais sacerdotes e às multidões: “Não acho crime neste homem.”
(Luc. 23:5-12)
 5 Mas começaram a ficar insistentes, dizendo: “Ele atiça o povo por ensinar em toda a Judeia, principiando da Galileia até mesmo aqui.” 6 Ouvindo isso, Pilatos perguntou se o homem era galileu, 7 e, depois de averiguar que ele vinha da jurisdição de Herodes, enviou-o a Herodes, que também estava em Jerusalém naqueles dias.
8 Quando Herodes viu Jesus, alegrou-se grandemente, porque já por bastante tempo queria vê-lo, por ter ouvido [falar] dele, e esperava ver algum sinal realizado por ele. 9 Começou então a interrogá-lo com muitas palavras; mas ele não lhe dava resposta. 10 No entanto, os principais sacerdotes e os escribas levantavam-se e acusavam-no veementemente. 11 Então Herodes, junto com os soldados de sua guarda, o desacreditava e se divertia às custas dele por vesti-lo com uma roupa vistosa, e o mandou de volta a Pilatos. 12 Tanto Herodes como Pilatos tornaram-se assim naquele mesmo dia amigos mútuos; porque antes disso haviam mantido inimizade entre si.

Explicação das siglas usadas:
EC: Era Comum.
it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.
si: Livro “Toda a Escritura é Inspirada por Deus e Proveitosa”, publicado pelas Testemunhas de Jeová.

Notas:
[1] Zac. 11:13.
[2] Ocasionalmente, Jeremias era alistado como o primeiro dos “Profetas Posteriores”, e esta seção incluía Zacarias. O próprio Jesus empregou a designação “Salmos” para incluir todos os livros conhecidos como os Escritos. (Veja Luc. 24:44.) A citação feita por Mateus parece ser tirada principalmente de Zacarias 11:12, 13, mas parafraseada por Mateus e aplicada às circunstâncias que a cumpriam, o que se deu sob inspiração pelo espírito de Deus. O terreno, como campo de oleiro, teria sido considerado esgotado e de pouco valor, valendo apenas o preço dum escravo. – It-1, p. 42-3; si p. 169 par. 6.
[3] Atos 10:28.
[4] Naquela época, o período inteiro, incluindo o dia da Páscoa e a Festividade dos Pães Não Fermentados que se seguia, era às vezes chamado de “Páscoa”. À luz deste fato, Alfred Edersheim dá a seguinte explicação: Na Páscoa se fazia uma oferta pela paz, voluntária, e no dia seguinte, 15 de nisã, o primeiro dia da Festividade dos Pães Não Fermentados, fazia-se outra, obrigatória. Esta segunda oferta é que os judeus tinham receio de não poder comer, caso se tornassem aviltados na sala de julgamentos de Pilatos. (The Temple, 1874, pp. 186, 187) – It-3, pp. 180-1.
[5] Sob o domínio romano, o Sinédrio com o tempo evidentemente perdeu sua autoridade legal para executar a pena de morte, a menos que obtivesse permissão do governador (procurador) romano. (João 18:31) Depois da destruição de Jerusalém em 70 EC, o Sinédrio foi abolido. – It-3, p. 742. 


O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.


Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Como 1 Tessalonicenses 5:22 deve ser traduzido?



Fonte da ilustração: jw.org

Um leitor indagou:

Apolo, tudo bem? Em 1 Tessalonicenses 5:22 vários colegas evangélicos tentam explicar o que é a “aparência do mal” descrita ali. Nossa Bíblia TNM verte: “Abstenham-se de todo tipo de mal.” Qual é a palavra grega ali? E qual a tradução correta? Obrigado. 

Resposta:

A expressão grega sobre a qual o leitor indaga é εἴδους πονηροῦ (eídous poneroû), sendo que eídous é apontado como tendo os seguintes significados:

είδος, ους, το forma, aparência externa Lc 3.22; 9.29; Jo 5.37. Gênero tipo 1 Ts 5.22. Vista, visão 2 Co 5.7.* – Léxico do Novo Testamento Grego/Português, de Gingrich e Danker.

Os textos acima citados estão transcritos abaixo com a palavra equivalente a είδος em negrito:

“E o espírito santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba, e uma voz saiu do céu: ‘Você é meu Filho, o amado; eu o aprovo.’” –Lucas 3:22.

“E, enquanto ele orava, a aparência do seu rosto mudou e a sua roupa se tornou de um branco cintilante.” –Lucas 9:29.

“E o próprio Pai, que me enviou, deu testemunho de mim. Vocês jamais ouviram a voz dele nem viram a sua forma.” – João 5:37.

“Abstenham-se de todo tipo de mal.” – 1 Tessalonicenses 5:22.

“Pois estamos andando pela fé, não pela vista.” – 2 Coríntios 5:7.

Tendo em vista os significados acima, vejamos como várias traduções vertem 1 Tessalonicenses 5:22:

“Abstende-vos de toda a aparência do mal.” – ARC, ACF.

“Abstende-vos de toda espécie de mal.” –ARIB.

“Afastem-se de toda forma de mal.
NVI, SBB, ARA; também TB.

“E evitem todo tipo de mal.NTLH.

“Fiquem longe de toda espécie de mal.” – Bíblia Pastoral.

Assim, dada a ampla latitude de sentidos de eídous, todas as formas acima de traduzir parecem ser corretas. E optar por palavras como “espécie”, “forma” e “tipo” parece satisfazer coerentemente a exortação apostólica de forma abrangente, de modo a promover a abstenção de TODO o mal.


Explicação das siglas usadas:

ACF: Almeida Corrigida e Revisada Fiel.
ARA: Almeida Revista e Atualizada.
ARC: Almeida Revista e Corrigida.
ARIB: Almeida Revisada Imprensa Bíblica.
NTLH: Nova Tradução na Linguagem de Hoje.
NVI: Nova Versão Internacional.
SBB: Sociedade Bíblica Britânica.
              TB: Tradução Brasileira.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Por que a ressurreição de Lázaro ocorreu no 4.º dia e a ressurreição de Jesus ocorreu no 3.º dia?

Fonte da ilustração: jw.org

Um leitor escreveu:

Segundo a Bíblia, Jesus só chegou no 4.º da para ressuscitar Lázaro porque os saduceus não acreditavam na ressurreição. Então, por que Jesus foi ressuscitado no 3.º dia? Será que os saduceus também não iriam acreditar na ressurreição de Jesus?

Resposta:

Acerca das circunstancias que permearam a ressurreição de Lázaro, temos as claras palavras de uma de suas irmãs: “Senhor, ele já deve estar cheirando, porque já faz quatro dias.” – João 11:39.

Segundo o Dr. Eli Lizorkin-Eyzenberg (2013, 28 de novembro) Jesus chegou no quarto dia porque, de acordo com a crença judaica popular, a ressurreição não era mais possível[1]. Concordemente, Bortolini (1994, p. 111) discorre assim sobre esse tema: “Para o povo da Bíblia o quarto dia depois da morte representa o fim de todas as esperanças de vida, pois o cadáver iniciava a decomposição. Estamos, portanto, diante da morte irreversível.”

Em consonância com o acima, a revista A Sentinela[2] explicou:

Por que Jesus demorou quatro dias para chegar ao túmulo de Lázaro?

[...]

É interessante notar o que uma obra de referência bíblica diz sobre certa crença entre os judeus. Eles acreditavam que não existia esperança “para uma pessoa que estava morta por quatro dias; a essa altura, o corpo já apresentava sinais visíveis de decomposição, e a alma, que se pensava pairar sobre o corpo por três dias, havia partido”. – 1/1/08, p. 31. Disponível em: <http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/2008005#h=5>.

Hoje, a ciência médica nos permite saber que, no processo decompositório em que o cadáver de Lázaro se encontrava, já não existia mais seu cérebro. Obviamente, uma ressurreição em tais circunstâncias foi um golpe fatal na crença daqueles que negavam a possibilidade de tal milagre.

Mas, então, por que a ressurreição de Jesus não se deu num período similar? Por que ocorreu num período menor de tempo? Uma das profecias a respeito do Messias declarou:

Pois não me deixarás na Sepultura. Não permitirás que o teu leal conheça a cova.” – Salmo 16:10.

O cumprimento de tal profecia foi inspiradamente explicado pelo apóstolo Pedro em Atos 2:31: “Ele [Davi, escritor do Salmo 16:10] previu a ressurreição do Cristo e falou sobre ela [nesse Salmo], que ele [Jesus Cristo] não seria abandonado na Sepultura e que a sua carne não conheceria a decomposição.”

Dessemelhante do corpo de Lázaro, que foi submetido pelo fator tempo à decomposição, o mesmo não ocorreria com o corpo de Cristo.

Além do mais, a ressurreição de Cristo não foi pública como a de Lázaro. Após ter sido ressuscitado pelo seu Deus e Pai, Jesus apareceu apenas a discípulos seus, e não ao povo em geral. Confirmamos isso em Atos 10:40, 41, que declara: “Deus o levantou no terceiro dia e permitiu que ele aparecesse, não a todo o povo, mas a testemunhas designadas antecipadamente por Deus, a nós, os que comemos e bebemos com ele depois que foi levantado dentre os mortos.”

Portanto, o objetivo e as circunstâncias envolvendo a ressurreição de Jesus eram diferentes dos envolvendo a ressurreição de Lázaro.


Notas:
[1] Blog de Estudos Judaicos. Fórum Oficial do Instituto Israelita de estudos bíblicos.
[2] Publicada regularmente pelas Testemunhas de Jeová. 

Referência:

BORTOLINI, José. Como ler o Evangelho de João. São Paulo, SP: Editora Paulus. 1994, pg 111.


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domingo, 24 de dezembro de 2017

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 91)
Fonte da ilustração: jw.org 

Levado a Anás, depois a Caifás; Pedro o nega
 (Unificação de Mat. 26:57-27:1; Mar. 14:53-15:1; Luc. 22:54-71; João 18:13-27)
(Luc. 22:54a)
Prenderam-no então.
(João 18:13-24)
 E levaram-no primeiro a Anás; pois ele era sogro de Caifás, que era sumo sacerdote naquele ano. 14 Caifás era, de fato, quem aconselhara aos judeus que era do seu proveito que um só homem morresse a favor do povo. 19 E o principal sacerdote interrogou assim Jesus sobre os seus discípulos e sobre o seu ensino. 20 Jesus respondeu-lhe: “Falei ao mundo publicamente. Sempre ensinei numa sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem; e não falei nada em secreto. 21 Por que me interrogas? Interroga os que ouviram o que lhes falei. Eis que estes sabem o que eu disse.” 22 Depois de ele dizer estas coisas, um dos oficiais parados ali deu uma bofetada em Jesus e disse: “É assim que respondes ao principal sacerdote?” 23 Jesus respondeu-lhe: “Se falei de modo errado, dá testemunho acerca do erro; mas, se [falei] de modo correto, por que me bates?” 24 Anás mandou-o então amarrado a Caifás, o sumo sacerdote.
Os que detiveram Jesus levaram-no então à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde estavam ajuntados todos os principais sacerdotes, e os anciãos, e os escribas. Ora, Simão Pedro, bem como outro discípulo, seguia Jesus duma boa distância, até o pátio do sumo sacerdote. Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote,[1] e ele entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote, mas Pedro estava parado do lado de fora, junto à porta. Portanto, o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu e falou com a porteira e trouxe Pedro para dentro. Ora, quando acenderam um fogo de brasas no meio do pátio, e os escravos e os oficiais [que] estavam parados por ali se assentaram juntos, porque fazia frio, e se aqueciam, Pedro também estava sentado no meio deles e se aquecia.
 No ínterim, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio estavam procurando falso testemunho contra Jesus, para o entregarem à morte, mas não encontravam nenhum. Muitos, de fato, davam testemunho falso contra ele, mas os seus testemunhos não estavam em acordo.

Fonte da ilustração: jw.org

Ora, Pedro estava sentado lá fora, embaixo, no pátio. Veio uma das servas do sumo sacerdote, a porteira, e o viu sentado junto ao fogo aceso; e, vendo Pedro aquecer-se, aproximou-se dele então [e] olhou diretamente para ele e o examinou, e disse: “Não és tu também um dos discípulos deste homem? Tu também estavas com o Nazareno, este Jesus, o galileu! Este homem também estava com ele.” Mas ele negou-o perante todos, dizendo: “Nem o conheço nem entendo o que dizes”, e saiu para o vestíbulo.[2]
Tendo saído para a portaria, avistando-o ali a serva, principiou novamente a dizer aos que estavam parados ali: “Este é um deles.” Foi notado por outra moça, e ela disse aos que estavam ali: “Este homem estava com Jesus, o nazareno.” Outra pessoa, vendo-o, disse: “Tu também és um deles.” E ele novamente o negou, com juramento: “Homem, não sou. Não conheço este homem!”
E, depois de passar aproximadamente uma hora, os que estavam parados ali se aproximaram e começaram a dizer a Pedro: “Tu certamente és também um deles, pois, de fato, és galileu; o teu dialeto te trai.” Outro homem começou a insistir fortemente: “Este homem certamente também estava com ele; pois, de fato, é galileu!” Um dos escravos do sumo sacerdote, sendo parente do homem cuja orelha Pedro cortara, disse: “Não te vi no jardim com ele?” Mas ele principiou a praguejar e a jurar: “Não conheço este homem de quem falais.” E, instantaneamente, enquanto ainda falava, cantou um galo, pela segunda vez. E o Senhor voltou-se e olhou para Pedro, e Pedro lembrou-se da declaração do Senhor, quando lhe disse: “Hoje, antes de o galo cantar duas vezes, repudiar-me-ás três vezes.” E ele ficou abatido, e saiu e chorou amargamente.
Mais tarde, apresentaram-se dois e deram testemunho falso contra ele, dizendo: “Nós o ouvimos dizer: ‘Derrubarei o templo de Deus feito por mãos e em três dias construirei outro, não feito por mãos.’” Mas, nem mesmo nesta base estava em acordo o seu testemunho. Por fim se levantou o sumo sacerdote no meio deles e interrogou Jesus, dizendo: “Não tens nenhuma resposta? O que é que estes testificam contra ti?” Mas ele ficou calado e não deu nenhuma resposta.
O sumo sacerdote disse-lhe, por isso: “Pelo Deus vivente, eu te ponho sob juramento para nos dizeres se tu és o Cristo, o Filho de Deus!” Jesus disse-lhe: “Sou; e doravante vós vereis o Filho do homem sentado à destra de poder e vindo com as nuvens do céu.” Em vista disso, o sumo sacerdote rasgou a sua roupagem exterior [junto com] a sua roupa interior e disse: “Ele blasfemou! Que necessidade temos ainda de testemunhas? Vede! Agora ouvistes a blasfêmia. Qual é a vossa opinião? O que vos é evidente?” Todos eles deram a resposta: “Está sujeito à morte.”
Os homens que o tinham em detenção começaram então a divertir-se às custas dele, batendo nele. E alguns principiaram a cuspir no [seu] rosto, e a esmurrá-lo. Outros principiaram a encobrir-lhe o rosto todo, e, depois de o cobrirem, o esbofeteavam e o esmurravam, [e] perguntavam-lhe e diziam: “Profetiza-nos, ó Cristo. Quem te golpeou?” E prosseguiam a dizer muitas outras coisas em blasfêmia contra ele. E os oficiais de justiça levaram-no, esbofeteando-lhe o rosto.

Explicação das siglas usadas:
it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras, publicada pelas Testemunhas de JeováO número em sequência indica o volume.
w: revista A Sentinela. Os números em sequência indicam, respectivamente, o ano, o dia e o mês da publicação.

Notas:
[1] O apóstolo João usa o nome “João” com referência a João, o Batizador, mas nunca chama a si mesmo por nome. (João 13:23; 19:26, 27, 35; 21:7, 20, 24) A mesma característica de não mencionar a si mesmo por nome evidencia-se em João 18:15. Além disso, João e Pedro são mencionados juntos no relato após a ressurreição, em João 20:2-8. Estes indícios sugerem que o apóstolo João era “esse discípulo [que] era conhecido do sumo sacerdote”. – w91 1/4 p. 31.
[2] Em algumas ruínas escavadas, o portão da cidade se compõe duma entrada, flanqueada por torres quadradas que dão para um vestíbulo de uns 15 a 20 m de comprimento. – It-3, p. 287.

O texto acima unificado da Bíblia Sagrada é baseado na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O “Espírito Santo” pode ser entristecido sem ser uma pessoa?

Fonte da ilustração: jw.org

 Certo comentarista escreveu:

Efésios 4.30, segundo a Tradução do Novo Mundo, diz: “E não entristeçam o espírito santo de Deus”, comprovando a personalidade do Espírito Santo, pois só podemos entristecer uma pessoa. Não dá para entristecer uma força ou um objeto, não é mesmo? 


Resposta

Forças ou objetos podem sim demonstrar sentimento EM LINGUAGEM FIGURADA:

As colunas do céu tremem, e se espantam da sua ameaça.” – Jó 26:11, Almeida Corrigida e Revisada Fiel.

“Que se regozijem os ossos que esmagaste.” Salmos 51:8, Imprensa Bíblica Brasileira.

Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então se regozijarão todas as árvores do bosque.” – Salmos 96:12,       ACRF.

“Fez com que os muros e as paredes se lamentassem.” Lamentações 2:8, Nova Versão Internacional.

A atribuição de sentimentos ao espírito santo não passa de linguagem figurada, personificação. Veja o artigo “Estudo sobre Pneumatologia – Parte 5” neste site.


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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

A Trindade confunde até os trinitaristas!


Um estudante de Teologia certa vez disse: “Realmente Jesus não foi para o céu naquele mesmo dia em que morreu. No entanto, ele podia dizer que o malfeitor estaria com ele naquele mesmo dia no paraíso lá no céu, pois o PAI ESTAVA LÁ e Jesus era o mesmo Pai.”

Esse argumento, usado pelo estudante de Teologia, além de ilógico e antibíblico, também conspira CONTRA a Trindade. Pois o dogma da Trindade não afirma que 'Jesus é o mesmo Pai', e sim que são pessoas distintas.

É interessante que, embora os teólogos afirmem, conforme a crença oficial da Trindade, que Jesus não é o Pai, muitos membros das igrejas da cristandade não compartilham esse conceito. E, na tentativa de provar a coigualdade de Jesus com o seu Deus e Pai, afirmam por vezes que Jesus é o próprio Pai!

E outros conceitos bizarros sobre a Trindade têm surgido.

O apologista Saga mencionou que o autor de um blog em defesa da Trindade afirmou a ele que “Deus” também é uma Pessoa, distinto das supostas três “Pessoas” que o compõem, resultando na absurda conclusão de que a Trindade é formada por quatro Pessoas!

Toda essa confusão trinitária poderia ser dispersa se tão somente aceitassem o explícito ensino bíblico de que o Deus Todo-Poderoso e Criador é somente o Pai, Jeová; que o Filho – nosso Senhor Jesus Cristo – embora possua divindade, não detém o mesmo poder, autoridade e eternidade do Pai; e que o espirito santo é a energia, ou força ativa, que procede do Pai.



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