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sábado, 26 de outubro de 2019

Quem é o responsável pela morte na humanidade?

Fonte: jw.org

Conversa com um leitor sobre o tema acima.

Leitor:

Prezado defensor da verdade: Gostaria que me ajudasse em uma questão com uma estudante iniciante. Ela tem o entendimento de que foi Jeová quem introduziu a morte; eu mostrei a ela que o que introduziu a morte é o pecado, conforme os textos abaixo:

Mas cada um é provado ao ser atraído e seduzido pelo seu próprio desejo. Então o desejo, quando se torna fértil, dá à luz o pecado; e o pecado, quando consumado, produz a morte.” – Tiago 1:14, 15.

É por isso que, assim como por meio de um só homem [Adão] o pecado entrou no mundo, e a morte por meio do pecado, e desse modo a morte se espalhou por toda a humanidade, porque todos haviam pecado . . .” – Romanos 5:12.

 Mas ela se apega ferrenhamente ao fato de que, ao dar a condenação a Adão, Deus introduziu a morte. Ela aceita que é o Diabo que causa, mais foi Deus quem introduziu. Tem alguma ideia de como eu posso derrubar esse raciocínio?

Desde já agradeço!!!

Abraço!

Apologista da verdade:

Realmente, a morte como punição é uma ação originária de Deus. Foi ele quem disse: “De toda árvore do jardim, você pode comer à vontade. Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não coma dela, porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá.” – Gênesis 2:16, 17.

Jeová é o Criador e a Fonte da vida (Salmo 36:9), e ele tem o direito de preservar a vida ou não.  No entanto, foi o casal humano quem decidiu ter esse resultado. Lemos em Gênesis 3:1-6:

“A serpente era o mais cauteloso de todos os animais selvagens, que Jeová Deus havia feito. Assim, ela disse à mulher: ‘Foi isso mesmo que Deus disse, que vocês não devem comer de toda árvore do jardim?’ Então a mulher disse à serpente: ‘Podemos comer do fruto das árvores do jardim. Mas, sobre o fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: “Não comam dele, não, nem toquem nele; do contrário, vocês morrerão.”’ Então a serpente disse à mulher: ‘Vocês certamente não morrerão. Pois Deus sabe que, no mesmo dia em que comerem dele, seus olhos se abrirão e vocês serão como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau.’ Assim, a mulher viu que a árvore era boa para alimento e que era desejável aos olhos, sim, a árvore era agradável de contemplar. Então ela pegou do seu fruto e começou a comê-lo. Depois deu também do fruto ao seu marido, quando ele estava com ela, e ele começou a comê-lo.”

Até então, a morte era uma possibilidade, algo em potencial, que poderia nunca ter sido efetivado. Assim, foi o casal humano quem desencadeou a entrada da morte na humanidade pela desobediência. Deus jamais intencionou que a morte se tornasse uma realidade. Tanto que ele prometeu vida sem fim, conforme os textos abaixo:

“Além disso, Deus os abençoou e Deus lhes disse: ‘Tenham filhos e tornem-se muitos; encham e dominem a terra; tenham domínio sobre os peixes do mar, sobre as criaturas voadoras dos céus e sobre toda criatura vivente que se move sobre a terra.’” – Gênesis 1:28.

“Então Jeová Deus fez brotar do solo todo tipo de árvores de aspecto agradável e boas para alimento, e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau.” – Gênesis 2:9.

Jeová Deus disse então: ‘O homem se tornou como um de nós, sabendo o que é bom e o que é mau. Agora, para que ele não estenda a mão e pegue também do fruto da árvore da vida, e coma, e viva para sempre, . . .” – Gênesis 3:22.

Observe que, na ordem de tornarem-se muitos e de dominarem sobre a Terra, Deus nada falou sobre um fim da existência individual ou coletiva do ser humano. Havia no jardim do Éden a “árvore da vida”, dando a entender que, se o primeiro casal humano permanecesse leal a seu Criador, Ele lhes concederia a vida eterna em felicidade na Terra. Deus somente restringiu o acesso à árvore da vida após o primeiro casal tê-lo desobedecido.

É por isso que a Bíblia atribui a responsabilidade a Adão (Romanos 5:12) e a Satanás, por este ter induzido o casal humano a pecar. (João 8:44). Veja os textos transcritos abaixo:

“É por isso que, assim como por meio de um só homem o pecado entrou no mundo, e a morte por meio do pecado, e desse modo a morte se espalhou por toda a humanidade, porque todos haviam pecado . . .” – Romanos 5:12.

“Vocês são filhos do seu pai, o Diabo, e querem satisfazer os desejos do seu pai. Ele foi um assassino quando começou [porque introduziu a morte na raça humana], e não permaneceu na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele fala a mentira, está fazendo o que lhe é próprio, porque é um mentiroso e o pai da mentira.”

Espero que o comentário acima possa ser de ajuda.

Leitor:

Aceitar que Deus, que é a fonte da vida, introduziu a morte, é inaceitável. Por exemplo, considere que um homem está viajando de carro em uma estrada e aí ele pede orientação para um guarda sobre em que direção deve ir. Então o guarda aponta uma bifurcação e diz ao homem que deve entrar à direita. Só que na bifurcação, tal homem segue para a esquerda e até ignora uma placa que diz “NÃO ULTRAPASSE”, e então ele segue em frente e cai em um precipício. O que introduziu essa tragédia àquele homem e aos que porventura estavam com ele no carro? Foi o guarda? É óbvio que não!

Analise o aspecto jurídico da questão: Se uma pessoa direta ou indiretamente dá causa à morte, ela é tida como homicida. Então estamos diante de uma questão muito séria, porque a pessoa nesse caso que está sendo colocado no banco dos réus é o próprio Deus, o qual por sinal tem a morte por inimiga. Em 1 Coríntios 15:26 ele chama a morte de “inimigo”. Deus odeia a morte! Ele declara em Sua Palavra:

“‘Eu não tenho prazer na morte de ninguém’, diz o Soberano Senhor Jeová. ‘Portanto, deem meia-volta e vivam.’” (Ezequiel 18:32) Jesus apontou que o Diabo, sim, é um Homicida! – João 8:44.

 Exemplificando melhor, e tendo isso em mente, vamos entender que um dia houve um universo perfeito sem rebeliões e repleto de criaturas com livre-arbítrio. Tinha que ser assim para ser perfeito: as criaturas tinham de ter o poder de decisão sobre o que fazer com suas vidas. Mas, conforme sabemos, uma dessas criaturas deixou-se seduzir pelo seu próprio desejo egoísta.

Para entendermos o ponto em questão, vamos pensar no seguinte: Quanto acontece de alguém cometer um crime, o Estado tem poder soberano para intervir e fazer com que o criminoso perca a liberdade, trancando-o na prisão. Faz isso, não de forma arbitrária, mas com base no seu código legislativo, que diz qual a pena para o transgressor. E que bom que é assim! Já pensou se não houvesse punição para crimes? Como seria a vida? Já tendo, o povo faz o que faz.

Pois bem, eu lhe pergunto: O indivíduo que está lá atrás das grades – é porque foi o Estado que o prendeu? Ou foi o seu procedimento e escolhas que fez na vida que o colocaram lá? Digamos que houve uma ação secundária de um sistema atuando – no caso, o Estado. Mas, antes de tudo – e esse é o ponto – houve uma ação primária, que foi o fato gerador desse desfecho: a escolha do individuo, isso sim, produziu a prisão. 

Uma outra linha de argumentação é que a morte é um estado de inexistência, ou seja, antes de Adão ser trazido à existência ele era mero pó (ele não existia; estava morto). Somente foi trazido à existência por causa do ato criativo de Deus, que lhe deu uma centelha de vida (espirito que nos ativa); isso vai além do ar que respiramos. – Eclesiastes 12:7; Salmo 146:4; 104:29. 

Portanto, alinhado com o que você disse, JEOVÁ tem o direito legal de estabelecer punição com a “inexistência”, ou morte, para aqueles que violam suas leis, pois ele é a causa da nossa existência como indivíduos, e suas leis visam os nossos melhores interesses. (Apocalipse 4:11; Salmos 19:11) Sempre que houver a violação das leis de Jeová, alguém vai se ferir: Se alguém saltar de um edifício, mesmo com um paraquedas, assume o risco de morrer, porque desafiou a lei de Jeová – neste caso, a lei da gravidade. Ele corre o risco de o paraquedas não abrir. A desobediência do primeiro casal humano foi um paraquedas que não abriu.

Acho que, usando todos esses argumentos, e complementando com o que você disse, já é mais que suficiente para o entendimento do ponto em questão. Ah, sim! E o capítulo 11 do livro “O Que A Bíblia Realmente Ensina” também.

Abraço! 

Fique com Jeová, e obrigado pela ajuda.

Apologista da verdade:

Usando a ilustração que você usou: o Estado é o originador das leis, incluindo as leis penais. Mas é a violação delas que leva o violador a receber suas sanções. Foi isso o que eu quis dizer.  Assim, a morte – voltar ao estado de inexistência – é uma punição divina para quem não se adequa às leis de Jeová. Mas é a violação delas que leva o violador a receber a punição da morte (não existência). Espero ter sido claro agora.

No caso do Estado, a pena de morte não é tida como homicídio, e sim como execução legal. Jeová é o Legislador absoluto. Portanto, ter ele instituído a pena de morte para os que escolhem o pecado não faz dele um homicida.

Leitor:

Perfeito! É esse o ponto. Assim como o Estado tem poder soberano para criar leis a fim de manter a ordem social, Jeová tem o direito legal – por ser ele o Dador da vida – para estabelecer leis que visem à ordem universal.

[Fim do diálogo.]


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org




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