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domingo, 25 de setembro de 2022

Respondendo a um leitor sobre se Jó 1:4 se refere a aniversários de nascimento

 

A respeito do artigo, Os filhos de Jó comemoravam aniversários de nascimento?(queira ler), um leitor teceu o seguinte comentário: 

Me parece ser um ótimo argumento o usado pelo “Estudo Perspicaz”. As questões são:

1) Jó 3 não fala de comemorações de aniversário, sim de um dia específico de nascimento apenas. Há uma diferença grande entre falar da data do seu nascimento e de outra data em que se comemora um nascimento.

Em outras palavras, Jó estava dizendo que era melhor não ter nascido naquele dia em que nasceu.

2) Ainda que fossem comemorações de aniversários, Jó não estava presente nelas. Pelo contrário, Jó 1:5 diz:

“Depois que terminava o ciclo dos dias de banquete, Jó os chamava para santificá-los. Então ele se levantava de manhã cedo e oferecia sacrifícios queimados em favor de cada um deles, pois Jó dizia: “Talvez meus filhos tenham pecado e amaldiçoado a Deus no coração.” Jó sempre fazia assim.”

Portanto, servos de Deus não são vistos na Bíblia comemorando aniversários. Antes, sendo aniversário ou não, Jó se importava com os tipos de festas que ele e até seus filhos participavam.

3) As publicações citadas usam de raciocínio circular. Todas se baseiam umas nas outras para auto se apoiarem, citando muitas vezes a mesma fonte. Aliás, citam pessoas comuns, não servos pré-cristãos ou judeus que adoravam o verdadeiro Deus, comemorando aniversários.

4) Outras fontes seculares também afirmam que servos de Deus não comemoravam aniversários.

“Os hebreus posteriores consideravam a celebração de aniversários natalícios como parte da adoração idólatra, conceito que era abundantemente confirmado pelo que viam nas observações comuns associadas com tais dias.” — The Imperial Bible-Dictionary (Londres, 1874), editado por Patrick Fairbairn, Vol. I, p. 225.

5) Nas demais citações bíblicas sobre aniversários, é dito de forma inequívoca que se tratava de um aniversário, como nos casos de Faraó e Herodes.

No caso dos filhos de Jó, a expressão bíblica é outra, como por exemplo, em Jó 1:13,18:

“Seus filhos e suas filhas estavam COMENDO E BEBENDO vinho na casa do irmão mais velho”.

Em outros textos bíblicos, essa expressão “comendo e bebendo” não se referem à aniversários, como:

1) Vitória em guerra. 1 Samuel 30:16: “Assim, ele levou Davi até eles. Os amalequitas estavam espalhados por toda a região, comendo, bebendo e festejando por causa da grande quantidade de despojo que haviam tomado da terra dos filisteus e da terra de Judá.”

2) Fazer alguém rei. 1 Crônicas 12:39: “E eles ficaram três dias com Davi, comendo e bebendo, pois os seus irmãos tinham feito preparativos para eles.”

3) “O Filho do Homem veio comendo e bebendo, mas elas dizem: ‘Vejam! Um homem glutão e dado a beber vinho, amigo de cobradores de impostos e de pecadores.’ No entanto, a sabedoria se prova justa pelas suas obras.” 

Resposta: 

O referido leitor referiu-se ao argumento a respeito de Jó 1:4, utilizado pela obra “Estudo Perspicaz das Escrituras”, como sendo “um ótimo argumento”. A citada obra afirmou que “é certo que Jó 1:4 não se refere a um aniversário natalício”. (Negrito acrescentado.)

Em seu ponto 1, o leitor parece não ter entendido o ponto em questão: Jó capítulo 3 não foi utilizado para comprovar “comemorações de aniversário”, e sim para mostrar que a palavra “dia” (yohm) sozinha, isolada da palavra hul·lé·dheth (“do nascimento”), refere-se, incontestavelmente, nesta passagem, ao dia específico do nascimento. Esta prova bíblica incontestável anula o argumento da obra “Estudo Perspicaz das Escrituras”, que deu a entender que a palavra “dia” (yohm) sozinha, na ausência da palavra hul·lé·dheth (do nascimento), definitivamente “não se refere a um aniversário natalício”.

“Dia”, em Jó capítulo 3, se refere ao dia do nascimento, e a mesma palavra “dia” é usada em Jó 1:4 para as comemorações feitas pelos filhos de Jó. Devido ao uso da mesma palavra “no contexto bíblico imediato”, o artigo mostrou que a possibilidade de os dias comemorados pelos filhos de Jó serem os seus aniversários de nascimento. De qualquer forma, não é, portanto, “certo que Jó 1:4 não se refere a um aniversário natalício”, como afirmou a referida obra acima, citada no artigo.

Em seu ponto 2, o referido leitor reconhece a possibilidade de Jó 1:4 se referir a “comemorações de aniversários”. Dessa forma, ele se contradiz com relação à sua afirmação anterior, de que o argumento apresentado pela obra Estudo Perspicaz das Escrituras” seja um ótimo argumento”. Afinal, se for um ótimo argumento”, o texto de Jó 1:4 definitivamente não se refere a aniversários de nascimento. Por outro lado, se o leitor reconhece uma possibilidade de que Jó 1:4 se refira a aniversários natalícios, ele também reconhece – contraditoriamente – que o argumento apresentado pela dita obra não é tão “ótimo” assim.

Ademais, o fato de Jó não estar presente a tais comemorações não tem qualquer relação com o que tais comemorações significavam – se eram de aniversários de nascimento ou de outros eventos. Também, Jó oferecia sacrifícios, não pelo que tais celebrações representavam, e sim pela possiblidade de seus filhos ‘terem pecado e amaldiçoado a Deus no coração’.

Em seu ponto 3, o leitor afirmou: “As publicações citadas usam de raciocínio circular.” Curiosamente, o próprio leitor citou a obra The Imperial Bible-Dictionary, que também tem sido citada por diversos comentaristas bíblicos atuais, e nem por isso tal leitor usa “de raciocínio circular”. O fato de uma mesma obra, ou fonte, ser citada por diversos comentaristas mostra a relevância de tal fonte.

O dito leitor também afirmou sobre as publicações citadas: “Citam pessoas comuns, não servos pré-cristãos ou judeus que adoravam o verdadeiro Deus.”

Novamente, parece que o leitor não entendeu o ponto em questão: que a maioria dos comentaristas bíblicos de renome vê a possibilidade, e até probabilidade, de Jó 1:4 se referir a comemorações de aniversários natalícios. Ser este o conceito de notáveis comentaristas bíblicos não é um fator conclusivo, mas é relevante. E é isso o que o artigo apresentou de forma cândida.

Em seu ponto 4, o leitor citou a obra The Imperial Bible-Dictionary, afirmando sobre isso o seguinte: “Outras fontes seculares também afirmam que servos de Deus não comemoravam aniversários.” A referida obra citada afirma que “os hebreus posteriores consideravam a celebração de aniversários natalícios como parte da adoração idólatra”. A palavra “posteriores” se refere a que época?

O Dicionário Bíblico Unger (p. 74, verbete “Aniversário”) faz referência ao ‘dia natalício de Herodes’ (Mt 14:6), a respeito do qual afirma: “pode se referir ao dia do seu nascimento ou ao dia de sua ascensão ao trono (cf. Os 7.5). Mais tarde, os judeus passaram a considerar a comemoração de aniversários uma forma de idolatria.” (Negrito acrescentado.) Portanto, de acordo com o Dicionário Bíblico Unger, há evidência de que, posteriormente à comemoração do ‘dia natalício de Herodes’, os judeus “passaram a considerar” tais comemorações como objetáveis.

Em seu ponto 5, o leitor afirmou: “Nas demais citações bíblicas sobre aniversários, é dito de forma inequívoca que se tratava de um aniversário, como nos casos de Faraó e Herodes.” Isto, naturalmente, não serve de argumento para comprovar, de modo inequívoco, que Jó 1:4 não se refira a comemorações de aniversários de nascimento.

O leitor ainda afirmou: “No caso dos filhos de Jó, a expressão bíblica é outra.”  Novamente, torna-se claro que o referido leitor não entendeu o ponto em questão, o qual já foi explicado no artigo anterior, supracitado, e também neste artigo.

A citação de Jó 1:13, 18 foi feita pelo Dicionário Unger, e transcrita no artigo anterior, a qual reza: “Para a maioria dos comentaristas, as festas mencionadas em Jó 1.13,18 se referem a comemorações de aniversários.” O referido leitor teceu argumentos contrários a esta afirmação do mencionado dicionário bíblico, o que se mostrou desnecessário, pois não eram esses versículos o foco do artigo, e sim o texto de Jó 1:4 – texto para o qual o referido leitor não apresentou argumento de que, definitivamente, não se refere a comemorações de aniversário natalício. Pelo contrário, como já demonstrado, o referido leitor mais de uma vez reconheceu a possibilidade de o texto se referir a tais comemorações.

O referido leitor parece ter dado a entender que os filhos de Jó poderiam comemorar aniversários de nascimento por não serem adoradores de Deus. Porém, a Bíblia não afirma que eles eram e nem que não eram adoradores de Deus.

O fato é que o contexto bíblico imediato, em Jó capítulo 3, é uma forte proposição para que Jó 1:4 se refira a comemorações dos aniversários de nascimento dos filhos de Jó.

 

Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

 

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domingo, 18 de setembro de 2022

Os filhos de Jó comemoravam aniversários de nascimento?

 

Jó 1:4 declara: “E seus filhos foram e realizaram um banquete na casa de cada um [deles] no seu próprio dia; e mandaram convidar suas três irmãs para comerem e beberem com eles.” – Tradução do Novo Mundo Com Referências, 1986.

A obra Estudo Perspicaz das Escrituras (publicada pelas Testemunhas de Jeová, volume 1, p. 140, verbete “Aniversário natalício”) afirma sobre Jó 1:4:

Quando os filhos de Jó “realizaram um banquete na casa de cada um deles no seu próprio dia”, não se deve supor que celebravam seu aniversário natalício. (Jó 1:4) “Dia”, neste versículo, traduz a palavra hebraica yohm, e refere-se a um período de tempo desde o nascer até o pôr do sol. Por outro lado, “aniversário natalício” corresponde a duas palavras hebraicas, yohm (dia) e hul·lé·dheth. A diferença entre “dia” e o dia do natalício de uma pessoa poderá ser observada em Gênesis 40:20, onde aparecem ambas as expressões: “Ora, o terceiro dia [yohm] resultou ser aniversário natalício [literalmente, “o dia (yohm) do nascimento (hul·lé·dheth) de Faraó”].” De modo que é certo que Jó 1:4 não se refere a um aniversário natalício, como é inquestionavelmente o caso de Gênesis 40:20. Parece que os sete filhos de Jó realizavam uma reunião familiar (possivelmente uma festa da primavera ou da colheita), e, ao passo que as festividades prosseguiam em rodízio por uma semana, cada filho era anfitrião do banquete em sua própria casa “no seu próprio dia”. – Negrito acrescentado. 



O argumento da obra acima, de que a palavra “dia” (yohm) sozinha, na ausência da palavra hul·lé·dheth (do nascimento), definitivamente “não se refere a um aniversário natalício” parece plausível, num primeiro momento. Porém, a Bíblia nos incentiva a fazer um exame completo de qualquer assunto, a “investigar cuidadosamente”, para se chegar a uma conclusão certa. (Deuteronômio 17:4; 13:14; Tradução do Novo Mundo 2015) Diante disso, surge a pergunta: a expressão “no seu próprio dia” não poderia se referir a um aniversário natalício?

Lemos em Jó 3:1-3: “Foi depois disso que Jó abriu a boca e começou a invocar o mal sobre o seu dia. Jó respondeu então e disse: ‘Pereça o dia em que vim a nascer, também a noite em que alguém disse: “Foi concebido um varão vigoroso!”’” – NM Com Referências.

Percebemos que mesma palavra hebraica yohm aparece em Jó 3:1 isolada de hul·lé·dheth, referindo-se, incontestavelmente, ao dia específico do nascimento. Portanto, não parece possível afirmar, como fez a referida obra acima, que “é certo que Jó 1:4 não se refere a um aniversário natalício”. Especialmente levando-se em conta que o uso de yohm (“dia”) sozinha, não seguida de imediato da palavra hul·lé·dheth (do nascimento), ocorre no mesmo livro de Jó para se referir ao dia do nascimento – portanto, no contexto bíblico imediato.

O que diversos comentaristas bíblicos disseram sobre Jó 1:4

Albert Barnes:

Cada um no seu dia – No seu turno apropriado, ou quando chegou o seu dia. Talvez se refira apenas aos aniversários deles; veja Jó 3:1, onde a palavra “dia” é usada para indicar um aniversário. Nos tempos antigos, o aniversário era observado com grande solenidade e alegria. 

Thomas Coke:

Jó 1:4. Todo mundo no seu dia  Schultens mostrou que a palavra yohm importa o seu dia de nascimento. Então ch. Jó 3:1. Diz-se que Jó amaldiçoou seu dia; ou seja, o dia do seu nascimento. O versículo pode ser traduzido, e seus filhos tinham o costume constante de fazer um banquete em família, cada um no seu dia de nascimento; e eles enviaram e convidaram suas três irmãs, etc. Heródoto nos informa que os orientais em geral, e os persas em particular, foram notáveis por celebrar seus aniversários com grande festa e luxo. 

Comentário Bíblico Jamieson-Fausset-Brown:

“4. cada um no seu dia—ou seja, o aniversário (Jó 3:1).”
Joseph Benson:

É certa que a mesma expressão יומו, yohm, seu dia, significa seu dia de nascimento, Jó 3:1. “O verso”, diz o Dr. Dodd, “pode ser traduzido, e seus filhos costumavam fazer um banquete em família, cada um no dia de seu aniversário; e eles enviaram e convidaram suas três irmãs”, etc. Segundo Heródoto, os habitantes do Oriente em geral, e especialmente os persas, foram notáveis por celebrar seus aniversários com grande festa e luxo.

E.W. Bullinger:

O dia dele: Provavelmente = aniversário. Compare Jó 1:5Jó 3:3.

Exposição de Gill de toda a Bíblia:
“Como o aniversário de Jó é chamado seu dia, como aqui, Jó 3:1.”
Adam Clarke:

“É provável que uma festa de aniversário seja mencionada aqui.

O Ilustrador Bíblico:

“As festas mencionadas provavelmente eram festas de aniversário.”

Comentário bíblico do Púlpito:

Cada um no seu dia. A maioria dos comentaristas considera essas festas como festas de aniversário. […] E admite-se que “seu dia” (em Jó 3:1) significa “seu aniversário”. A celebração de aniversários por meio de uma festa era um costume muito difundido no Oriente (ver Gênesis 40:20; Heródoto, 1:133; 9:110; Marcos 14:21). 

Comentário de Ellicott Sobre a Bíblia:

Cada um no seu dia. — ou seja, provavelmente no seu aniversário. […] E admite-se que “seu dia” (em Jó 3:1) significa “seu aniversário”. A celebração de aniversários por meio de uma festa era um costume muito difundido no Oriente (ver Gênesis 40:20; Heródoto, 1:133; 9:110; Marcos 14:21). 

Comentário Católico de George Haydock:

“Seu dia da semana em sucessão; (Pineda) ou cada um em seu aniversário.”

Comentário Crítico e Explicativo:

Todos os dias do dia - ou seja, o aniversário, (Jó 3:1). (Umbreit.)

Comentário Homilético do Pregador:

(2) “Cada um no seu dia”, isto é, seu aniversário, ou o dia em que era sua vez de divertir os demais. Aniversários nos dias do oriente eram de grande alegria.                

Lange's Commentary on the Holy Scriptures: Critical, Doctrinal and Homiletical:

E seus filhos foram e festejaram em suas casas, cada um no seu dia [Agora seus filhos costumavam fazer uma festa na casa de cada um em seu dia (de nascimento), e [eles] mandaram chamar suas três irmãs comer e beber com eles.

O Dicionário Bíblico Unger (p. 74, verbete “Aniversário”) declara:

“Para a maioria dos comentaristas, as festas mencionadas em Jó 1.13,18 se referem a comemorações de aniversários.”

Conclusão

O ponto é que não parece permissível, biblicamente, ser dogmático e afirmar que Jó 1:4 não se refere a comemorar aniversários de nascimento.

 

Referências:

Comentário Bíblico Católico de George Haydock. Disponível em: <https://www.bibliaplus.org/pt/commentaries/104/comentario-biblico-catolico-de-george-haydock/job/1/4>.

Comentário Bíblico do Púlpito. Disponível em: <https://www.bibliaplus.org/pt/commentaries/5/comentario-biblico-do-pulpito/job/1/1-22>.

Comentário Crítico e Explicativo de Toda a Bíblia. Disponível em: <https://www.bibliaplus.org/pt/commentaries/1/comentario-critico-e-explicativo-de-toda-a-biblia/job/1/4>.

Comentário de Ellicott Sobra a Bíblias. Disponível em: <https://www.bibliaplus.org/pt/commentaries/68/comentario-de-ellicott-sobre-toda-a-biblia/job/1/4>.

Comentário do Ilustrador Bíblico. Disponível em: <https://www.bibliaplus.org/pt/commentaries/188/o-ilustrador-biblico/job/1/4,5>.

Comentário Homilético Completo do Pregador. Disponível em: <https://www.bibliaplus.org/pt/commentaries/158/o-comentario-homiletico-completo-do-pregador/job/1/4,5>.

Estudo de Jó 1:4 – Comentado e Explicado. Bibliaco13 de março de 2020.  Versículos Comentados. Disponível em: <https://versiculoscomentados.com.br/>.

Jó 1:4. Bible Hub. Disponível em: <https://biblehub.com/job/1-4.htm>.

Jó 1:4. Bible Hub. Comentários. Disponível em: <https://biblehub.com/commentaries/job/1-4.htm>. 

Lange's Commentary on the Holy Scriptures: Critical, Doctrinal and Homiletical. Disponível em: <https://www.studylight.org/commentaries/eng/lcc/job-1.html>.

  

Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

 

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domingo, 11 de setembro de 2022

Estudo sobre a submissão – Hebreus 13:7, 17




Estudo sobre a submissão – Atualizado


Contribuído por Cristão Antitípico.

Esse estudo está baseado nos textos de Hebreus 13:7 e 17: 

(TNM2015) 7 Lembrem-se dos que exercem liderança entre vocês, os que lhes falaram a palavra de Deus, e, ao observar os resultados da conduta deles, imitem sua fé..

(Almeida Atualizada) 7 Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram.

(TNM2015) 17 Sejam obedientes aos que exercem liderança entre vocês e sejam submissos, pois eles vigiam sobre vocês e prestarão contas disso; para que façam isso com alegria, e não com suspiros, porque isso seria prejudicial a vocês.

(Almeida Atualizada) 17 Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros. 

Neste estudo eu farei uma análise de algumas das palavras originais aqui usadas e mostrarei seus campos semânticos. Também explicarei a quem as palavras se referem. Esta explicação terá 4 pontos principais:

1.  O sentido das palavras “lembrai-vos” (segundo a Almeida Atualizada) ou “lembrem-se” (segundo Tradução do Novo Mundo 2015);

2.O sentido da palavra “guias” (segundo a Almeida Atualizada) e das palavras “que exercem liderança entre vocês” (segundo Tradução do Novo Mundo 2015);

3.    A quem a expressão “exercem liderança” se refere – aos “apóstolos e anciãos em Jerusalém” ou aos anciãos locais nas congregações?

4.   Existe limite para a submissão ou será que ela é irrestrita?

Ponto 1 – “Lembrai-vos. . .”

O versículo começa com a expressão literal “lembrai-vos”. A palavra grega usada ali é mnēmoneuō e está relacionada com aquilo que é mnemônico, isto é, relativo à memória, a lembrar-se. Este é o sentido primário do termo. Mas o que significa “lembrar-se” de alguém?

(2 Tessalonicenses 2:5) Vocês não se lembram (mnēmoneuō) de que, quando eu ainda estava com vocês, costumava lhes dizer essas coisas?

O verbo usado é o mesmo em Hebreus 13:7. Então, este é o sentido básico do verbo: “lembrar” significa primariamente recordar. Vejamos outra ocorrência do termo

(Lucas 17:32) 32 Lembrem-se (mnēmoneuō) da mulher de Ló.

Mais uma vez aqui temos o mesmo verbo. No entanto, o termo “lembrar-se” possui sentido mais profundo em Lucas 17:32. Ele envolve não apenas recordar-se, mas também considerar o objeto de lembrança como um exemplo a ser ou imitado ou não. No caso da mulher de Ló, um modelo a não ser imitado. O erudito John Gill disse sobre o verbo no contexto de Hebreus:

“lembrar” deles é conhecê-los, concordar com eles, reconhecê-los e respeitá-los como seus governadores; para obedecê-los e submeter-se a eles; entesourar na memória suas doutrinas e exortações; estar atento a eles no trono da graça, orar por eles; e cuidar de sua manutenção e suprimento externo de vida;

Portanto, o verbo inicial do versículo tem o sentido de dar atenção respeitosa e prática. Por exemplo, a Bíblia diz:

(Gênesis 8:1) . . .Depois disso, Deus lembrou-se (mimnēskō) de Noé e de todo animal selvático. . .

Em qual sentido Jeová “lembrou-se” de Noé? Não no sentido de recordar-se, mas no sentido de prestar ajuda, dar atenção prática. É este o sentido de “lembrar-se” em Hebreus 13:7. 

Ponto 2 – “. . . guias”

Outro ponto a ser analisado é o sentido da palavra “guias”, ou “líderes”, “Lembrem-se dos vossos líderes”. Essa palavra não é um substantivo. Portanto, a tradução “governantes”, “guias” ou “líderes” não é a mais adequada. A tradução mais próxima do original seria “aqueles que lideram”, ou “aqueles que exercem autoridade”, pois é um verbo no plural. Mas será que o escritor de hebreus está falando de que cristãos teriam outros cristãos “governando” sobre eles? O verbo hēgeomai (liderar) é usado para se referir a uma ampla gama de ações, e inclui estimar, considerar e até mesmo pensar.

(2 Tessalonicenses 3:15) 15 Contudo, não o considerem (hēgeomai) como inimigo, mas continuem a aconselhá-lo como irmão.

O verbo “considerem” é hēgeomai, o mesmo verbo do texto de Hebreus, e aqui é traduzido como “considerar”. Esse “considerar” está dentro do campo semântico do verbo usado no texto de Hebreus. Transmite a ideia de “enxergar/encarar” e isso nos abre um pouco a mente sobre o sentido da expressão “aqueles que tomam a liderança”. Essa liderança não é no sentido de ser um governante, tal como um governante político que cria leis para os outros, mas no sentido daqueles que pastoreiam, que estimam os irmãos na fé. Portanto, uma tradução parafraseada para “Sejam obedientes aos que exercem liderança entre vocês” seria: “Deem atenção àqueles que pastoreiam entre vocês.” Ainda nesse ponto, veja o que disse o erudito John Gill:

A palavra pode ser traduzida como “guias” ou “líderes”; pois tais apontam o caminho da paz, vida e salvação para os homens, e os dirigem a Cristo; e guiá-los na compreensão das Escrituras, e nas verdades do Evangelho; e conduzi-los nos caminhos da fé e da santidade, e são exemplos para eles.

             Portanto, o escritor de Hebreus não está falando de cristãos que governam outros, mas de cristãos que guiam, ensinam e pastoreiam outros no caminho da fé. 

Ponto 3 – Submissos a quem?

O terceiro ponto de análise é a quem essas palavras se referiam. Será que o escritor de Hebreus, que acreditamos ter sido Paulo, estava se referindo “aos apóstolos e anciãos em Jerusalém”[1] quando falou “aqueles que exercem a liderança entre vocês”, ou será que se referia aos anciãos locais das congregações? A Tradução do Novo Mundo 2015 nesse texto de Hebreus 13:7 diz:

(Hebreus 13:17) . . . Sejam obedientes aos que exercem liderança entre vocês e sejam submissos, pois eles vigiam sobre vocês e prestarão contas disso M ...

Perceba que o sujeito das palavras “prestarão contas disso” é o mesmo que exerce a liderança e é o mesmo a quem os cristãos devem ser submissos. Portanto, a fim de descobrirmos a quem o escritor ordena os cristãos a serem submissos, precisamos saber quem são esses que “prestarão contas” a Deus. Se você pesquisar na TNM15, verá que ao lado da palavra “disso” existe uma referência cruzada que nos leva a Atos 20:28.

(Atos 20:28) 28 Prestem atenção a si mesmos e a todo o rebanho, sobre o qual o espírito santo os designou como superintendentes, para pastorearem a congregação de Deus, que ele comprou com o sangue do seu próprio Filho.

Perceba então que esses superintendentes são os mesmos a quem o escritor de Hebreus ordenou que a congregação de Deus fosse submissa. Mas quem são esses “superintendentes”? Se continuar pesquisando na TNM15, verá que também há uma referência cruzada que nos leva a

(1 Timóteo 3:1-7) 3 Esta declaração é digna de confiança: Se um homem está se esforçando para ser superintendente, deseja uma obra excelente. 2 O superintendente, portanto, deve ser irrepreensível, marido de uma só esposa, moderado nos hábitos, sensato, ordeiro, hospitaleiro, qualificado para ensinar. 3 Não deve ser beberrão nem violento, mas deve ser razoável, não briguento. Não deve amar o dinheiro. 4 Deve presidir bem à sua própria família, tendo os filhos em sujeição com toda a seriedade. 5 (Pois, se um homem não souber presidir à sua própria família, como cuidará da congregação de Deus?) 6 Não deve ser recém-convertido, para que não se encha de orgulho e caia no julgamento aplicado ao Diabo. 7 Além disso, deve ter também um bom testemunho de pessoas de fora, a fim de que não caia em desonra e num laço do Diabo.

Então, quem são esses “superintendentes” citados? Esses textos não se aplicam “aos apóstolos e anciãos em Jerusalém”, mas exclusivamente aos anciãos locais das congregações. Por que isso? As congregações eram lideradas por grupos de anciãos e, visto que o NT ainda não estava reunido e disponível, muitos anciãos recebiam dons miraculosos, incluindo o dom do conhecimento. Em 1 Coríntios 12:8 nós lemos:

8 Pois a um é dada a palavra de sabedoria por meio do espírito; a outro, a palavra de conhecimento, segundo o mesmo espírito;

Os anciãos congregacionais tinham que tomar várias decisões que influenciariam os membros da congregação, tais como organizar reuniões e educar os membros da congregação. A fim de que a congregação permanecesse unida, era importante que todos os membros aceitassem a liderança do corpo local de anciãos.

Ademais, naquela época a comunicação entre as congregações e os apóstolos em Jerusalém era extremamente limitada – não havia e-mails nem meios de transporte como os que hoje existem. Era inviável a até impossível enviar cartas toda a semana para as congregações, instruindo sobre cada mínimo detalhe. Assim, quem liderava as congregações não eram os apóstolos a partir de Jerusalém, mas os anciãos locais, e por isso o livro de Hebreus ordena os cristãos a cooperarem com os anciãos locais para que haja união e harmonia nas congregações.

Em harmonia com isso, acompanhe o comentário da revista A Sentinela de 15 de dezembro de 1989, p. 24, pars. 15-16.

15 . . . Paulo escreveu: “Sede obedientes aos que tomam a dianteira entre vós e sede submissos, pois vigiam sobre as vossas almas como quem há de prestar contas; para que façam isso com alegria e não com suspiros, porque isso vos seria prejudicial.” (Hebreus 13:17) Devemos respeitar os anciãos designados que tomam a dianteira na congregação. . . Deixarmos de ser submissos seria fatigante para os superintendentes. . . Um espírito cooperador torna mais fácil aos anciãos prestarem ajuda e contribui para a união e o progresso da obra de pregação do Reino. — Salmo 133:1-3.

16 Quão apropriado é que sejamos submissos aos que tomam a dianteira! Eles ensinam nas nossas reuniões e nos ajudam no ministério. Como pastores, buscam o nosso bem-estar. (1 Pedro 5:2, 3) Ajudam-nos a manter uma boa relação com Deus e com a congregação. (Atos 20:28-30) . . .

As palavras acima mostram que o autor do artigo de A Sentinela de 1989 aplicou o texto de Hebreus 13:17 aos anciãos congregacionais. E este entendimento está correto, pois Paulo desejava que os membros das congregações cooperassem com os anciãos locais; eles já aceitavam a autoridade de Paulo e dos demais apóstolos. Então, neste terceiro ponto nós vemos duas coisas:

1.     A Bíblia ensina, conforme mostram as referências cruzadas com base em palavras-chave na TNM15, que o texto de Hebreus 13:7 não se refere aos apóstolos e anciãos em Jerusalém e não inclui os apóstolos, mas refere-se exclusivamente aos anciãos locais nas congregações.

2.    A revista A Sentinela de 1989 corretamente aplicou a referência das palavras em harmonia com as Escrituras. 

Ponto 4 – Submissão irrestrita?

O quarto e último ponto é: visto que esse texto nos ordena a submissão aos anciãos congregacionais, até que ponto vai essa submissão? Será que ela é ilimitada e irrestrita? O texto de análise nesse estudo é Hebreus 13:7 e também o 17. Por isso, analisemos Hebreus 13:9 para que descubramos se essa submissão é limitada ou absoluta.

(Hebreus 13:9) 9 Não sejam desencaminhados por ensinamentos variados e estranhos. . .

É relevante a colocação dessas palavras logo após o texto que menciona a submissão. Após Paulo ter dito aos cristãos para serem submissos aos anciãos locais, ele alerta os cristãos para que não sejam “desencaminhados por ensinamentos estranhos”, ou seja, ensinamentos falsos. Então aqui nós vemos que há de fato um limite na submissão: temos de ser submissos apenas enquanto as orientações estiverem em plena harmonia com as Escrituras. Se há orientações que vão além das Escrituras, ensinos estranhos que simplesmente surgem e são impostos, não temos obrigação alguma de ser submissos. Ao contrário, é um dever nos posicionar contra o que está errado. Do contrário, não somos seguidores de Cristo, mas de homens.

O erudito bíblico Albert Barnes explicou sobre o limite da submissão:

. . . até o ponto que seja administrada em acordo com os preceitos do Salvador. A obrigação à obediência certamente não se estende a qualquer coisa que seja errada em si mesma ou que seria uma violação da consciência.[2]

Em harmonia com a tese acima defendida, David Guzik, comentarista bíblico, observou:

Infelizmente, alguns levam a ideia de submissão aos líderes da igreja longe demais. O ‘Movimento Pastoral’ foi um exemplo claro desse tipo de abuso (que muitos parecem acolher, querendo que outra pessoa seja responsável por suas vidas).[3]

A crítica aqui feita é quanto a atribuir salvação aos que pastoreiam, como se eles fossem capazes de salvar os membros da congregação. Isso é certamente uma extrapolação.

Em adição a isso, Chuck Smith, teólogo americano, ressaltou:

Um instrutor deve nos ensinar a sermos submissos a Deus, não a ele próprio.[4]

Isso se harmoniza com as palavras de Paulo:

(2 Coríntios 1:24) Não é que sejamos os amos de vossa fé, mas somos colaboradores para a vossa alegria, porque é pela [vossa] fé que estais em pé.

Na segunda carta aos coríntios, Paulo menciona ensinos falsos que estavam sendo introduzidos nas congregações.

(2 Coríntios 11:3-6) 3 Mas tenho medo de que, assim como a serpente seduziu Eva pela sua astúcia, a mente de vocês seja de algum modo corrompida, afastando-se da sinceridade e da castidade que devemos ao Cristo. 4 Pois, de fato, se alguém chega e prega um Jesus diferente do que nós pregamos, ou se vocês recebem um espírito diferente do que receberam, ou boas novas diferentes das que aceitaram, vocês facilmente o suportam. 5 Pois eu não me considero inferior aos seus superapóstolos em coisa alguma.

             Havia pelo menos um falso instrutor na congregação em Corinto, um “superapóstolo”. O erudito John Gill explicou que o problema dos cristãos ali era que eles ‘recebiam a doutrina dele, eram submissos à autoridade dele’. (O grifo é meu.)

             Neste exemplo vemos que a submissão irrestrita e incondicional gerou problemas: os cristãos poderiam ser seduzidos assim como a serpente seduziu Eva porque estavam levando o princípio da submissão ao extremo.

             Não devemos nos esquecer das palavras do Senhor à congregação em Éfeso:

Conheço as tuas ações, e o teu labor e a [tua] perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que se dizem apóstolos, mas não são, e que os achaste mentirosos

             Jesus elogiou a congregação de Éfeso por não tolerar falsos instrutores. Em momento algum foi ensinada a submissão a falsos instrutores, e isso fica claro em Apocalipse 2:15, 16:

15 Assim, tu tens também os que se apegam igualmente ao ensino da seita de Nicolau. 16 Arrepende-te, portanto. Se não, virei a ti depressa e guerrearei com eles com a longa espada da minha boca.

             Remover sectaristas (hereges) da congregação é mais difícil do que parece. Por quê? Porque muitos pensam que os sectaristas sejam majoritariamente pessoas sem destaque na igreja. Longe disso! Os hereges mais perigosos ocupam cargos de instrutores dentro da congregação, e é justamente por isso que é tão difícil removê-los e também dizer “não” para eles – eles detêm poder e possuem apoiadores zelosos que farão de tudo para defendê-los. Por isso que as palavras do Senhor Jesus nos capítulos iniciais de Apocalipse são de relevância atemporal.

Uma ilustração baseada em fatos reais poderá clarear mais essa explicação. Imagine que você está dando testemunho a um evangélico fervoroso, tal qual um membro de uma igreja neopentecostal. Então vocês começam a falar sobre o dízimo. Você prova para ele com base bíblica que o dízimo não é obrigatório para os cristãos e que as contribuições devem ser voluntárias. A implicação disso é que o pastor que cobra o dízimo está indo além das Escrituras, distorcendo-as, desrespeitando-as. 

Ao se aperceber disso, o evangélico fica visivelmente desconfortável por ter suas crenças questionadas. Então ele conversa com os líderes da igreja dele e lhes apresenta o seu argumento e a sua explicação. Então os pastores não aceitam a explicação e também reafirmam que o dízimo deve ser cobrado e que aquele que não o pagar estará no desfavor de Deus. Não apenas isso, os líderes da igreja evangélica ainda ordenam o sujeito a “ser humilde” e aceitar a liderança da igreja em tudo, inclusive nesse ponto. Ordenam também o sujeito a “confiar no Senhor”. Apenas para enfatizar, as ordens são:

·         “Você tem que ser humilde”;

·         “Você tem que confiar no Senhor”;

·         “Você tem que obedecer aos líderes”.

Então o sujeito volta a você e diz:

“Olha, meu amigo, eu entendi sua explicação e sei que o dízimo não é para os cristãos. Mas os pastores da minha igreja disseram que o dízimo é bíblico e que a igreja precisa do dízimo, e que você é um herege, pois não acredita na igreja. Os pastores são líderes designados por Deus e não cabe a nós julgar aqueles a quem Deus designou, mesmo que eles estejam errados, a Bíblia manda sermos submissos. Portanto, eu sei que o dízimo não é para os cristãos, mas tenho que ser obediente, pois tenho que ser submisso assim como a Bíblia ordena.” 

Pergunto: será que pensaríamos que tal pessoa ama as Escrituras? Pensaríamos que tal pessoa ama mais a verdade ou a homens? Será que tais homens não estariam distorcendo a Escritura e extrapolando o princípio da submissão para seus próprios interesses a fim de manter sua autoridade e prestígio?

O exemplo baseado em fatos reais apresentado acima deixa claro que homens poderosos podem usar o princípio da submissão para se tornarem inquestionáveis, poderosos, venerados e intocáveis; e também que muitos homens tementes a Deus poderão ser desencaminhados por pensarem que devem obedecer a falsos instrutores achando que estão seguindo as Escrituras, quando a verdade é que a Escritura está sendo torcida e extrapolada para manter os servos do Senhor sob controle de homens com desejo de poder. Isso sempre aconteceu no curso da humanidade e continua acontecendo até os dias de hoje.

Conclusão

A passagem de Hebreus 13:7 (e também o v.17) nos mostra que devemos nos “lembrar” ou mostrar respeito, prestar atenção e obedecer aos instrutores da Bíblia, que são os anciãos congregacionais, não os “apóstolos e anciãos em Jerusalém”. Os anciãos congregacionais prestarão contas a Deus pelo modo como terão tratado as ovelhinhas do Senhor.

Isso não significa, entretanto, que os cristãos devem obedecer aos anciãos em simplesmente tudo que disserem. Afinal, os próprios anciãos são imperfeitos, errantes, e muitas vezes poderão confundir os preceitos bíblicos com suas opiniões pessoais. Portanto, a submissão/obediência aos anciãos locais se limita aos princípios bíblicos.

Você consegue pensar em exemplos onde os cristãos verdadeiros devem ser submissos? Consegue também pensar em como isso poderia ser extrapolado? Quais cuidados os cristãos devem ter? Comente abaixo e compartilhe suas opiniões com os demais. Seja sempre respeitoso e use linguagem gramaticalmente correta e de nível acadêmico. Obrigado.

 

Notas:

[1] Os “apóstolos e anciãos em Jerusalém” são interpretados pela liderança das Testemunhas de Jeová como sendo um corpo governante permanente em Jerusalém que governava as congregações.

[2] Citação original: “so far as it was administered in accordance with the precepts of the Saviour. The obligation to obedience does not, of course, extend to anything which is wrong in itself, or which would be a violation of conscience.” Disponível em: https://biblehub.com/commentaries/hebrews/13-17.htm

[3] David Guzik, Enduring Word Commentary, sobre Hebreus 13:17. Disponível em: https://www.preceptaustin.org/hebrews_1317-19

[4] Ibid.


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