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domingo, 1 de janeiro de 2023

O cristão deve ser submisso quando a liderança da sua igreja promove ensinos falsos?

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Por Cristão Antitípico.

 

No ARTIGO ESPECIAL: Romanos 13 – As “autoridades superiores” e o cisma de 1962 na Europa oriental (Parte 2), um leitor teceu o seguinte comentário: 

É fato que indivíduos chegaram a discernir certas verdades antes de as mesmas se tornarem reconhecidas pela inteira parte terrestre da organização de Jeová. Podemos citar os exemplos sobre a questão da neutralidade (Despertai 22/09/87 §17) e o da compreensão quanto a identidade das autoridades superiores de Romanos 13:1. (A Sentinela 15/05/95 §4-5) Sabe-se também de alguns que, em decorrência disso, desligaram-se da congregação das Testemunhas de Jeová. Tinham elas razão nisso?

Bem, ao passo que talvez tivessem razão quanto ao entendimento de certos assuntos, não se pode dizer o mesmo das ações que tomaram. Afinal de contas, onde estão hoje? Pregam as boas novas do reino em obediência a Jesus? (Mateus 28:19,20) Santificam o nome de Jeová? (Mateus 6:9,10) A resposta é clara: não! E por quê? “Saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos, pois se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco.” (1 João 2:19) Não tiveram a atitude dos apóstolos de Jesus que em certa ocasião quando não compreenderem certo ensino do mestre, admitiram candidamente: “Senhor, para quem iremos? O Senhor tem declarações de vida eterna.” (João 6:48-70; Zacarias 8:23) O que se deve fazer? A Sentinela de 1.º de dezembro de 1982, páginas 15-16, responde: 

 

Às vezes, alguns trazem à atenção da classe do “escravo” diversos assuntos doutrinais ou organizacionais que acham que deveriam ser revisados. Certamente são apropriadas as sugestões para melhora, assim como o são as perguntas para se obter esclarecimento. Um exemplo disso foi quando Paulo, Barnabé e outros foram enviados a ‘subir até os apóstolos e anciãos em Jerusalém’ com respeito à circuncisão. Quando aqueles anciãos de Jerusalém decidiram a questão, sob a orientação do espírito santo, enviaram então irmãos a diversas cidades para ‘entregar aos que estavam ali, para a sua observância, os decretos decididos pelos apóstolos e anciãos, que estavam em Jerusalém’. A sujeição leal a esses decretos resultou na bênção de Jeová. Assim, “as congregações continuavam deveras a ser firmadas na fé e a aumentar em número, dia a dia”. — Atos 15:1 a 16:5. 
 
 O espírito correto, depois de se ter oferecido sugestões, é contentar-se em deixar o assunto entregue para ser considerado com oração pelos irmãos maduros que dirigem a obra na organização de Jeová. Mas, se os que fazem as sugestões não se contentarem com isso e continuarem a discutir o assunto nas congregações, visando conseguir o apoio de outros, qual será o resultado? Isso criará divisões, e poderá subverter a fé de alguns. Por isso, Paulo aconselha: ‘Fiquem de olho nos que causam divisões e motivos para tropeço contra o ensino que aprenderam, e. . . evitem-nos.’ Paulo aconselhou também Tito a “repreender os que contradizem”, acrescentando: “É preciso fechar a boca de tais, visto que estes mesmos persistem em subverter famílias inteiras por ensinarem coisas que não deviam . . . Por esta mesma causa persiste em repreendê-los com severidade.” — Romanos 16:17, 18; Tito 1:9-13.          

Nota-se que é apropriado oferecer à classe do escravo sugestões para melhora de assuntos doutrinais ou organizacionais, de modo que NENHUM MEMBRO DA ORGANIZAÇÃO DE JEOVÁ está impedido de fazer isso. No entanto, antes de assim agir é próprio apresentar o assunto aos anciãos locais, pois talvez eles possam ponderar sobre o que já tem sido feito naquele respeito. De qualquer forma, aquele que agir com esse intuito precisará manifestar o espirito correto após remeter as sugestões, que é contentar-se em deixar o assunto entregue para ser considerado com oração pelos irmãos maduros que dirigem a obra na organização de Jeová e não discutir o assunto nas congregações visando conseguir apoio de outros. Sigamos os exemplos bíblicos:

“Ao viajarem pelas cidades, transmitiam aos irmãos as decisões tomadas pelos apóstolos e pelos anciãos em Jerusalém, para que obedecessem a esses decretos. Assim, as congregações eram fortalecidas na fé e cresciam a cada dia.” – Atos 16:4,5.   


Resposta:

Prezado, até onde pude perceber, seu comentário revela que você não diferencia o mundo real do mundo ideal. A sua posição se baseia em uma citação das publicações das Testemunhas de Jeová. Vou mostrar as partes em que este comentário está errado. 

Há uma diferença entre o que se diz e o que se faz, isto é, o mundo ideal e o mundo real. Muitas das ideias da citação que você fez só enganam os iludidos com o sistema organizacional. A verdade é a seguinte: ouse enviar correções ao Corpo Governante e você vai ser marcado. Insista em tais correções e você será desassociado e difamado. Portanto, este “mundo ideal” descrito na sua citação só existe na imaginação das pessoas crédulas, pessoas iludidas com uma organização que não existe na prática, isto é, que não aplica as palavras acima. A verdade é que o CG desassociará qualquer um que discordar de tal magistério.  

 A via de exemplo, cito o caso de Rolf Furuli, que, durante anos, apontou os erros do CG de forma sigilosa, escrevendo para o magistério e sugerindo mudanças. Durante décadas, o CG ignorou Rolf Furuli e passou a adquirir mais e mais poder. Até que por fim, Furuli lançou o livro dele, “Minha Querida Religião – E o Corpo Governante”. Então, ele foi desassociado sem nem mesmo suas alegações serem analisadas. Isso não tem base bíblica e é o oposto da mensagem da citação.  

Outro erro na argumentação da citação que você copiou e colou é que o espírito santo não erra e não conduz ninguém ao erro.

Quando o espírito santo decidiu a questão da circuncisão no primeiro século, esperava-se que as congregações obedecessem a tal decisão. Por quê? Porque havia uma razão fundamental e imutável para isso: a decisão estava certa. Dizer que o espírito santo esperava que as pessoas obedecessem a uma decisão errada é absurdo, bizarro e irracional. Este ensino não é encontrado em parte alguma das Escrituras e vou te provar por quê.  

Quando em Niceia o “Corpo Governante” da igreja primitiva introduziu a Trindade como doutrina, você teria mandado “sugestões”? Se os líderes da igreja não tivessem aceitado suas sugestões, o que teria feito? Continuaria submisso? Ou isso só vale para a sua religião?  

O ponto é que, caso as palavras da citação acima se aplicassem da forma como foram aplicadas, isso faria de Charles Taze Russell um cristão rebelde que “causou divisões”. Russell não foi submisso à liderança de sua igreja e esta rebeldia justa deu início à Torre de Vigia. Ele bateu de frente com a alta classe, e somos gratos por isso. Se eu tenho que obedecer incondicionalmente, então Russell também tinha. E isso faria da Sociedade Torre de Vigia uma seita. Contudo, você discorda de tal conclusão e eu também discordo. Mas a implicação disto é que há casos em que a rebeldia é justificada.  

Quanto ao progresso ou sucesso longe da Torre de Vigia (um argumento usado frequentemente), quero apenas lembrá-lo de que a maior igreja do mundo é a católica. Desde os primórdios do catolicismo até a Idade Média, lá pelos anos 300 DC até 1500 DC, isto é, durante mais de um milênio, a igreja católica foi a única que “deu certo”, ao passo que todos os dissidentes caíam no anonimato. (Não é por menos, afinal, eram executados.) Isso não prova que a igreja católica tem a bênção de Deus.  

Da mesma forma, não é por nada que muitos que saem da Torre de Vigia caem no “anonimato”, por assim dizer, afinal, a Torre de Vigia os difama, isto é, os executa em sentido social e moral. Eles saem de mãos vazias e difamados. Então, não é por menos que estes se tornam insignificantes perante os homens.  

Outro erro no seu comentário é que os erros crassos da Torre de Vigia não são “errinhos insignificantes”, isto é, erros que se você cometer não alterarão muita coisa na sua vida, tais como alterar o método de pregação, instruções sobre vestimenta, sobre o formato das reuniões, etc. Antes, são erros que desgraçam a sua vida, colocam você na cadeia, matam você, como foi o caso do erro de 1929, onde muitos irmãos foram presos e executados – algo admitido pela própria Torre de Vigia.

Se você não consegue perceber a diferença entre esses dois tipos de erros – um mecânico e sem relevância, e outro que destrói a sua vida – então, sinto muito, mas não há nem como conversar com você sobre esse assunto. 

 

Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

 

Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org

 

 


7 comentários:

  1. Olá...um adendo é: se escrever uma carta para Betel sobre QUALQUER assunto, eles responderão a você COPIANDO OS ANCIÃOS. Os tentáculos da organização são de grande alcance.

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  2. Sempre muito relevante seus raciocínios Apologista.

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  3. Não vislumbro uma mudança no atual Modus operandi da Organização, os publicadores no geral não têm ideia das arbitrariedades cometidas pelos que tomam a dianteira, e de maneira ignorante no pleno sentido da palavra apoiam as decisões equivocadas em sentido doutrinal tomadas pelo “escravo” porque assim segundo eles espera Jeová que façamos. Não fico surpreendido com a quantidade de irmãos que simplesmente não vão mais as reuniões, pois estas tornaram-se enfadonhas com estudos e análises superficiais e com uma linguagem infantilizada, não há mais uma compreensão profunda do texto bíblico, papinha de bebê é o alimento servido no “tempo apropriado” ao passo que a Bíblia nos incentiva a “avançar a madureza” deixar assim de tomar leite, acho que a Torre de Vigia iniciou uma parceria com a Parmalat, os anciãos assim como os publicadores são meros papagaios pois não precisam pensar, consultar a bíblia , ou fazer uma análise detalhada do texto basta seguir o manual para serem considerados exemplares e uma pessoa espiritual, com o atual cenário na organização fica evidente que Satanás está fazendo hora extra.

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  4. Prezado Cristao Antitipico, nao se importa fazer uma postagem sobre a esperança da ressureiçao no texto grego? O texto grego (exepto apocalypse, livro profetico sujeito a muita interpretaçao subjetiva)aponta sempre para a esperança celestial. Nao estou affirmando nada, mas se leio a parte grega cristã sem ter conhessimento das vàrias interpretaçoes theologicas, eu entendo que o destino final de todo cristao fiel é os céus.Qual é a sua visao , està de acordo com a explicaçao do CG ?Eu pessoalmente acredito nas duas esperanças. Abraço

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    1. Prezado, não há dúvidas de que as Escrituras falam de uma ressurreição terrestre e também de uma celestial. Isso é claro. Acho que não duvidas quanto a isso.

      Eu tendo a concordar com a interpretação da Torre de Vigia no geral sobre os 144000 e a Grande Multidão, com alguns pormenores a serem reanalisados.

      Por exemplo, lembre-se que João Batista não ascenderá aos céus. (Mateus 11:11-12)

      Por quê? Ele era sem dúvidas crente em Jesus Cristo. Ou melhor, ninguém era tão crente em Jesus quanto o próprio João Batista. Ainda assim, ele não ascendeu aos céus.

      Então, isso por si só prova que pode haver cristãos que não têm esperança celestial.

      Contudo, visto que o modo como as questões são atualmente estabelecidas (o sistema unidirecional, de cima para baixo, autoritário e inquestionável), não posso condenar a ninguém por pensar diferente da congregação. Enquanto o sistema não mudar, não posso julgar as pessoas por quaisquer opiniões divergentes que expressarem.

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  5. Prezado, voçé disse que Joao B. Nao ascendeu aos céus.Ta certo é de fato o que a biblia ensina. Mas quando eu me refiro aos crstaos, estou me referindo aos com quem Jesus estabeleçeu um novo pacto, os que a partir de pentecostes receberam o espirito a saber a congregaçao cristã. A questao é que as escrituras gregas nao mostram em nenhuma parte outra esperança para cristao a nao ser o çeu. Nao hà castes (cristaos terrenos ou meio irmao de Jesus), esse entendimento aparceu somente a partir de 1935 .

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