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terça-feira, 5 de junho de 2012

Os antepassados justos de Cristo irão para o céu?

Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/despertai-n1-fevereiro-2016/o-que-a-biblia-diz-sobre-o-ceu/



“Eu vos digo que muitos virão das regiões orientais e das regiões ocidentais e se recostarão à mesa junto com Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus.” – Mateus 8:11.

  
Alguns religiosos da cristandade se baseiam no texto citado acima para afirmar que todos os bons irão para o céu, inclusive os antepassados de Jesus Cristo.

 Mas, tal afirmação demonstra desconhecimento ou desconsideração dos muitos textos bíblicos que descrevem a esperança de vida eterna na Terra. (Salmo 37:9-11, 22, 29, 34; 46:9, 10; Provérbios 2:21, 22; Isaías 11:6-9; 33:24; 35:4-6; 65:17-25; 66:22, 23; Apocalipse 21:3, 4) Em segundo plano, tal asserção também exibe falta de conhecimento ou de reconhecimento dos procedimentos estabelecidos por Deus para a vida celestial. Ei-los abaixo:

1)  Precisa haver uma CHAMADA e ESCOLHA da pessoa por Deus, mediante Seu Filho, Jesus Cristo:

2 Timóteo 1:9, 10: “Ele nos salvou e nos chamou com uma chamada santa, não em razão de nossas obras, mas em razão de seu próprio propósito e benignidade imerecida. Isto nos foi dado em conexão com Cristo Jesus antes dos tempos de longa duração, mas agora se tornou claramente evidente pela manifestação de nosso Salvador, Cristo Jesus, que aboliu a morte, mas lançou luz sobre a vida e a incorrupção por intermédio das boas novas.”

2)  Envolve Deus JUSTIFICAR, ou DECLARAR JUSTO, o cristão chamado:

Romanos 3:23, 24: “Pois todos pecaram e não atingem a glória de Deus, e é como dádiva gratuita que estão sendo declarados justos pela benignidade imerecida dele, por intermédio do livramento pelo resgate pago por Cristo Jesus.”

3)  PRODUZI-LO (GERÁ-LO) como filho espiritual de Deus:

João 1:12, 13: “A tantos quantos o receberam [a Jesus], a estes deu autoridade para se tornarem filhos de Deus, porque exerciam fé no seu nome; e nasceram, não do sangue, nem da vontade carnal, nem da vontade do homem, mas de Deus.”

João 3:3, 5: “Em resposta, Jesus disse-lhe: ‘Digo-te em toda a verdade: A menos que alguém nasça de novo, não pode ver o reino de Deus.’ Jesus respondeu: ‘Eu te digo em toda a verdade: A menos que alguém nasça de água e espírito, não pode entrar no reino de Deus.’”

Tiago 1:18: “Porque ele [Deus] o quis, ele nos produziu [gerouACRF] pela palavra da verdade, para que fôssemos certas primícias das suas criaturas.”

4)  UNGI-LO:

2 Coríntios 1:21, 22: “Mas, quem garante que vós e nós pertencemos a Cristo e quem nos ungiu é Deus. Ele pôs também o seu selo sobre nós e nos deu o penhor daquilo que há de vir, isto é, o espírito, em nossos corações.”

Como visto pelos textos acima, todos os procedimentos acima só ocorreram após a vinda de Cristo à Terra. A “chamada” passou a ocorrer “em conexão com Cristo Jesus” e “se manifestou pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus.” (2 Timóteo 1:10, IBB) A justificação também só se tornou possível após Jesus ter pago o resgate pelos nossos pecados. (Romanos 3:23, 24) Ademais, foi Jesus quem deu autoridade para [seus discípulos] se tornarem filhos de Deus”. (João 1:12, 13) Por fim, a unção ocorre por intermédio do espírito santo, que foi derramado pela primeira vez no Pentecostes de 33 EC, após a morte de Cristo. João 7:39 comenta: “Ele [Jesus] disse isso com respeito ao espírito que os que depositavam sua fé nele estavam para receber; pois, por enquanto ainda não havia espírito [não havia ainda sido derramado], porque Jesus ainda não havia sido glorificado.” A glorificação de Jesus aconteceu após sua ressurreição para a vida celestial, após o que ele “derramou” sobre seus discípulos o prometido espírito santo, gerando-os como filhos espirituais de Deus, com esperança celestial. Foi Jesus quem “inaugurou” o “caminho” para o céu. – Hebreus 10:19, 20; Atos 2:33; João 3:3, 5.

Assim, todos os fiéis que viveram antes de Cristo terão a esperança original dada ao primeiro casal humano: de viver para sempre em felicidade na Terra. (Gênesis 1:27, 28; Salmo 115:16; 37:29) Como disse Paulo em Hebreus 11:39, 40: “Embora todos estes [os antepassados de Cristo] recebessem testemunho por intermédio de sua fé, não obtiveram o cumprimento da promessa, visto que Deus previu algo melhor para nós [os cristãos com esperança celestial], a fim de que eles não fossem aperfeiçoados à parte de nós.”[1] A respeito dos antepassados fiéis do Messias, a Bíblia declara: “Em lugar de teus antepassados virá a haver teus filhos, os quais designarás para príncipes em toda a terra.” (Salmo 45:16) Assim, os “antepassados” de Cristo, por serem ressuscitados por ele, tornar-se-ão seus “filhos”, sendo designados por ele como “príncipes” no domínio terrestre do Reino de Deus. Mas, como entender então o texto de Mateus 8:11?

Na Bíblia, às vezes ocorre um uso pictórico, ou ilustrativo, de Abraão, Isaque e Jacó. Eles representam o arranjo do Reino de Deus. Em sentido alegórico, Abraão representa Jeová Deus (Lucas 16:22), Isaque representa Jesus Cristo (Gálatas 3:16), e Jacó (também chamado Israel, Gênesis 32:28) retrata o “Israel de Deus” – os 144.000 que comporão o Reino celestial com Cristo. – Gálatas 6:16.


Notas:
[1] Para uma explicação de Hebreus 11:39, 40, veja o artigo “Vida eterna no céu e na Terra – as bases bíblicas (Parte 2), ponto 11, neste site


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org






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