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sábado, 20 de dezembro de 2014

A proibição bíblica do sangue inclui evitar sangue de uma criatura viva (não abatida)?

Por: O TESTEMUNHA de JAH


Na questão do sangue, os supostos "apologistas da cristandade" mudaram um pouco a maneira como atacam. Antes afirmavam ser uma aberração a recusa ao uso do sangue; porém, não podendo negar a EXPRESSAMENTE CLARA orientação bíblica de Atos 15:28 e 29, passam a criar JUSTIFICATIVAS para descumprirem tal norma. Um exemplo disso é o argumento que segue:

‘A proibição bíblica quanto ao sangue aplica-se apenas ao sangue procedente duma vítima abatida pelo homem, e não à carne não-sangrada dum animal que morreu por si só ou ao sangue dum animal ou humano vivo. Por que isso estaria de acordo com o fato de o humano ter que devolver a "vida" ou o "sangue" simbolicamente a Deus como forma de mostrar quem é o Dador da vida respeitando assim suas Leis. - Compare Gênesis 9:3, 4 e Levítico 17:13, 14 com Deuteronômio 14:21 e Levítico 17:15.’

Acho interessante essa questão pois o argumento é mais amplo. Porém, pode ser facilmente refutado.

Quanto ao animal achado morto:

Temos muitos pontos a analisar:

(1) Os israelitas estavam EXPRESSAMENTE PROIBIDOS de comer tal animal. Por exemplo, a revista “A Sentinela” de 15 de outubro de 1983 (pp. 30-32), sob "Perguntas dos Leitores", declara: "(...) se havia culpa apenas no caso de o sangue proceder duma criatura abatida por homem, então Deuteronômio 14:21 e Êxodo 22:31 não teriam proibido os israelitas de comer carne não-sangrada de animais que não tivessem sido abatidos por homem. Contudo, os israelitas sabiam claramente que não podiam comer tal carne. Ezequiel declarou: “Minha alma não é aviltada; nem comi qualquer corpo já morto, nem qualquer animal dilacerado, desde a minha mocidade.” — Ezequiel 4:14; veja 44:31."

(2) Quem eram os "estrangeiros" ou "residentes forasteiros" aos quais Jeová concedeu dar as carcaças não-sangradas?
A mesma revista explica: "Tanto o povo de Deus como comentaristas da Bíblia têm reconhecido que a distinção tinha que ver com a posição religiosa do forasteiro envolvido. (...) o termo “residente forasteiro” refere-se às vezes a alguém entre os israelitas que não era plenamente prosélito." E por isso, de acordo com a obra “Estudo Perspicaz das Escrituras” (vo. 3, pp. 426, 523), esse não estava OBRIGADO a cumprir TODOS os requisitos da Lei; no entanto, em nenhum momento, diz-se que esses "residentes forateiros" seriam um povo que tinha o "favor" de Jeová por comerem esse sangue. 

Quanto ao sangue proceder de uma pessoa ou animal ainda vivo:

A mesma revista esclarece da seguinte forma: "Encontramos um instrutivo paralelo numa outra parte da Lei, que envolvia o sangue: O homem que inadvertidamente tivesse relações sexuais com sua esposa, quando começasse a menstruação dela, tornava-se impuro, mas podia tomar medidas para ser perdoado. Entretanto, o israelita que deliberadamente desrespeitasse o sangue menstrual de sua esposa era morto. — Levítico 15:19-24; 20:18." Evidentemente esse "sangue menstrual" procedia de uma pessoa viva e que não seria abatida.

Quanto à questão de haver uma diferença em apenas tornar a pessoa impura ao comer a carne de um animal achado morto e a de ter que ser morto o israelita que comesse sangue de animal que ele mesmo teria abatido mas não tivesse sangrado.

Brilhantemente a mesma revista esclarece essa aparente distinção ao dizer: "Podemos encontrar uma pista em Levítico 5:2, que diz: “Quando uma alma toca em alguma coisa impura, quer seja o corpo morto dum animal selvático impuro . . . , embora lhe fique oculto, ainda assim ele é impuro e se tornou culpado.” Sim, Deus reconhecia que um israelita poderia inadvertidamente errar. Portanto, pode-se entender Levítico 17:15 como provisão para tal erro. Por exemplo, se um israelita comesse carne que lhe fosse servida, e depois descobrisse que esta não fora sangrada, ele era culpado de pecado. Mas, por isso ter sido inadvertido, podia tomar medidas para se purificar. O seguinte, porém, é digno de nota: Se ele não tomasse essas medidas, ele teria ‘de responder pelo seu erro’. — Levítico 17:16."

P.S.
Nota do apologista da verdade: Assim, fica claro que a proibição quanto ao sangue não se vincula ao sangue de uma criatura morta, como se tal proibição excluísse a ingestão ou infusão de sangue de criatura viva. Deus proíbe o uso de sangue porque este representa a VIDA de uma criatura, vida esta que pertence a Deus. O artigo mostrou que mesmo o sangue de uma criatura viva ainda representa a vida desta, não podendo, portanto, ser ingerido (infundido).


Os artigos deste blog podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o blog oapologistadaverdade.blogspot.com



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