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sábado, 10 de janeiro de 2015

A parábola do trigo e do joio indica que haveria apenas uma religião verdadeira no tempo do fim? - Parte 1






 

A PARÁBOLA DO TRIGO E DO JOIO
Apresentou-lhes outra ilustração, dizendo: “O reino dos céus tem-se tornado semelhante a um homem que semeou excelente semente no seu campo. 25 Enquanto os homens dormiam, veio seu inimigo e semeou por cima joio entre o trigo, e foi embora. 26 Quando a lâmina cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. 27 Vieram assim os escravos do dono de casa e disseram-lhe: ‘Amo, não semeaste excelente semente no teu campo? Donde lhe veio então o joio?’ 28 Disse-lhes ele: ‘Um inimigo, um homem, fez isso.’ Disseram-lhe: ‘Queres, pois, que vamos e o reunamos?’ 29 Ele disse: ‘Não; para que não aconteça que, ao reunirdes o joio, desarraigueis também com ele o trigo. 30 Deixai ambos crescer juntos até a colheita; e na época da colheita direi aos ceifeiros: Reuni primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado, depois ide ajuntar o trigo ao meu celeiro. – Mateus 13:24-30.




Existem movimentos contrários à proposição de que exista apenas uma religião verdadeira, apenas um grupo organizado aprovado por Deus.

Citando a parábola de Jesus, acerca do trigo e do joio, há quem argumente: ‘Onde esta parábola afirma que há somente um grupo religioso aprovado por Deus?’ Afirma-se que tal parábola indica que haveria somente cristãos individuais, alguns verdadeiros e outros, falsos.


A EXPLICAÇÃO DA PARÁBOLA
E vieram a ele os seus discípulos e disseram: “Explica-nos a ilustração do joio no campo.” 37 Em resposta, ele disse: “O semeador da semente excelente é o Filho do homem; 38 o campo é o mundo; quanto à semente excelente, estes são os filhos do reino; mas o joio são os filhos do iníquo, 39 e o inimigo que o semeou é o Diabo. A colheita é a terminação dum sistema de coisas e os ceifeiros são os anjos. 40 Portanto, assim como o joio é reunido e queimado no fogo, assim será na terminação do sistema de coisas. 41 O Filho do homem enviará os seus anjos, e estes reunirão dentre o seu reino todas as coisas que causam tropeço e os que fazem o que é contra a lei, 42 e lançá-los-ão na fornalha ardente. Ali é que haverá o seu choro e o ranger de seus dentes. 43 Naquele tempo, os justos brilharão tão claramente como o sol, no reino de seu Pai. Escute aquele que tem ouvidos. – Mateus 13:36-43.

   A colheita é a terminação do sistema de coisas. - Mateus 13:39

Porém, comecemos por refletir no seguinte:

Será que Jesus “plantou” ou estabeleceu cristãos com mentalidade religiosa dividida, cada qual propenso a seguir suas próprias ideias teológicas ou a de autoproclamados líderes entre eles?

A Bíblia mostra claramente que a comunidade cristã mundial do primeiro século era um único grupo religioso coeso, em harmonia com o que o apóstolo Paulo instou: “Que todos faleis de acordo, e que não haja entre vós divisões, mas que estejais aptamente unidos na mesma mente e na mesma maneira de pensar.” – 1Co 1:10.

Assim, o conceito “de que deve haver um só grupo de cristãos verdadeiros que esteja separado de todos os outros grupos falsos” não é falso e sim verdadeiro. Pois era justamente isso que existia nos dias dos apóstolos!

A parábola do trigo e do joio mostra a ação satânica de introduzir elementos apóstatas no cristianismo, de modo a corrompê-lo. (Mt 13:24-30, 36-43) Em função disso, o cristianismo puro estabelecido por Jesus e supervisionado pelos seus apóstolos, devido à introdução de doutrinas pagãs e pelo envolvimento com o Estado político pagão, tornou-se a cristandade, uma corrupção falsamente cristã. Mas a parábola mostra que, durante os séculos seguintes até a chegada da “terminação do sistema de coisas”, sempre haveria cristãos genuínos. (Mt 13:30) Alguns deles defenderam sozinhos as verdades das Escrituras que puderam entender, sendo que outros o fizeram como parte de pequenos grupos. Obviamente, muitos (indivíduos e/ou grupos) nem conheceram outros indivíduos e/ou grupos, mas defenderam as verdades básicas que conseguiram extrair por seus estudos ou pelos estudos de outros antes deles. Jeová e Cristo sabem quem exatamente entre tais atuaram como “trigo” (verdadeiros cristãos).

Mas note que, no período denominado “terminação do sistema de coisas”, haveria uma “colheita”. (Mt 13:30) O “trigo” e o “joio” não estariam mais “juntos”. Haveria uma separação – uma distinção – entre os verdadeiros e os falsos cristãos. 

Certa pessoa perguntou: “Esta parábola diz algo a respeito de um só grupo que seja genuinamente cristão?”

Sim, ela diz! Primeiro, se tal parábola apenas fizesse referência a cristãos individuais – verdadeiros e falsos – espalhados e convivendo juntos nas várias religiões professamente cristãs, poderíamos realmente concluir que teria havido uma verdadeira separação? Ora, foi isso o que ocorreu em todos os séculos anteriores à “terminação do sistema de coisas” desde o estabelecimento da grande apostasia!

Na verdade, a parábola aponta para o restabelecimento do primitivo cristianismo. No primeiro século, Jesus plantou “trigo” – verdadeiros cristãos – que estavam unidos numa única religião cristã, com as mesmas doutrinas. Eles eram um ‘povo para o nome de Deus’, Jeová (At 15:14), todos eram evangelizadores (At 8:1-4), e reconheciam apenas uma direção centralizada – um grupo administrativo constituído dos “apóstolos e anciãos em Jerusalém”. (At 15:2, 4; 16:4) Portanto, o ajuntamento do “trigo” ao “celeiro” de Cristo não é o arrebatamento dos cristãos para o céu, pois essa parte da parábola diz respeito à “terminação” do sistema e não ao seu “fim”. (Contraste Mt 24:3 com Mt 24:14.) Tal ajuntamento é o recolhimento dos verdadeiros cristãos numa organização internacional (assim como era o cristianismo primitivo) que progressivamente está restabelecendo todas as verdades bíblicas.

Pelo visto, um dos obstáculos que impede essa clara e correta interpretação dessa parábola por parte de alguns é o desconhecimento dos termos gregos synteléia (terminação) e télos (fim). Veja os artigos “Estudo sobre a Presença e a Vinda de Cristo” (http://oapologistadaverdade.blogspot.com.br/2012/04/estudo-sobre-presenca-e-vinda-de-cristo.html), e “A PAROUSIA DE CRISTO – Parte 1” (http://oapologistadaverdade.blogspot.com.br/2012/10/a-parousia-de-cristo-parte-1.html).



Os artigos deste blog podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o blog oapologistadaverdade.blogspot.com






Um comentário:

  1. Como é bom ver artigos como este que defendem a soberania de Jeová e também sua única organização, usada para cumprir seu propósito.

    De fato, o povo de Israel se corrompeu com diversos ensinos (por exemplo, saduceus e fariseus) e Jeová tolerou durante um tempo até vir o "descendente" que traria um novo modelo de adoração.

    Depois tivemos influências apóstatas na congregação cristã (ensino de Balaão, por exemplo), mas estás foram avisadas pra deixar de seguir isso pq não era o modelo correto.

    Por fim, a apostasia tomou de conta e Jeová rejeitou está forma de adoração, prometendo uma restauração, e quem quiser se salvar que 'saia de Babilônia', e isto que vemos hoje é maravilhoso, uma organização que prega o reino de Cristo como única esperança pra humanidade.

    Parabéns grande apologista, por destrinchar essa parábola e mostrar pra nós o grande amor que Jeová que tem por nós.

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