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terça-feira, 3 de março de 2015

1 Reis 17:21 endossa a doutrina da imortalidade da alma?

Fonte: jw.org

Um leitor apresentou a seguinte questão:

No relato em que o profeta Elias ressuscita o filho de uma viúva, lemos que ele pede a Jeová que ‘faça a alma do menino voltar’ para que viva (1 Reis 17:21). Uma vez que sabemos que alma é a pessoa e que a mesma está no sangue, é razoável imaginar que a doença que a criança sofria teve como consequência talvez uma hemorragia, e por isso Elias pediu para que Jeová fizesse voltar sua alma? Perdão por esse raciocínio, mas às vezes meditando chegamos a conclusões desse tipo. Tenho certeza que estou consultando a pessoa certa.

Resposta:

O livro "É Esta Vida Tudo o Que Há?" (1975, pp. 42-43), esclarece o sentido desse texto. Diz:

   O texto em Jó 33:22, escrito em estilo poético, fornece a chave para o entendimento destas passagens. Ali, “alma” e “vida” são colocadas paralelas, de modo que estas duas palavras podem ser trocadas entre si sem mudar o sentido da passagem. Lemos: “Sua alma se chega à cova e sua vida aos que infligem a morte.” Em vista deste paralelismo, podemos ver que a palavra “alma” pode significar vida como pessoa, e, portanto, pode-se entender que a partida da alma se refere ao fim da vida como pessoa.

    Como ilustração: Um homem poderá dizer que seu cão ‘perdeu a vida’ quando foi atropelado por um caminhão. Quer dizer com isso que a vida deste animal partiu do corpo e continua existindo? Não, ele simplesmente usa uma figura de retórica para indicar que o animal morreu. O mesmo se dá quando dizemos que certo homem ‘perdeu a vida’. Não queremos dizer que a vida dele passou a existir independente do corpo. De modo similar, ‘perder a alma’ significa ‘perder a vida como alma’, e não tem o significado de haver uma existência continuada após a morte. Reconhecendo isso, O Dicionário do Interpretador da Bíblia (em inglês) diz:

    “A ‘partida’ de néfes [alma] precisa ser encarada como figura de retórica, porque ela não continua a existir independente do corpo, porém, morre junto com ele (Núm. 31:19; Juí. 16:30; Eze. 13:19). Nenhum texto bíblico autoriza a declaração de que a ‘alma’ se separa do corpo no instante da morte.”[1]


Portanto, o texto de 1 Reis 17:21 não apoia a doutrina antibíblica da imortalidade da alma.

Este livro constitui uma joia rara como expositor da verdade sobre a condição dos mortos



Nota:
[1] Publicado pelas Testemunhas de Jeová. 


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradaspublicada pelas Testemunhas de Jeová.


Contato: oapologistadaverdade@gmail.com

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