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sábado, 26 de setembro de 2015

Destaques da Leitura da Bíblia: 2 Reis 23-25


Não há divisão entre a Lei de Deus dada a Israel

Os sabatistas costumam dividir a Lei em duas partes: lei moral (para eles os Dez Mandamentos) e lei cerimonial (as demais, que, segundo eles, foram as que deixaram de vigorar). Um dos argumentos dessa suposta separação é a afirmação de que os Dez Mandamentos foram escritos apenas nas tábuas de pedra, ao passo que as demais leis num rolo, ou livro.

No entanto, o livro também continha os Dez Mandamentos:

2 Reis 23:2, 3 “Depois o rei subiu à casa de Jeová com todos os homens de Judá, todos os habitantes de Jerusalém, os sacerdotes e os profetas — todo o povo, do pequeno ao grande. Ele leu para eles todas as palavras do livro do pacto que tinha sido achado na casa de Jeová. O rei ficou de pé junto à coluna e fez um pacto perante Jeová, comprometendo-se a seguir a Jeová e a guardar seus mandamentos, suas advertências e seus decretos, de todo o coração e de toda a alma, cumprindo as palavras do pacto escritas no livro. E todo o povo concordou com o pacto.


Observe a expressão “livro do pacto”. O pacto da Lei dada a Israel incluía todo o conjunto de leis, em especial o Decálogo. Deuteronômio 9:11 declara: “Sucedeu, pois, que ao fim dos quarenta dias e quarenta noites, o Senhor me deu as duas tábuas de pedra, as tábuas do pacto.” Também, lemos em Deuteronômio 4:13: “E ele passou a declarar-vos seu pacto que vos mandou cumprir — as Dez Palavras [“os dez mandamentos”, Als], escrevendo-as depois em duas tábuas de pedra.”
    Assim sendo, há base para se concluir que o Decálogo também foi registrado em tal livro. 

A astrologia está ligada ao demonismo

2 Reis 23:5: “E acabou com a atividade dos sacerdotes de deuses estrangeiros, a quem os reis de Judá tinham designado para fazer fumaça sacrificial nos altos sagrados das cidades de Judá e dos arredores de Jerusalém. Também acabou com a atividade dos que faziam fumaça sacrificial a Baal, ao sol, à lua, às constelações do zodíaco e a todo o exército dos céus.

Sobre tal passagem, lemos na obra Estudo Perspicaz das Escrituras (vol. 3, p. 826, verbete "Zodíaco"; publicada pelas Testemunhas de Jeová):

Faixa de estrelas vista da terra dentro dum espaço de nove graus em ambos os lados do plano da órbita da terra em volta do sol.
[…]
Foi só no segundo século AEC, porém, que um astrônomo grego dividiu o zodíaco em 12 partes iguais de 30 graus cada uma; estas partes passaram a ser chamadas de signos do zodíaco e receberam os nomes das constelações relacionadas. A palavra “zodíaco” vem do grego e significa “círculo de animais”, visto que a maior parte das 12 constelações do zodíaco originalmente eram chamadas por nomes da vida animal ou marinha.
[…]
Estes signos, atualmente, não coincidem mais com as constelações cujos nomes lhes foram originalmente dados. Isto se deve ao que é conhecido como precessão dos equinócios, que resulta num gradual deslocamento das constelações para o L, em cerca de um grau a cada 70 anos, num ciclo que leva uns 26.000 anos para completar-se. Assim, o signo de Áries, nos últimos 2.000 anos, deslocou-se cerca de 30 graus para dentro do signo de Peixes.
As constelações do zodíaco se transformaram em objetos da adoração falsa desde os primevos tempos mesopotâmicos.

Devemos ser zelosos pela adoração pura de Jeová, assim como Josias foi

Josias destruiu os utensílios de Baal que estavam no templo (2 Reis 23:4, 6); acabou com as atividades dos sacerdotes de deuses falsos (2 Reis 23:5); destruiu tudo ligado à adoração falsa, incluindo lugares destinados a sacrifícios humanos (2 Reis 23:10, 11, 15, 16); seguindo a lei de Deus em Êxodo 22:20 e em Deuteronômio 13:5, Josias mandou executar os sacerdotes de deuses falsos (2 Reis 23:20); e, seguindo a lei de Deus em Levítico 20:27, mandou executar os médiuns espíritas. – 2 Reis 23:24.

Assim como Josias, devemos ser zelosos pela lei de Deus dada aos cristãos – a “lei do Cristo” (Gálatas 6:2), evitando todas as formas atuais de adoração falsa.

A predestinação de indivíduos específicos não exclui o livre-arbítrio

2 Reis 23:29, 30: “Nos seus dias, o Faraó Neco, rei do Egito, foi ao encontro do rei da Assíria, junto ao rio Eufrates. o rei Josias saiu para enfrentar o Faraó Neco, mas, quando Neco o viu, matou-o em Megido. Portanto, seus servos levaram seu corpo num carro de guerra de Megido a Jerusalém e o enterraram na sua sepultura. Então o povo da terra tomou Jeoacaz, filho de Josias, ungiu-o e o fez rei no lugar do seu pai.

Por que Jeová permitiu que um rei tão leal fosse morto por inimigos?

A obra Estudo Perspicaz das Escrituras (vol. 3, p. 318, verbete “Presciência, predeterminação”) explicou:

A profecia de Jeová a respeito de Josias exigia que algum descendente de Davi fosse assim chamado, e predizia as medidas que ele tomaria contra a adoração falsa na cidade de Betel. (1Rs 13:1, 2) Mais de três séculos depois, um rei com este nome cumpriu a profecia. (2Rs 22:1; 23:15, 16) Por outro lado, ele falhou em acatar “as palavras de Neco provenientes da boca de Deus”, e isto o levou a ser morto. (2Cr 35:20-24) Assim, embora Josias fosse predito por Deus e predeterminado para executar uma tarefa específica, ele ainda tinha livre-arbítrio, podendo escolher acatar ou desconsiderar recomendações.

Josias deixou de acatar o princípio expresso em Provérbios 26:17: “Como alguém que agarra as orelhas de um cão é quem passa e fica furioso por causa da discussão dos outros.

A desobediência continuada do reino de Judá levou Jeová a retirar sua proteção

2 Reis 23:32-34: “Ele [Jeoacaz] começou a fazer o que era mau aos olhos de Jeová, conforme tudo o que os seus antepassados tinham feito. O Faraó Neco prendeu-o em Ribla, na terra de Hamate, para impedir que reinasse em Jerusalém, e então exigiu que o país pagasse um tributo de cem talentos de prata e um talento de ouro.  Além disso, o Faraó Neco fez Eliaquim, filho de Josias, rei no lugar de Josias, seu pai, e mudou o nome dele para Jeoiaquim; mas pegou Jeoacaz e o levou para o Egito, onde morreu.

Cem talentos de prata e um talento de ouro” nos valores atuais equivaleriam a U$ 1.045.950,00 (mais de um milhão de dólares), ou mais de 4 milhões de reais.

Além do altíssimo tributo, essa interferência na própria realeza davídica prenunciava o predito exílio. –  Deuteronômio 28:36, 37, 64; 29:28.

Após isso, Jeoiaquim tornou-se vassalo do rei de Babilônia. – 2 Reis 24:1.

Em 617 AEC[1], no reino de Joaquim, filho de Jeoiaquim, houve o exílio em Babilônia dos nobres de Judá. – 2 Reis 24:8-14. 

No segundo sítio (cerco) feito pelo rei de Babilônia (609-607 AEC) houve a destruição de Jerusalém e o exílio dos judeus em Babilônia. – 2 Reis 25:1-11.

Assim, acabou o reinado terrestre dos descendentes de Davi. Gedalias não foi colocado como rei, mas como encarregado, ou governador. – 2 Reis 25:22.

Deixar de dar atenção a avisos pode resultar em péssimas consequências

2 Reis 25:25: “No sétimo mês, Ismael, filho de Netanias, filho de Elisama, que era da linhagem real, foi a Mispá com mais dez homens. Eles golpearam Gedalias, e ele morreu; os judeus e os caldeus que estavam com ele também morreram.

A obra Estudo Perspicaz das Escrituras (vol. 2, p. 187, verbete “Gedalias”) comentou:

[…] Baalis, rei de Amom, que conseguiu obter a cooperação de Ismael numa trama para assassinar o governador Gedalias. Sabendo disso, Joanã e outros chefes das forças militares aconselharam o governador a respeito disso, mas este não acreditou neles. Joanã até mesmo se chegou a Gedalias em particular e se ofereceu a frustrar a trama por matar Ismael. Mas, Gedalias não quis saber disso, pensando que se caluniava a Ismael. De modo que, quando Ismael, junto com outros dez homens, veio a Mispá, Gedalias não tomou nenhuma precaução. Passou a comer com eles; e enquanto comiam, Ismael e os homens com ele se levantaram e mataram Gedalias, bem como todos os judeus e caldeus que estavam com Gedalias. — 2Rs 25:22-25; Je 39:14; 40:5-41:3.

Isso nos ensina que é importante dar atenção a avisos, verificando se procedem, ou não, em especial quando estão ligados à preservação de vidas.

[1]A sigla “AEC” significa “Antes da Era Comum”, e diz respeito à época anterior ao ano 1 de nosso calendário gregoriano. É ligeiramente diferente de “a.C” (“antes de Cristo”), pois Jesus Cristo não nasceu no ano 1 de nosso calendário; segundo a cronologia bíblica conjugada com a secular, Jesus nasceu por volta de outubro de 2 AEC – cerca de 1 ano e 3 meses antes do ano 1 de nosso calendário. Por isso, as Testemunhas de Jeová e alguns eruditos seculares preferem a sigla “AEC” (“Antes da Era Comum”) e “EC” (“Era Comum”), por serem mais exatas. – Veja o artigo Harmonizando Mateus 2:13 e Lucas 2:22.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.



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