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domingo, 17 de abril de 2016

A Vida de Jesus – o Evangelho Unificado (Parte 3)

Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/historias-biblicas/6/jesus-nasce-num-estabulo/

O nascimento de Jesus (c. outubro de 2 AEC)
(Luc. 2:1-20)
Ora, naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto[1], para que toda a terra habitada se registrasse; 2 (este primeiro registro ocorreu quando Quirino era governador da Síria;[2]) 3 e todos viajaram para se registrarem, cada um na sua própria cidade. 4 José, naturalmente, subiu também da Galileia, da cidade de Nazaré, e foi à Judeia, à cidade de Davi, que se chama Belém[3], por ser membro da casa e família de Davi, 5 a fim de ser registrado com Maria, que lhe fora dada em casamento, conforme prometido, nesta ocasião já em estado avançado de gravidez. 6 Enquanto estavam ali, completaram-se os dias para ela dar à luz. 7 E ela deu à luz o seu filho, o primogênito, e o enfaixou e deitou numa manjedoura[4], porque não havia lugar para eles no alojamento.
8 Havia também no mesmo país pastores vivendo ao ar livre e mantendo de noite vigílias sobre os seus rebanhos. 9 E, repentinamente estava parado ao lado deles o anjo de Jeová, e a glória de Jeová reluzia em volta deles, e ficaram muito temerosos. 10 Mas o anjo disse-lhes: “Não temais, pois, eis que vos declaro boas novas duma grande alegria que todo o povo terá, 11 porque hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é Cristo, [o] Senhor. 12 E este é um sinal para vós: achareis uma criança enfaixada e deitada numa manjedoura.” 13 E, repentinamente houve com o anjo uma multidão do exército celestial, louvando a Deus e dizendo: 14 “Glória a Deus nas maiores alturas, e na terra paz entre homens de boa vontade.”
15 Assim, quando os anjos se afastaram deles para o céu, os pastores começaram a dizer uns aos outros: “Vamos de todos os modos até Belém e vejamos esta coisa que ocorreu, que Jeová nos fez saber.” 16 E foram apressadamente e acharam Maria, bem como José, e a criança deitada na manjedoura. 17 Quando a viram, fizeram saber a declaração que se lhes fizera a respeito desta criancinha. 18 E todos os que ouviram [isso] maravilhavam-se com as coisas que os pastores lhes contavam; 19 Maria, porém começou a preservar todas essas declarações, tirando conclusões no seu coração. 20 Os pastores voltaram então, glorificando e louvando a Deus por todas as coisas que ouviram e viram, exatamente como se lhes dissera.

Fonte da ilustração:
https://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/jesus/acontecimentos-antecederam-ministerio-jesus/bebe-jesus-no-templo/

Jesus é apresentado no Templo
(Luc. 2:21-38)
21 Então, quando se completaram os oito dias para que fosse circuncidado, deram-lhe também o nome de Jesus, nome dado pelo anjo antes de ele ter sido concebido na madre. 22 Completando-se também os dias para a purificação deles, segundo a lei de Moisés[5], trouxeram-no a Jerusalém[6] para o apresentarem a Jeová, 23 assim como está escrito na lei de Jeová: “Todo macho que abre a madre tem de ser chamado santo para Jeová”, [7] 24 e para oferecer sacrifício segundo o que se diz na lei de Jeová: “Um par de rolas ou dois pombos novos.”[8]
25 E, eis que havia em Jerusalém um homem de nome Simeão[9], e este homem era justo e reverente, esperando a consolação de Israel, e espírito santo estava sobre ele. 26 Ademais, fora-lhe divinamente revelado, pelo espírito santo, que não veria a morte antes de ter visto o Cristo de Jeová. 27 Assim, sob o poder do espírito, ele veio ao templo; e quando os pais trouxeram para dentro o menino Jesus, a fim de fazerem para ele segundo a prática costumeira da lei, 28 foi ele mesmo quem o recebeu nos braços e bendisse a Deus, e disse: 29 “Agora, Soberano Senhor, deixas o teu escravo ir livre em paz, segundo a tua declaração; 30 porque os meus olhos viram o teu meio de salvar, 31 que aprontaste à vista de todos os povos, 32 uma luz para remover das nações o véu e uma glória para o teu povo Israel.” 33 E o pai e a mãe [do menino] admiravam-se das coisas que se falavam dele. 34 Simeão os abençoou também, mas disse a Maria, a mãe [do menino]: “Eis que este é posto para a queda e para o novo levantamento de muitos em Israel, e para sinal contra que se fale 35 (sim, uma longa espada traspassará a tua própria alma), a fim de que sejam desvendados os raciocínios de muitos corações.”
36 Havia também Ana[10], uma profetisa, filha de Fanuel[11], da tribo de Aser[12] (esta mulher estava bem avançada em anos e tinha vivido com um marido por sete anos, desde a sua virgindade, 37 e ela era viúva, já com oitenta e quatro anos de idade), que nunca estava ausente do templo, prestando noite e dia serviço sagrado, com jejuns e súplicas. 38 E ela se aproximou naquela mesma hora e começou a dar graças a Deus e a falar sobre [a criança] a todos os que aguardavam o livramento de Jerusalém.

Fonte da ilustração:
http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1102014610

A visita dos astrólogos (1 AEC ou 1 EC, começo do ano)
(Mat. 2:1-12)
Depois de Jesus ter nascido em Belém da Judeia, nos dias de Herodes[13], o rei, eis que vieram astrólogos das regiões orientais a Jerusalém, 2 dizendo: “Onde está aquele que nasceu rei dos judeus? Pois vimos a sua estrela [quando estávamos] no Oriente e viemos prestar-lhe homenagem.” 3 O Rei Herodes, ouvindo isso, ficou agitado, e, junto com ele, toda Jerusalém; 4 e, convocando todos os principais sacerdotes[14] e escribas[15] do povo, começou a indagar deles onde havia de nascer o Cristo. 5 Disseram-lhe: “Em Belém da Judeia; pois é assim que se escreveu por intermédio do profeta: 6 ‘E tu, ó Belém da terra de Judá, de nenhum modo és a [cidade] mais insignificante entre os governadores de Judá; pois de ti sairá um governante que há de pastorear o meu povo, Israel.’”[16]
7 Herodes convocou, então, secretamente os astrólogos e averiguou deles cuidadosamente o tempo do aparecimento da estrela; 8 e, ao enviá-los a Belém, ele disse: “Ide e procurai cuidadosamente a criancinha, e quando a tiverdes achado, avisai-me, para que eu também possa ir e prestar-lhe homenagem.” 9 Tendo ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto [quando estavam] no Oriente ia adiante deles, até que se deteve por cima do lugar onde estava a criancinha. 10 Ao verem a estrela, alegraram-se muitíssimo. 11 E, ao entrarem na casa, viram a criancinha com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, prestaram-lhe homenagem. Abriram também seus tesouros e presentearam-na com dádivas: ouro, olíbano[17] e mirra[18]. 12 No entanto, por terem recebido em sonho um aviso divino para não voltarem a Herodes, retiraram-se para o seu país por outro caminho. 



Explicação das siglas usadas:

AEC: Antes de nossa Era Comum.
EC: Era Comum.
it: obra Estudo Perspicaz das Escrituras. O número em sequência indica o volume.




Notas:
[1] Nome romano de família que se tornou título. Em 46 AEC, Caio Júlio César foi nomeado ditador de Roma por dez anos, mas foi assassinado em 44 AEC. César era o nome da sua família (sendo Caio seu nome pessoal e Júlio o do seu clã ou casa). O nome de família passou para o seu filho adotivo e depois sucessor, Caio Júlio César Otaviano. Otaviano estabeleceu seu governo sobre o domínio em 31 AEC, e em 27 AEC foi-lhe concedido o título de Augusto pelo Senado romano, passando a ser conhecido como César Augusto. (It-1, p. 481) Mais tarde, ele assumiu também o título de “pontifex maximus” (sumo pontífice), e em 2 AEC — o ano do nascimento de Jesus — o Senado deu-lhe o título de Pater Patriae, “Pai da Pátria”. Faleceu em 19 de agosto de 14 EC, (calendário juliano), mês que ele havia denominado em sua própria honra, à idade de 76 anos, e foi depois deificado. – dp pp. 248-250; It-1, p. 275.
[2] No Chronographus Anni CCCLIIII, uma lista dos cônsules romanos, o nome de Quirino aparece em 12 AEC, junto com o de Messala. Ademais, Josefo declara: “Quirino, senador romano . . . chegou à Síria, enviado por César para ser governador da nação.” Josefo prossegue relatando que Quirino veio à Judeia, sobre a qual foi estendida sua autoridade, e determinou uma tributação ali. Isso causou muito ressentimento e uma tentativa fracassada de revolta, liderada por “Judas, um galileu”. (Veja Atos 5:37.) De acordo com o relato de Josefo, ocorreu no “trigésimo sétimo ano depois que César derrotou Antônio em Áccio”. Isso indicaria que Quirino era governador da Síria em 6 EC. Morreu em 21 EC. – it-3 pp. 366-367.
[3] [Casa de Pão]. Cidade da região montanhosa da Judeia, sobranceira à principal estrada que ia de Jerusalém para Berseba. Hoje é chamada de Beit Lahm (Bet Lehem), situada a uns 9 km ao SSO do monte do Templo. Sua altitude de 777 m acima do nível do mar é quase a mesma que a da própria Jerusalém. Isto significou uma viagem que, pelas estradas atuais, abrange uma distância de cerca de 150 km através duma região montanhosa.– It-1, p. 326.
[4] A palavra grega para “manjedoura”, neste caso, é fát·ne, que significa “lugar de alimentação”. (Luc. 13:15) Possivelmente também se pode aplicar à baia, ou compartimento, em que se recolhem animais. Na Palestina, os arqueólogos encontraram grandes cochos escavados em um único bloco de pedra calcária, tendo cerca de 90 cm de comprimento, 50 cm de largura e 60 cm de profundidade. Pensa-se que tenham servido de manjedouras. Pode ser também que se cortassem manjedouras nas paredes de cavernas usadas para abrigar animais. – It-2, p. 753.
[5] Lev. 12:1-4.
[6] [Posse (Alicerce) da Paz Dupla]. Capital da antiga nação de Israel, a partir do ano 1070 AEC. Situada a uns 55 km do mar Mediterrâneo, e a uns 24 km ao O do extremo N do mar Morto, fica entre as colinas da cordilheira central. (Sal. 125:2) Sua altitude é de cerca de 750 m acima do nível do mar. Ao L de Jerusalém, o monte das Oliveiras ergue-se por uns 800 m. Ao N dele, o monte Scopus atinge cerca de 820 m, e as colinas circundantes, ao S e ao O, ascendem até 835 m. Estas elevações dão uma ideia da situação em relação ao monte do Templo (c. 740 m). – It-2, p. 520-1.
[7] Núm. 3:13; 8:17.
[8] Lev. 12:6-8.
[9] Audição; duma raiz hebr. que significa “ouvir; escutar”. – It-3, p. 594.
[10] Do hebr., significando “Favor; Graciosidade”. – It-1, p. 125.
[11] Do hebr.: “Penuel”, que significa “Face de Deus”. – It-2, p. 104.
[12] [Feliz; Felicidade]. – It-1, p. 247.
[13] Herodes, o Grande, reinou de 39 AEC a janeiro/fevereiro de 1 AEC ou 1 EC. Segundo Josefo, Herodes morreu pouco depois de um eclipse lunar e antes da Páscoa. Houve um eclipse total em 8/1/1 AEC, cerca de três meses antes da Páscoa, e um eclipse parcial em 27/12/1 AEC. – It-2, pp. 320-1.
[14] Os mais importantes homens do sacerdócio, que talvez incluíssem ex-sumos sacerdotes depostos, e possivelmente, além disso, os cabeças das 24 turmas sacerdotais. — It-3, p. 648.
[15] Os escribas gozavam de preeminência como instrutores da Lei. Eram prestigiados pelo povo e eram chamados “Rabi”. Porém, davam mais ênfase a regulamentos técnicos e tradições do que à misericórdia, à justiça e à fidelidade. Tornavam a Lei um fardo para o povo. (Mat. 23:2-4, 23, 24; Luc. 11:45, 46) Alguns escribas eram saduceus, os quais criam apenas na Lei escrita. Os escribas dos fariseus zelosamente defendiam a Lei, mas adicionalmente sustentavam as tradições que se haviam desenvolvido, e eles dominavam o pensamento do povo em grau ainda maior do que os sacerdotes. Primariamente, os escribas estavam em Jerusalém, mas podiam também ser encontrados em toda a Palestina e em outras terras, entre os judeus da Dispersão. (Luc. 5:17) – It-1, p. 840; It-2, p. 405.
[16] Miq. 5:2.
[17] Goma-resina aromática formada de pequenos nacos, ou bagas, que têm sabor amargo e produzem um odor aromático quando queimados, obtida de árvores e arbustos de incenso. O termo hebraico (levoh·náh ou levo·náh) vem duma raiz que significa “ser branco” e, evidentemente, deriva de sua cor láctea. A palavra grega lí·ba·nos deriva da hebraica. – It-3, p. 129.
[18] Resina aromática obtida de diversos espinhosos arbustos ou pequenas árvores do gênero Commiphora. Inicialmente, a resina é macia e pegajosa, mas, ao pingar no solo, endurece. Apreciada por sua fragrância, era usada para perfumar vestes, camas e outros objetos. Massagens com óleo de mirra estavam incluídas no tratamento especial de beleza dado a Ester. (Est. 2:12) A mirra era também uma das substâncias usadas na preparação de cadáveres para o sepultamento. (João 19:39, 40) – It-2, p. 842.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.




Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org



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