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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Explicando textos bíblicos a um trinitarista



Segue abaixo uma conversa entre o autor deste site e um trinitarista.

Trinitarista:

Jesus afirmou em João 10:30: “Eu e o Pai somos um”. Diante dessa clara afirmação de Cristo em ser Deus, os judeus reagem da seguinte maneira: “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10:33). E Jesus não corrige os judeus.

Em outra ocasião Jesus declarou: “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.” (João 8:58). Diante dessa outra afirmação, os judeus reagem tomando pedras para apedrejar Jesus! Por que os judeus iriam querer apedrejar Jesus se Ele não tivesse dito algo que criam ser uma blasfêmia, ou seja, uma afirmação em ser Deus? 

Nos Atos dos Apóstolos é-nos citada a cura milagrosa do coxo por Pedro e João. Mas, quando o povo, cheio de admiração e de espanto, olhou para eles quase como uns semideuses, Pedro foi pronto em negar qualquer direito à admiração deles, desviando-lhes imediatamente a atenção para Cristo. “Vós, homens de Israel”, disse ele, “por que olhais para nós como se pela força ou poder houvéssemos feito este homem andar? O Deus de Abraão, e o Deus de Isaac, e o Deus de Jacó, o Deus de nossos Pais, glorificou seu Filho Jesus” (Atos 3:12-13). Deveremos dizer que Cristo era menos honesto do quer os seus Apóstolos? Impossível. Contudo, longe de repudiar as palavras a Ele dirigidas por São Tomé, “MEU SENHOR, MEU DEUS”, Jesus aceitou-as e aproveitou a ocasião para dizer: “Porque viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram”.

São Paulo não tinha dúvida quanto ao que os cristãos deviam crer. Escrevendo aos Romanos, declarou que CRISTO era “DEUS BENDITO ETERNAMENTE” (Romanos 9:5); e a Tito declarou que CRISTO era “NOSSO GRANDE DEUS E SALVADOR” (Tito 2: 13).

Apologista da verdade:

Sobre João, capítulo 10, você só esqueceu de citar o mais importante: o conceito de Jesus sobre o assunto. Ele disse: “Não está escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: “Vós sois deuses”’? Se ele chamou ‘deuses’ aos contra quem se dirigia a palavra de Deus, e, contudo, a Escritura não pode ser anulada, dizeis a mim, a quem o Pai santificou e mandou ao mundo: ‘Blasfemas’, porque eu disse: Sou Filho de Deus?” – João 10:34-36.

Não importa o que os judeus entenderam, e sim o que Cristo disse sobre si mesmo. Ele não disse ser Deus, e sim “Filho de Deus”. Assim, você precisa analisar de que lado você está. Sobre isso, veja o artigo, neste site, intitulado “Você é a favor de Jesus Cristo ou dos inimigos dele?”.

Quanto ao caso envolvendo Tomé, a questão não gira em torno da aceitação de Cristo, e sim da expressão “Meu Senhor e meu Deus”. Como ela deve ser entendida? Veja o artigo “‘Meu Senhor e meu Deus!’ – em que sentido?”.

Quanto a quem é o “Grande Deus” em Tito 2:13, veja o artigo “Jesus Cristo é o ‘grande Deus’ mencionado em Tito 2:13?”.

E quanto a quem se aplica a expressão “Deus bendito eternamente”, leia o artigo “‘Deus bendito eternamente’ – Quem? (Romanos 9:5)”.

Trinitarista:

Cristo sempre tornou claro que seu Pai tinha um parentesco com Ele, totalmente diferente do parentesco para conosco. Ele era o FILHO ÚNICO DE DEUS. Como era que ELE falava de Deus? Sempre como “MEU PAI NO CÉU”, nunca como “NOSSO PAI”. Quando falava aos seus discípulos, dizia: “VOSSO PAI”, mas nunca se classificava com eles. Disse-lhes que orassem assim: “PAI NOSSO”. Mas nunca usou estas palavras como se incluindo a si mesmo com eles. Aos seus discípulos, ELE disse: “SE ALGUÉM ME AMA, MEU PAI O AMARÁ” (João 14:23).

Ninguém pode enganar-se sobre o fato de haver Jesus usado a expressão “MEU PAI” em referência a si mesmo num sentido inteiramente diferente daquele que poderia aplicar-se a qualquer pessoa neste mundo. Que Jesus é Deus (Yahweh) está claro, a partir do fato de que o Novo Testamento aplica a Jesus, de modo consistente, passagens e atributos que no Antigo Testamento eram aplicáveis apenas a Javé (compare Êxodo 3:14 com João 8:58; Isaías 6:1-5 com João 12:41; Isaías 44:24 com Colossenses 1:16; Ezequiel 43:2 com Apocalipse 1:15; Zacarias 12:10 com Apocalipse 1:7).

Apologista da verdade:

Afirmar que Jesus, ao dizer “Pai nosso”, não se incluiu com eles é simplesmente pitoresco e absurdo, pois é justamente isso o que o texto diz! É óbvio que Jesus tinha uma relação especial com o Pai. Quanto a ser o filho único de Deus, isso não procede. Os anjos são também chamados de “filhos de Deus”. (Jó 1:6; 2:1; Salmo 89:6) Mas Jesus era o Filho especial de Jeová por ser a primeira criação de Deus. – Apocalipse 3:14.

Quanto aos textos que você citou, eles realmente não identificam Jeová com Jesus. Para um estudo sobre os mesmos, recomendo os artigos abaixo:

Duas regras – uma falsa e uma verdadeira


Uma regra bíblica desconsiderada pelos trinitaristas


João 8:58 identifica Jesus com Jeová?




A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org


2 comentários:

  1. Possivelmente um católico se aventurando na apologia o que é raro é mais comum vermos protestante fazer isso, porém ele usa os mesmíssimos argumentos já há muito refutados.
    Será que ele leu os referências citadas?

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    Respostas
    1. Eu falei não faz muito tempo com um católico e mostrei pra ele alguns trabalhos do apologista Tj, e ele levou todos para o padre ler na casa dele. Depois disso nunca mais consegui falar com ele! Mas deve ter acontecido um grande debate!

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