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domingo, 26 de julho de 2020

Existe esperança para pessoas más?

Pessoas que fazem o que Deus condena devem mudar de proceder
Fonte: jw.org


A respeito do artigo “Todos os injustos serão destruídos? – 2 Pedro 2:9”, um leitor perguntou:

Apologista, pelo que vejo, há uma diferença entre injusto e iníquo. Ou estou enganado?

Resposta:

Parece que, assim como a palavra “injusto” possui gradação, o mesmo ocorre com a palavra “iníquo” (grego: ponerós). Pois Jesus disse: “Portanto, se vós, embora iníquos, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais o vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem!” (Mateus 7:11, Tradução do Novo Mundo Com Referências). A palavra “iníquos” nessa passagem parece ter o sentido geral de “imperfeitos”, pois Jesus estava falando a pessoas que o ouviam no Sermão do Monte, e que antes desse discurso haviam sido milagrosamente curadas por ele.

Em outros contextos, a palavra “iníquo” assume o sentido de alguém deliberadamente mau. Mesmo nesse caso, existe gradação, pois a palavra se aplica tanto a pessoas passíveis de arrependimento como também a irredutíveis, inclusive ao Diabo. Podemos comprovar isso nos textos abaixo:

“Apenas mais um pouco, e os maus deixarão de existir; você olhará para onde estavam, e eles não estarão lá.” – Salmo 37:10.

“O justo será lembrado e abençoado, mas o nome dos maus apodrecerá.” – Provérbios 10:7.

“O perverso serve de resgate para o justo; e o traiçoeiro, para os íntegros.” – Provérbios 21:18.

“Removam do meio de vocês a pessoa má.” – 1 Coríntios 5:13.

“Além de tudo isso, usem o grande escudo da fé, com o qual poderão apagar todas as flechas ardentes do Maligno.” – Efésios 6:16.

“Cuidado, irmãos, para que nunca se desenvolva em nenhum de vocês um coração mau e sem fé, por se afastarem do Deus vivente.” – Hebreus 3:12.

“Não como Caim, que se originou do Maligno e matou o seu irmão. E por que motivo o matou? Porque as suas próprias obras eram más, mas as do seu irmão eram justas.” – 1 João 3:12.

“Sabemos que nos originamos de Deus, mas o mundo inteiro está no poder do Maligno.” –1 João 5:19.

Nos casos mencionados no Salmo 37:10, em Provérbios 10:7; 21:18, em Efésios 6:16 e em 1 João 5:19, a referência é a pessoas que se tornaram incorrigíveis. Por outro lado, 1 Coríntios 5:13 descreve uma pessoa má que recebe uma medida corretiva visando o arrependimento.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org





domingo, 19 de julho de 2020

Comentários de leitores referentes ao artigo sobre “O Rico e Lázaro”



O artigo “O Rico e Lázaro – história real ou parábola?” gerou diversos comentários apreciativos, de vários leitores. Este artigo traz à atenção tais comentários, que demonstram o quanto leitores sinceros estão se beneficiando deste site.

Um leitor praticamente fez um resumo dos artigo “O Rico e Lázaro – história real ou parábola?”, nestas palavras:

Muito bem esclarecido essa parábola!

Percebe-se que o “homem rico” representava os fariseus (Lucas 16:14). O mendigo Lázaro representava o povo judeu comum que era desprezado pelos fariseus, mas que se arrependeu e cujos membros se tornaram seguidores de Jesus, Conforme (Lucas 18:11; João 7:49; Mateus 21:31, 32.) A morte deles também era simbólica, e representava uma mudança de circunstâncias.

Assim, os que outrora eram desprezados passaram a ter uma posição de favor divino e os que anteriormente pareciam favorecidos foram rejeitados por Deus, ao passo que eram atormentados pelas mensagens de julgamento proferidas pelos que eles haviam desprezado. Esta orgulhosa classe do rico encarava as pessoas pobres, comuns, com total desprezo, chamando-as povo da terra. O mendigo Lázaro representava assim essas pessoas, às quais os líderes religiosos negavam o devido nutrimento e privilégios espirituais.

Portanto, assim como o Lázaro cheio de úlceras as pessoas comuns eram menosprezadas como espiritualmente doentes e apenas próprias para se associar com cães. No entanto, os da classe de Lázaro tinham fome e sede de nutrição espiritual, e por isso se encontravam junto ao portão, procurando receber quaisquer migalhas de alimento espiritual que caíssem da mesa do rico.

Muito proveitoso! Aprecio muito essas matérias, banquetes espirituais”, que o irmão nos tem disponibilizado!

Outro leitor trouxe à atenção as consequências ilógicas e antibíblicas de se adotar um entendimento literal da referida parábola. Note o que ele comentou:

Esses dias recebi uma pesquisa assim, sobre Lucas 16, de um irmão:

Se essa parábola for literal, então ela ensina em Lucas 16:

1- Que se você for Rico e não der restos de comida aos pobres você sofrerá no Hades. (v. 22,23)

2- Se você for mendigo e ficar pedindo comida durante a vida para um Rico e não receber nem os restos de comida dele você será salvo, independente do que você acredita sobre Deus. (v. 25)

3- Que dá para ‘bater um papinho’ entre os salvos e os condenados. (v. 24-30)

4- Que a alma sente muito calor. (v. 24)

5- Que, se você tiver uma vida boa, um bom emprego e for bem de vida você será condenado; porém, se você for miserável, mendigo, pobre será salvo independente de sua adoração. (v. 22, 25)

6- Que Moisés e os profetas estavam vivos e poderiam falar com os irmãos do Rico. (v. 29, 31)

E por ai vai...

Outro leitor disse:

Acontece que essa parábola é uma joia, muito conveniente para aqueles que precisam de provas para o tal inferno de tormento. É claro que eles se agarram com unhas e dentes nela, mesmo estando na cara todo o simbolismo e o claro teor de história fictícia.

Os próximos cinco comentários demonstram o apreço de leitores pelo artigo supracitado:

Excelente explicação!

Gostei dessa página, Apologista; parabéns pelo seu trabalho.

Vejo bastante matéria, muito bom!

Excelentes explicações!!! Têm facilitado muito as minhas pesquisas. Muito obrigado, irmão!!

Excelente pesquisa!

O autor e os colaboradores de artigos deste site têm se esforçado diligentemente, com oração, no sentido de produzir conteúdo proveitoso, fidedigno, que auxilie leitores apreciativos no conhecimento progressivo da Palavra de Deus.



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domingo, 12 de julho de 2020

Em que sentido os mortos ouvirão a voz de Jesus Cristo?


Fonte: jw.org


Um leitor perguntou:

Eu queria que você me respondesse, por favor, em que sentido os mortos ouvirão a voz de ressuscitar. Essa chamada é literal ou simbólica?

Resposta:

Uma pessoa literalmente morta está inconsciente. Eclesiastes 9:5, 10 afirma: Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem absolutamente nada, nem têm mais recompensa, porque toda lembrança deles caiu no esquecimento. Tudo o que a sua mão achar para fazer, faça-o com toda a sua força, pois não há trabalho, nem planejamento, nem conhecimento, nem sabedoria na Sepultura [“no Seol”, nota], o lugar para onde você vai.”

Portanto, os mortos não têm capacidade de receber informações. Porém, a chamada divina dirigida a tal morto faz com que ele viva. Diante do túmulo do falecido Lázaro, Jesus clamou: “Lázaro, venha para fora! (João 11:43) Quando ele emitiu tais palavras, Lázaro estava literalmente morto, incapaz de ouvir. Mas, tais palavras, na realidade, soaram como uma ordem, produzindo um milagre: o espírito santo de Jeová ressuscitou Lázaro imediatamente! Lemos no Salmo 104:30: “Se [tu, Jeová] envias o teu espírito, são criados.” E Jó 33:4 afirma: “Foi o espírito de Deus que me fez, e o fôlego do Todo-Poderoso me fez viver.”

Assim, as palavras do Filho de Deus têm o poder de produzir o resultado por ele almejado, pela ação do espírito santo de Jeová. Pois, como o próprio Jesus afirmou: “O espírito de Jeová está sobre mim.” (Lucas 4:18) Notamos isso nas palavras de Pedro a Jesus quando Jesus estava andando sobre as águas:  “Se é o senhor, ordene-me, Senhor Jesus, que eu vá ao seu encontro por cima das águas.” (Mateus 14:28) Pedro entendia que as palavras de Jesus convidando Pedro a andar sobre as águas seriam na verdade uma ordem, que produziria o respectivo milagre, pelo poder do espírito santo de Deus. Atos 10:38 declara: “Sobre Jesus, que era de Nazaré, como Deus o ungiu com espírito santo e poder; e ele andou por toda a região fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo Diabo, porque Deus estava com ele.”

Pedro anda sobre as águas pela ordem de Jesus
Fonte: jw.org

O mesmo entendimento se pode ter da passagem de Jó 14:13-15, onde ele disse: “Quem dera que me escondesses na Sepultura, que me ocultasses até a tua ira passar, que estabelecesses um tempo e então te lembrasses de mim! Quando um homem morre, pode ele viver novamente? Esperarei todos os dias do meu serviço obrigatório, até vir o meu livramento. Tu chamarás, e eu te responderei. Terás saudades do trabalho das tuas mãos.”

Assim, a chamada do morto à ressurreição é uma ordem que põe em operação o extraordinário milagre de fazer o morto voltar a viver.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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domingo, 5 de julho de 2020

Como Satanás influenciou o apóstolo Pedro?


Fonte: jw.org

Um leitor trouxe a este site uma interessante questão. Observe o comentário dele:

Eu tenho certa dúvida em entender como Satanás age. Eu sei de seus mecanismos, como por exemplo, os apóstatas, igrejas falsas, rede de comunicação deste mundo. Mas eu não entendo como ele age para que tudo fique perverso. Por exemplo, no caso de Pedro. As publicações nossas dizem que Satanás usou Pedro por fazer Jesus pensar em si mesmo e assim não ser fiel a Jeová. Mas para mim, à luz das Escrituras, é errado pensar que Satanás se apossou do corpo de Pedro e o fez dizer aquilo. Mas como Satanás agiu para fazer Pedro dizer aquilo? O mesmo me pergunto sobre o episódio dos três "amigos" de Jó. Satanás os usou, mas como? Por possessão demoníaca? Influência de outras pessoas?

Resposta:

Lemos em Mateus 16:21-23: “Daquele tempo em diante, Jesus começou a explicar aos seus discípulos que ele tinha de ir a Jerusalém e sofrer muitas coisas da parte dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, e que tinha de ser morto e no terceiro dia ser levantado. Em vista disso, Pedro o levou à parte e começou a censurá-lo, dizendo: ‘Tenha compaixão de si mesmo, Senhor! Isso de modo algum lhe acontecerá.’ Mas ele virou as costas para Pedro e lhe disse: ‘Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, porque não tem os pensamentos de Deus, mas os de homens.’”

A Bíblia não fala de possessão demoníaca no caso de Pedro. Se isso tivesse ocorrido, Jesus teria expulsado o demônio, como fez muitas vezes. A explicação que parece mais provável é que Pedro tenha sido vítima da influência indireta do Diabo. Tal influência é discernida nos conceitos que Satanás promove: egoísmo, gratificação pessoal a todo custo, orgulho, inveja etc. A sugestão de Pedro continha implícita a ideia de gratificação pessoal, pensar em si mesmo, evitar a abnegação, conceitos prevalecentes na época dele e em toda a História, principalmente nos “últimos dias” do sistema de coisas, cuja descrição encontra-se em 2 Timóteo 3:1-5, onde lemos: “Mas saiba que nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de suportar. Pois os homens só amarão a si mesmos, amarão o dinheiro, serão presunçosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, desleais, desnaturados, não estarão dispostos a acordos, serão caluniadores, sem autodomínio, ferozes, sem amor ao que é bom, traidores, teimosos, cheios de orgulho, amarão os prazeres em vez de a Deus e manterão uma aparência de devoção a Deus, mas rejeitarão o poder dessa devoção. Desses, afaste-se.”

Os falsos consoladores de Jó também foram influenciados pelo Diabo, o qual queria enfraquecer a determinação de Jó de servir a Deus. Um deles, Elifaz, talvez o mais influente, mencionou ter sido influenciado por um demônio. Sobre isso, lemos as palavras de Elifaz em Jó 4:12-21:

“Ora, uma palavra me foi falada em segredo, e um sussurro chegou ao meu ouvido. Em pensamentos perturbadores durante as visões da noite, quando um sono profundo cai sobre os homens, um terrível tremor tomou conta de mim, enchendo de pavor todos os meus ossos. Um espírito passou pelo meu rosto; os pelos do meu corpo ficaram arrepiados. Então ele parou, mas não reconheci seu aspecto. Havia um vulto diante dos meus olhos; houve um silêncio, e então ouvi uma voz: ‘Será que o homem mortal pode ser mais justo do que Deus? Será que o homem pode ser mais puro do que Aquele que o fez?’ Ele não confia nos seus servos, encontra defeito nos seus anjos. Quanto mais nos que moram em casas de barro, cujo alicerce está no pó, que são esmagados tão facilmente quanto uma traça! São completamente esmagados do dia para a noite. Desaparecem para sempre, e ninguém percebe. Não são como uma tenda cuja corda é arrancada? Eles morrem sem sabedoria.”

Assim, nem toda influência demoníaca envolve uma possessão demoníaca. Muitas vezes, os demônios agem de modo sutil, aproveitando-se das fraquezas e também dos defeitos morais da pessoa, usando tais características negativas para persuadir tal pessoa a agir de modo contrário à vontade de Deus.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



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