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domingo, 18 de abril de 2021

Qual é o sentido de Eclesiastes 7:14?

Fonte: jw.org

 

 Um leitor escreveu: “Se possível, gostaria de obter mais esclarecimento do texto de Eclesiastes 7:14.” 

Resposta: 

Lemos em Eclesiastes 7:14: “Num dia bom seja bom também; mas, num dia de dificuldades, lembre-se de que o verdadeiro Deus fez tanto um como o outro, de modo que os homens não podem ter certeza de nada do que lhes acontecerá no futuro.” O versículo anterior declara: “Considere o trabalho do verdadeiro Deus: quem pode endireitar o que ele fez torto?” – Eclesiastes 7:13. 

Alguns podem se perguntar: Como Deus pode ter feito o “dia de dificuldades”, ou ter feito algo “torto”? Um esclarecimento sobre esse uso dos verbos em hebraico foi trazido à lume pela obra Estudo Perspicaz das Escrituras, a qual declarou: 

[…] o apêndice da tradução de Rotherham mostra que, em hebraico, a ocasião ou a permissão de um evento é muitas vezes apresentada como se fosse a causa do evento, e que “até mesmo ordens positivas devem ocasionalmente ser aceitas como não significando nada mais do que uma permissão”. – Volume 2, p. 707, verbete “Presciência, Predeterminação”. 

Em outras palavras, em diversos casos o verbo “fazer” tem o sentido de “permitir”. Por exemplo, quando a Bíblia diz, em Êxodo 9:12, que “Jeová endureceu o coração de Faraó” (Sociedade Bíblica Britânica), na realidade ela está querendo dizer que “Jeová deixou o coração de Faraó ficar endurecido(Tradução do Novo Mundo Revisada 2105). 

Assim, Eclesiastes 7:13 diz respeito à impossibilidade de endireitar as imperfeições e os defeitos que Deus permite. Do mesmo modo, Deus permite a ocorrência de ‘dias bons’ e também de ‘dias de dificuldades’. (Eclesiastes 7:14) Qual é a consequência disso para nós? O congregante responde: “De modo que os homens não podem ter certeza de nada do que lhes acontecerá no futuro.” (Eclesiastes 7:14b) Diante dessa incerteza, o congregante nos aconselha e levarmos a vida com mais leveza. Ele disse: “Não seja justo demais nem excessivamente sábio. Por que deveria causar ruína a si mesmo? Não seja excessivamente mau, nem seja tolo. Por que deveria morrer antes do seu tempo?” (Eclesiastes 7:16, 17) Assim, por buscarmos o equilíbrio, focando nas “coisas mais importantes”, poderemos evitar sofrimento desnecessário. – Filipenses 1:10.

 

Referências:

Deus escreve por linhas “tortas”? Revista “A Sentinela”. 1.º maio 1999, p. 29.

O Que o Sábio Queria Dizer? Revista “A Sentinela”. 15 jan 1978, pp. 63-64.

 

A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

 

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domingo, 11 de abril de 2021

João 13:3 prova que a tradução “um deus” em João 1:1 está errada?

 


Foi apresentado a este site um argumento trinitário visando desaprovar a tradução “um deus” em João 1:1, quando o substantivo anartro (sem artigo) theós se refere ao Verbo (a Palavra), Jesus Cristo, em sua existência pré-humana. O referido argumento consiste no seguinte: 

Em João 13:3 há um caso semelhante à construção João 1:1. Nessa passagem de João 13:3, o vocábulo Deus também ocorre duas vezes, primeiro sem o artigo (o) e, na segunda ocorrência, com o artigo. Assim (continua o argumento), usando as regras gramaticais dos tradutores que usam em João 1:1 a expressão “um deus”, João 13:3 deveria ser traduzido deste modo: “Ele [no caso, Jesus Cristo], sabendo que o Pai dera todas as coisas nas suas mãos e que procedera de um deus e ia para o Deus.”

 

Resposta: 

Vejamos como João 1:1 está traduzido na Tradução do Novo Mundo Com Referências: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus [tòn theòn, com artigo], e a Palavra era um deus [theós, sem artigo].” 

Agora, vejamos como a mesma tradução verte João 13:3: “Ele, sabendo que o Pai dera todas as coisas nas suas mãos, e que procedera de Deus [theoû, sem artigo] e ia para Deus [tòn theòn, com artigo]. 

De acordo com o dito argumento, assim como o theós anartro (sem artigo) em João 1:1 foi vertido por “um deus”, o mesmo deveria ser feito com o theós anartro em João 13:3. 

Ausência de artigo não indica necessariamente indefinição 

A falha gritante desse argumento é que ele parte da premissa de que um substantivo anartro tem de ser necessariamente indefinido, e isto não é verdade. É o contexto que determina se um substantivo anartro é indefinido ou não. Portanto, todas as traduções que vertem o substantivo anartro theós em João 1:1 como sendo indefinido (“um deus”) não se baseiam na gramática, pois não é a gramática que determina isso e, sim, o contexto. Do mesmo modo, as traduções que vertem o substantivo anartro theós em João 1:1 como sendo definido (“Deus”) também não se baseiam na gramática. Ambas as formas de traduzir não se baseiam na gramática, e sim na interpretação dos tradutores do que entendem que o contexto está indicando. A gramática não consegue determinar a definição ou a indefinição de um substantivo anartro. 

Para comprovar este fato simples, veja o artigo “João 1:1 e a regra de Colwell (Parte 1)”. 

Então, qual foi o entendimento contextual que levou os tradutores da Tradução do Novo Mundo a verterem o substantivo anartro theós em João 1:1 como sendo indefinido (“um deus”)? 

Por que o substantivo theós sem artigo foi considerado indefinido ou qualitativo por alguns tradutores 

Se, neste caso, a palavra “deus” fosse um substantivo definido, estaria implícito o artigo definido “o” antes de theós, dando o seguinte sentido: “O Verbo era o Deus.” No entanto, essa interpretação entraria em conflito com a frase anterior, que afirma literalmente: “O Verbo estava com o Deus.” Visto que o Verbo estava com o Deus, ele simplesmente não poderia ser o Deus! Alguém que está com alguém não poderia ser este mesmo alguém. Além disso, tal interpretação entraria em conflito com a própria doutrina da Trindade. Pois faria o Filho (o Verbo) ser o próprio Pai (o Deus com quem ele estava). No entanto, a Trindade defende a separação de Pessoas. Ou seja, segundo a doutrina da Trindade, o Pai não é o Filho, mas é uma Pessoa distinta dele.

Este raciocínio à base do contexto imediato já seria suficiente para os tradutores entenderem que o theós anartro em João 1:1 aplicado ao Filho é indefinido. 

Sobre João 13:3

Outro ponto a considerar é que João 13:3 NÃO apresenta um caso semelhante – nem em sentido gramatical nem em sentido semântico.

Vejamos as partes dos dois textos em questão: 

João 1:1

  λγος ν πρς τν θεν, κα θες ν  λγος

ho lógos ên pròs tòn theón, kaì theòs em ho lógos

O Verbo estava com o Deus, e deus era o Verbo


João 13:3:

 π θεο ξλθεν κα πρς τν θεν πγει

apò theoû exêlthen kaì pròs tòn theòn hypágei

de Deus procedeu e para o Deus está indo

 

Em João 1:1 o substantivo theós (Deus, ou deus) foi usado para dois seres – o Verbo e Aquele com quem o Verbo estava. Por outro lado, em João 13:3, o substantivo theós foi usado duas vezes para se referir ao mesmo Ser: o Pai. Portanto, não são casos semelhantes. 

E o uso de theós para o Pai sem artigo não é algo incomum no texto grego bíblico. Veja os exemplos abaixo: 

“Ele [Nicodemos] veio a Jesus à noite e lhe disse: ‘Rabi, sabemos que o senhor veio como instrutor da parte de Deus [π θεο, apò theoû; sem artigo] pois ninguém pode realizar esses sinais que o senhor realiza a menos que Deus [ θες; ho theòs; com artigo] esteja com ele.” – João 3:2. 

“Agora sabemos que o senhor sabe todas as coisas e não precisa que lhe façam perguntas. Por isso acreditamos que o senhor veio de Deus [π θεο, apò theoû; sem artigo].” – João 16:30.

Mas, como já exposto acima, a ausência do artigo não implica necessariamente em indefinição do substantivo. O contexto é que irá determinar se o respectivo substantivo anartro é definido ou indefinido. 

Mesmo a presença do artigo não determina que theós deva ser traduzido com inicial maiúscula 

Observe o texto de Atos 19:39, que relata: “Porque estes homens que aqui trouxestes, nem são sacrílegos nem blasfemadores da nossa deusa.” A palavra “deusa” (theós) possui artigo definido (τν θεν; thèn theòn). Apesar de ser um substantivo definido, as traduções da Bíblia têm vertido theós com inicial minúscula. Em 2 Coríntios 4:4, Satanás é descrito como “o deus deste mundo”. A palavra theós está articulada:  θες (ho theós). Contudo, as traduções vertem este substantivo definido com inicial minúscula. Similarmente, lemos em Filipenses 3:19: “O fim deles é a destruição, o seu deus é o ventre, eles se orgulham do que deveriam se envergonhar e fixam a mente em coisas terrenas.” Neste texto, theós também tem artigo ( θες), mas a expressiva maioria das traduções verte com inicial minúscula. E tal forma de traduzir não é determinada pela gramática, e sim pelo contexto, pela interpretação do tradutor.

 

Veja também os artigos abaixo:

“O que determina que a parte final João 1:1 possa ser traduzida ‘umdeus’?”

“Por que algumas Bíblias usam ‘deus’ com inicial minúscula em João 1:1?”

“João 1:1 e a regra de Colwell (Parte 1)”

“João 1:1 e a regra de Colwell (Parte 2)”

“João 1:1 e a regra de Colwell (Parte 3)”

“A Palavra era ‘um deus’ ou ‘divina’?”

“João 1:1 na Tradução do Novo Mundo revisada”

“João 1:1 e a Septuaginta”

 

A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová. 

 

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domingo, 4 de abril de 2021

A serpente de cobre feita por Moisés violava o mandamento contra a idolatria?

 Fonte: jw.org 

A respeito do artigo “A forma do instrumento da morte de Cristo é um assunto irrelevante?”, um leitor teceu o seguinte comentário: 

      1) Olhando para a imagem supra, como têm a certeza que foi assim que Moisés pendurou a serpente? Como foi suspensa no poste? Também foram aplicados pregos?

A sua explicação: João 3:14: “E, assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim será erguido o Filho do Homem.” Essa é uma profecia que fala a respeito da forma como Jesus seria pregado. Como é uma profecia, sabemos que as profecias se cumprem de acordo com o que é profetizado.

     2) Se Deus "fez" a serpente, como afirma Génesis 3:1 (TNM) e no Vers. 14 amaldiçoou a serpente (em vez de o Diabo....), qual a lógica de mandar fazer uma serpente para curar os que olhavam para ela? Não era um ídolo? Não era mais lógico que Moisés quando intercedeu junto de Deus para os curar, Deus os curasse? 

Sentinela 01/07/1960, Pg.408: Jeová Deus conhece o coração do homem, que é traiçoeiro e desesperado. Sabe que está inclinado a adorar a criatura mais do que ao Criador; um exemplo flagrante disso foi dado pelos israelitas quando adoraram a serpente de cobre que Moisés fizera no deserto. 

Resposta: 

A Bíblia não menciona como a serpente de cobre foi pendurada, nem se foi fixada com pregos. E isto não é relevante para o assunto em questão. O que é relevante é que ela foi pendurada em um poste (“haste”, Almeida Corrigida Fiel), ou seja, em um único pedaço de pau, e não em dois paus cruzados. E as Escrituras são claras em afirmar que do mesmo modo Jesus seria erguido em uma estaca, um único poste, não em uma cruz de duas vigas. Acrescente-se a isso que o sentido etimológico da palavra usada para o instrumento de execução de Cristo – staurós – significa “estaca”, “poste reto”, e não uma cruz de duas vigas.

Com relação à referida maldição dada no jardim do Éden, vejamos o que diz Gênesis 3:14: “Então Jeová Deus disse à serpente: ‘Por ter feito isso, você é maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens. Sobre o seu ventre você rastejará, e comerá pó todos os dias da sua vida.’” Esta maldição suscita algumas perguntas: Será que Deus falaria com um animal irracional, o qual não teria condições de entender o que Deus estava falando? Deus culparia um animal irracional, que não teria condições de ter realizado a argumentação sedutora feita com Eva? Afinal, qual foi o verdadeiro alvo dessa maldição?

Lemos em Apocalipse 12:9: “Assim, foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original [ “a antiga serpente”, Bíblia Pastoral] , o chamado Diabo e Satanás, que está enganando toda a terra habitada. Ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele.” A revista A Sentinela (15/06/2007, p. 31) comentou sobre isso:

[…] o verdadeiro alvo da condenação de Jeová era Satanás — o espírito invisível que fez mau uso daquele animal inferior. A Bíblia chama Satanás de “pai da mentira” e “serpente original”. Essas expressões pelo visto se referem ao fato de Satanás ter usado um animal visível, a serpente, como seu porta-voz para induzir Eva a desobedecer à ordem de Deus. — João 8:44; Revelação (Apocalipse) 20:2.

[…]

Então, por que Deus falou do rebaixamento físico da serpente? O comportamento típico da serpente no seu ambiente natural, rastejando em seu ventre e agitando a língua como se fosse lamber o pó, simbolizava muito bem a condição rebaixada de Satanás. 

Portanto, quando a Bíblia relata que “ela [a serpente] disse à mulher”, está na verdade descrevendo o uso que o anjo mau fez da serpente, quando ele falou usando-a como um instrumento visível. Logo, foi tal anjo quem foi amaldiçoado por Deus. Não seria justo que um animal irracional fosse penalizado por algo que não queria nem seria capaz de realizar. Como comentou o periódico acima citado:

Não se pode culpar a serpente irracional que falou com Eva. Aquele animal não tinha condições de saber que Satanás o manipulava ou de entender o julgamento de Jeová contra os desobedientes. – 15/06/2007, p. 31. 

Quanto a Deus ter usado uma serpente de cobre para restaurar a saúde física dos israelitas no deserto, considere o contexto desta ação, em Números 21:5-9, que reza: “E o povo falava contra Deus e Moisés: ‘Por que vocês nos tiraram do Egito para morrermos no deserto? Aqui não há comida nem água, e nós odiamos este pão desprezível.’ Então Jeová enviou serpentes venenosas contra o povo e elas os picaram, de modo que muitos israelitas morreram. O povo foi então a Moisés e disse: ‘Pecamos ao falar contra Jeová e contra o senhor. Interceda junto a Jeová para que tire as serpentes do nosso meio.’ E Moisés intercedeu pelo povo. Jeová disse então a Moisés: ‘Faça uma imitação de uma cobra venenosa e coloque-a num poste. Quando alguém for picado, terá de olhar para ela para ficar vivo.’ Moisés fez imediatamente uma serpente de cobre e a colocou num poste; e, sempre que uma serpente picava um homem e ele olhava para a serpente de cobre, continuava vivo.”

Deus usou serpentes, que são animais comuns nos desertos, para punir os israelitas resmungadores. Quando o povo se arrependeu, Jeová orientou Moisés a fazer “uma imitação de uma cobra venenosa”, que deveria ser olhada pelos que fossem picados pelas serpentes, a fim de que se recuperassem das picadas. Tendo em vista que Jesus se referiu a este evento para ilustrar tanto o modo como ele seria erguido na estaca como o modo em que as pessoas seriam salvas por meio dele, uma explicação que parece coerente com o contexto bíblico seria a seguinte:

O instrumento de salvação da humanidade precisaria ser equivalente ao instrumento que levou à humanidade ao pecado e à morte. Ou seja, foi um homem perfeito – Adão – que condenou a humanidade. Correspondentemente, teria de ser outro homem perfeito – Jesus Cristo – o salvador da raça humana. Romanos 5:15 declara: “Pois, se pela falha de um só homem [Adão] muitos morreram, quanto mais a bondade imerecida de Deus e a sua dádiva por meio da bondade imerecida de um só homem, Jesus Cristo, transbordaram para muitos!” No cristianismo, tal verdade recebeu o nome de doutrina da Redenção, da Remissão, ou do Resgate. “Cristo Jesus … se entregou como resgate correspondente por todos.” – 1 Timóteo 2:5, 6; veja o artigo “A Cristandade e a Doutrina da Redenção”.

Diante do exposto acima, parece mui razoável e coerente que Deus usasse como instrumento da restauração física dos israelitas algo que lembrasse o que trouxe a doença deles. Óbvio que nem todos os elementos em Números, capítulo 21, se adequam aos elementos da doutrina do Resgate. Para entender isso, veja o paralelo que Jesus traçou entre ele e o profeta Jonas, quando Jesus declarou:  “Porque, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do enorme peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra.” (Mateus 12:40) Contudo, nem todos os aspectos envolvendo Jonas se aplicam a Jesus Cristo. Jonas a princípio fugiu de sua designação; e, após tê-la cumprido, reclamou pelo fato de as coisas não terem acontecido conforme ele esperava. (Veja Jonas 1:3; capítulo 4) Nada disso ocorreu com o Filho de Deus. Portanto, um paralelo bíblico precisa ser entendido dentro do contexto em que é mencionado. No caso do relato de Números, capítulo 21, o paralelo foi o mencionado por Jesus: o modo como ele seria erguido, e o fato de que, assim como a serpente de cobre serviu de salvação para os demonstraram fé e foram obedientes, do mesmo modo Jesus servirá de salvação para os obedientes com fé. 

No caso da serpente de cobre, ela não era um ídolo. Deus não ordenou que os israelitas fizessem dela um objeto de adoração. A própria Lei mosaica era estritamente contra a idolatria. O segundo dos Dez Mandamentos condenava fazer uma imagem para ser objeto de adoração. (Êxodo 20:4, 5) Assim, quando os israelitas, agindo contrário à Lei de Deus, tornaram tal serpente um ídolo, Deus providenciou que o bom Rei Ezequias a destruísse, conforme lemos em 2 Reis 18:4: “Foi ele quem removeu os altos sagrados, despedaçou as colunas sagradas e derrubou o poste sagrado. Também triturou a serpente de cobre que Moisés tinha feito, pois até aquela época o povo de Israel fazia fumaça sacrificial a ela; e eles a chamavam de ídolo-serpente de cobre.”

Portanto, não há nenhuma incoerência em Deus ter usado uma serpente de cobre como instrumento da restauração física do seu povo.

 

A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová. 

 

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