Image Map











sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

A glória do Pai é a mesma que a do Filho? – Dúvidas de um leitor

Fonte: jw.org 

A respeito do artigo “Jesus tem a mesma glória que seu Pai?”, um leitor levantou a seguinte questão:

Apologista, eu tenho algumas dúvidas. Você disse que Jesus não tem a mesma glória que Jeová porque, quando Moisés pediu para ver a glória dEle, Jeová disse que ninguém podia ver Sua face e continuar vivo. Mas, pelo que eu li nos outros versículos, Jeová não disse que ninguém poderia ver a glória dele e continuar vivo, e sim que ninguém poderia ver a sua face. No versículo 22, Jeová diz: “Quando a minha glória estiver passando, terei de colocar-te numa gruta na rocha e terei de pôr a palma da minha mão sobre ti como anteparo.” – Êxodo 33:22.

Ou seja, a glória de Jeová não passou por Moisés? E Jeová não poderia mostrar Sua glória, mesmo que não mostrasse ela toda? Em Atos 7:55 é dito que Estevão “viu a glória de Deus”. Do mesmo modo que viram a glória de Jesus na transfiguração.

Isaías disse que viu Jeová (Isaías 6:1) mas em João 12:41 é dito que Isaías viu a glória de Jesus. Como explicar isso?

Resposta:

Note que “glória” e “face” estão como termos paralelos, conforme vemos nos textos abaixo:

A isso ele [Moisés] disse: ‘Por favor, faze-me ver a tua glória.’” – Êxodo 33:18.

“E [Jeová] acrescentou: ‘Não podes ver a minha face, porque homem algum pode ver-me e continuar vivo.’” – Êxodo 33:20.

Assim como a face de alguém revela, ou identifica, plenamente tal pessoa, a “face” de Jeová representa sua plena glória, insuportável a humanos. Por isso, o relato diz que Moisés viu Jeová “pelas costas”, ou seja, experimentou apenas um reflexo, ou centelha, da glória divina. (Êxodo 33:23) Além disso, as palavras de Jeová – “terei de colocar-te numa gruta na rocha e terei de pôr a palma da minha mão sobre ti como anteparo” – denotam proteção divina a Moisés, para que este não sofresse a morte. Mesmo assim, foi suficiente para que ‘a pele da sua face emitisse raios’. (Êxodo 34:29) Obviamente, Moisés não experimentou a plena glória divina.

Moisés conversa com Jeová
Fonte: jw.org

No caso de Estêvão, bem como de Isaías, foi evidentemente uma visão, caso contrário, haveria contradição com Êxodo 33:20. A aplicação de Isaías, capítulo 6, a Jesus em João 12:41 se deve ao fato de Jesus ser ‘o reflexo da glória de Jeová e a representação exata do seu próprio ser’. (Hebreus 1:3) Também, vale mencionar que a visão de Isaías inclui também a presença do Filho, nestas palavras: “A quem enviarei e quem irá por NÓS?” – Isaías 6:8.

Estêvão tem uma visão
Fonte: jw.org

Quanto a Jesus não ter a mesma glória que seu Pai, Jeová, fica evidente das palavras do próprio Jesus em João 17:22, onde ele disse: “Também, eu lhes tenho dado A GLÓRIA que tu me tens dado, a fim de que sejam um, assim como nós somos um.” Assim, João 17:22 acrescenta evidência de que a glória do Filho não é a mesma que a do Pai. Pois a glória do Filho pode ser compartilhada com seus discípulos, ao passo que a glória de Jeová não é compartilhada com ninguém. Como o próprio Soberano Senhor Jeová declarou: “Eu sou Jeová. Este é meu nome; e a minha própria glória não darei a outrem.” – Isaías 42:8.


 Veja também os artigos:




A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org


terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Quem é o responsável pelo sofrimento humano?

Fonte: jw.org

Um leitor escreveu:


Boa noite, irmão, tenho uma dúvida: se Jeová causa que venha a ser, e se ele não é o mau, de quem é a culpa do sofrimento humano e as tragédias de toda espécie no planeta? É de Jeová ou é do ser humano? Porque Calvino diz uma tese. Armínio diz outra. Qual o seu ponto de vista?!

Atenciosamente, preciso muito do seu ponto de vista neste assunto!

Resposta:


O significado do nome “Jeová” é “Ele Causa Que Venha a Ser”, o que significa que ele faz tudo o que se propõe a fazer. (Veja Êxodo 3:14.) Como ele é perfeito e santo em sentido absoluto, não faz nada de moralmente mau. Os textos abaixo comprovam isso:

“E [os seres celestiais] clamavam uns para os outros: ‘Santo, santo, santo é Jeová dos exércitos. A terra inteira está cheia da sua glória.’” – Isaías 6:3.

“A Rocha — perfeito é tudo o que ele faz, pois todos os seus caminhos são justos. Deus de fidelidade, que nunca é injusto; Justo e reto é ele.” – Deuteronômio 32:4.

O sofrimento humano foi causado primariamente pelo anjo que se desviou e se tornou Satanás, o Diabo, e por Adão e Eva. Lemos em Romanos 5:12: “É por isso que, assim como por meio de um só homem o pecado entrou no mundo, e a morte por meio do pecado, e desse modo a morte se espalhou por toda a humanidade, porque todos haviam pecado . . .” Após isso, a maioria da humanidade decidiu seguir o que é errado aos olhos de Deus. Lemos em Eclesiastes 7:29: “O que descobri se resume nisto: o verdadeiro Deus fez a humanidade reta, mas eles seguiram seus próprios planos.”

A situação piorou quando outros anjos também se desviaram. Judas 6 explica: “E os anjos que não mantiveram sua posição original, mas abandonaram sua própria morada correta, ele reservou, em correntes eternas e em densa escuridão, para o julgamento do grande dia.” Todos esses contribuem para o sofrimento humano, e também o sofrimento dos animais e do meio ambiente. Como afirma 1 João 5:19: “O mundo inteiro está no poder do Maligno.”

Após terem sido expulsos do céu, o Diabo e seus anjos incrementaram a maldade na Terra. Apocalipse 12:9 afirma: “Assim, foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está enganando toda a terra habitada. Ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele. Por essa razão, alegrem-se, ó céus, e vocês que residem neles! Ai da terra e do mar, porque o Diabo desceu a vocês com grande ira, pois sabe que lhe resta pouco tempo.”




A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagradapublicada pelas Testemunhas de Jeová.



Contato: oapologistadaverdade@gmail.com


Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org






domingo, 8 de dezembro de 2019

Existe relação entre a “casa” de 2 Samuel 7:13 e o ‘povo para o nome de Deus’ de Atos 15:14?


Templo de Salomão
Fonte: jw.org


Um leitor trouxe a seguinte questão:

Sr. Apologista:

Quero que o Sr. me ajude no entendimento deste meu raciocínio, pois tenho uma dúvida grande: A ‘casa ao meu nome’ a que Jeová se refere ao fazer o pacto com Davi (em 2 Samuel 7:12, 13), não seria o “povo para o seu nome” de Atos 15:14?

Casa pode significar uma nação, ou toda uma descendência de um único homem. (“Estudo Perspicaz das Escrituras”, vol. 1, pag. 455.) 

Essa é a minha dúvida, obrigado. Sabe, é que gostaria de usar este tipo de argumento quando for explicar que foi Jeová que escolheu o nome para seu povo (desde há muito tempo).

Resposta:

A palavra “casa” tem vários sentidos na Bíblia, conforme a obra citada pelo leitor (“Estudo Perspicaz das Escrituras”, vol.1, pag. 455). Em 2 Samuel 7:16 tem a conotação de “família real”, ou “dinastia”. Com relação a 2 Samuel 7:13, a Tradução do Novo Mundo Com Referências remete o leitor para textos tais como 1 Reis 5:5; 6:12; 1 Crônicas 17:12; 22:10, que mostram o cumprimento típico dessa passagem no templo construído por Salomão.

Contudo, a NM Com Referências também remete o leitor para Zacarias 6:13, Hebreus 3:6 e 1 Pedro 2:5, que falam de o Messias construir o figurativo “templo de Jeová”, e de os israelitas espirituais constituírem a “casa” de Deus, cada cristão individual servindo como ‘pedra vivente’. Observe o que dizem estes três últimos textos:

“É ele que construirá o templo de Jeová e é ele que assumirá a majestade. Ele se sentará no seu trono e governará, e será também sacerdote no seu trono, e haverá um acordo pacífico entre os dois [“Isto é, entre seus papéis de governante e de sacerdote”, nota].” – Zacarias 6:13.

“Mas Cristo foi fiel como filho sobre a casa de Deus. Nós somos a casa Dele, desde que de fato nos apeguemos firmemente, até o fim, à nossa confiança e à esperança de que nos orgulhamos.” – Hebreus 3:6.

“Vocês mesmos, como pedras viventes, estão sendo edificados como casa espiritual para ser um sacerdócio santo, a fim de oferecer sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo.” – 1 Pedro 2:5.

Uma vez que 2 Samuel 7:12, 13 tem uma aplicação ao Messias, isso poderia dar margem a uma aplicação desse texto ao arranjo de adoração a Jeová, semelhante a um templo, que o Messias tornou possível a todos os que exercem fé nele. (Zacarias 6:13) O cristianismo genuíno estabelecido pelo Messias estabelece as regras desse arranjo de adoração. Mas, uma vez que os discípulos de Cristo também são comparados a uma “casa”, e que foi por meio de Cristo que tal “casa” veio a existir, parece permissível também fazer uma relação entre 2 Samuel 7:12, 13 e Atos 15:14, 17.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org





sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

“A mentira tem pernas curtas” – origem e implicações deste ditado popular

 
Fonte: jw.org

Mário Prata, escritor, dramaturgo, jornalista e cronista brasileiro, considerado um dos mais importantes escritores brasileiros, explica, em seu livro “Mas será o Benedito?” (1996, p. 18) a origem histórica do famoso ditado “a mentira tem pernas curtas”. Ele declara:

A mentira tem pernas curtas

SIGNIFICATIVO:
Descobrem logo quando a gente mente.

HISTÓRICO:
Esta expressão nos vem de Paris, no final do século passado. Henri de Toulouse-Lautrec, pintor francês, era famoso pelas histórias que contava nos bares parisienses de Pigalle, entre uma litografia e outra. Dizem as resenhas da época que mentia tão bem quanto pintava cartazes de shows. Como todos sabem, Lautrec tinha um defeito físico: pernas curtas.



A frase francesa “Le mensonge n’a pas de pieds” é um dos provérbios franceses mais utilizados pelos nativos do referido idioma, segundo o Instituto Brasileiro de Línguas Monte Castelo, que explica: “Este provérbio pode ser traduzido como ‘a mentira tem perna curta.”

A mentira tem mesmo perna curta?

Infelizmente, o famoso ditado nem sempre é vindicado pela realidade. Com efeito, alguns boatos e também conceitos errados foram perpetuados por muito tempo. Como comprovação disso, veja os exemplos abaixo.

O boato contra os judeus

Na Idade Média, espalhou-se um infame boato na Europa: que, anualmente, na Páscoa judaica, os judeus assassinavam um cristão e utilizavam o sangue dele em rituais. Acrescentou-se, também, que capturavam crianças de cristãos e as torturavam, após o que as matavam e utilizavam o seu sangue. Apesar de ter sido desmentida muitas vezes, tais boatos sórdidos persistiram por quase um milênio! Inclusive, na era nazista, tais notícias falsas foram usadas para justificar a perseguição dos judeus.

O homem de Piltdown

O homem de Piltdown, “descoberto” em 1912, foi considerado “a mais notória fraude científica do século”, de acordo com o The Times, de Londres, Inglaterra. O livro “A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?” comenta sobre isso:

Em seu desejo de encontrar evidência dos “homens-macacos”, alguns cientistas se deixaram levar pela crassa fraude, por exemplo, do homem de Piltdown, em 1912. Por cerca de 40 anos, foi aceito como genuíno pela maior parte da comunidade evolucionista. Por fim, em 1953, a farsa foi descoberta, quando técnicas modernas revelaram que ossos humanos e ossos simiescos tinham sido ajuntados e artificialmente envelhecidos. – P. 90, par. 22. (Negrito acrescentado.)


Homem de Piltdown - o crânio era de um homem moderno e a mandíbula de um orangotango.

Estes dois exemplos demonstram que a mentira nem sempre tem pernas curtas. Com efeito, ela pode ter pernas bem longas. Talvez seria melhor dizer que a mentira tem pernas frágeis. Pois, quando submetida à verdadeira e séria investigação, frequentemente a verdade vem à tona, pelo menos para os investigadores.

Isto pode ser comprovado pelo fato de que doutrinas pagãs, como a da Trindade, a da imortalidade da alma e a do tormento eterno têm sido perpetradas dentro do professo cristianismo através dos séculos. Mas, quando tais doutrinas são confrontadas com o que a Bíblia realmente ensina, a verdade vem facilmente à tona para os que têm mente aberta e sem preconceitos.


Referências:

Algo sobre. Henri de Toulouse-Lautrec. Disponível em: <https://www.algosobre.com.br/>. 

ALTARES, G. El País. A longa história das notícias falsas. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/>.

Arquitetura Ocidental. Século XIX e XX. Toulouse-Lautrec, Henri de (1864-1901). Disponível em: <http://www.ufrgs.br/>. 


Aschoff, D. Jewish-Christian Relations. “Majestade, os Judeus”. Disponível em: <http://www.jcrelations.net/>.


Aventuras na História. 9 boatos que levaram a tragédias. Disponível em: <https://aventurasnahistoria.uol.com.br/>.

A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?. Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Cesário Lange, SP, Brasil. 1985.

Biografias. Toulouse-Lautrec. Disponível em: <https://educacao.uol.com.br/>.

Braziw Idiomas & Intercambios. Provérbios e expressões populares. Disponível em: <http://www.braziw.com.br/>.


Ebiografia. Mário Prata. Disponível em: <https://www.ebiografia.com/>.

Estante blog. Cinco livros e cinco curiosidades sobre Mário Prata. Disponível em: <https://blog.estantevirtual.com.br/>.

Despertai!.  A mais notória fraude científica. 8 jul 1997, p. 31. Associação Torre de Vigia. Cesário Lange-SP.

______. Deve espalhar um boato? 8 fev 1989, p. 15. Associação Torre de Vigia. Cesário Lange-SP. 

Domingues, Joelza E. Blog: Ensinar História - Mês a mês. Descoberto o Homem de Piltdown (depois declarado uma fraude). Disponível em: <https://ensinarhistoriajoelza.com.br/>.

Faingold, R. Morashá. Judeus durante a Primeira Cruzada. Disponível em: <http://www.morasha.com.br/>.

Francês Objetivo. 15 provérbios franceses para ter na ponta da língua. Disponível em: <https://francesobjetivo.com.br/>.

Frazão, D. Biografia de Toulouse-Lautrec.

Disponível em: <https://www.ebiografia.com/>.

Globo.com. Memória Globo. Mário Prata. Disponível em: <http://memoriaglobo.globo.com/>.

Instituto Brasileiro de Línguas – Monte Castelo. Disponível em: <https://www.facebook.com/>.

MARTINS, S. Henri de Toulouse-Lautrec. Disponível em: <https://www.historiadasartes.com/>.

National Geographic España. El hombre de Piltdown, uno de los mayores fraudes científicos. Disponível em: <https://www.nationalgeographic.com.es/>.

Por acaso. Por que a mentira tem perna curta? Disponível em: <https://poracaso.com/>.

PRATA, Mário. Mas será o benedito? Editora Globo. 1996. Disponível em: <https://books.google.com.br/>.

______. Site oficial. Disponível em: <https://Márioprata.net/sabe-o-Mário/>.

Schilling, Voltaire. Terra. Judeus e cristãos na época medieval. Disponível em: <https://www.terra.com.br/>. 

SuaPesquisa.com. Toulouse-Lautrec. Disponível em: <https://www.suapesquisa.com/>.

Superinteressante. História. Judeus – os donos do mundo. 31 out 2016. Disponível em: <https://super.abril.com.br/>.

Terceiro Tempo. Mário Prata. Disponível em: <https://terceirotempo.uol.com.br/>.

Ziegler, Maria F. Último Segundo. Fraude do ‘homem de Piltdown’ continua um mistério após 100 anos. Disponível em: <iG @ https://ultimosegundo.ig.com.br/>.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org




terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Procure sempre comprovar a veracidade das informações


Fonte: jw.org

Certo leitor fez o seguinte comentário:

A palavra em hebraico para “verdade” – eméth, as próprias letras dela se mantêm em pé, uma independente da outra, já a palavra para “mentira” tem as ‘perninhas’ uma apoiada na outra; ou seja, elas sozinhas não se mantêm de pé. Por isso, o ditado: “a mentira tem perna curta”, ou ‘a mentira nunca fica de pé por muito tempo’.

אֱמֶ (’eméth ) [Verdade]

לַשָּׁ֑ (šā·qer;) ou יְכַזֵּ֑ב (ka·zév) [inveracidade; Mentira]

Resposta:

1 Tessalonicenses 5:21 aconselha: “Certifiquem-se de todas as coisas; apeguem-se ao que é bom.” O princípio incluso neste texto aplica-se em todas as situações. Embora a explicação das palavras hebraicas acima pareça interessante e curiosa, observe o comentário feito pelo Professor de Hebraico e de Grego, Rubens D. Oliveira, acerca do assunto:

“Esta afirmação não tem sentido. A escrita hebraica citada pelo referido leitor é chamada quadrática. É uma importação do arameu, do aramaico do tempo depois da destruição de Babilônia. Foi empregado pelos judeus mais precisamente próximo do primeiro século de nossa Era Comum. Ou seja, o alfabeto quadrático não era o hebraico antigo. O hebraico arcaico não tinha esses formatos de letras. Portanto, essa afirmação do citado leitor não se sustenta.

“E se nós olharmos para o hebraico protossinaítico – mais antigo ainda, de cerca de 1500 anos antes de Cristo, ele era escrito com desenhos. Na verdade, é possível que o Egito tenha copiado dos antigos semitas descendentes de Abraão a escrita pictográfica, ou seja, de desenhos, porque os pictogramas egípcios são idênticos a muitas letras hebraicas. E creio que foram os egípcios que herdaram isso. E não tem nada a ver com o posterior alfabeto quadrático. Os desenhos mudam totalmente, as letras são totalmente diferentes. O álef era a cabeça de um touro. Ele não fica de pé porque a parte de baixo é redonda. Então não tem sentido a afirmação do mencionado leitor.

“Eles desenhavam literalmente. O meme (nosso ‘eme’) era em forma de onda, como se fosse uma pequena serra. O meme quer dizer ‘água’, como se fosse as ondas do mar, às vezes alguns faziam redondo, outros faziam em forma de serra. Igual nosso ‘eme’, é como se fosse três serrinhas. O meme do tempo de Moisés era desenhado, era um monte de serrinha mesmo, e representa as ondas da água, a letra ‘m’ de maim (água). Por isso que Moisés é Moshe, e significa ‘salvo das águas’. Cada letra tinha um significado. O que posso dizer é que essa opinião do aludido leitor não procede, tendo em vista o hebraico antigo.”

[Fim do comentário do Professor Oliveira.]

Vimos à base do sólido comentário acima, pautado pela história e pela filologia, a importância de buscarmos fontes fidedignas, ao invés de acreditarmos na primeira informação que recebemos.

Então, de onde vem o famoso ditado “a mentira tem perna curta”? O próximo artigo irá considerar esse assunto e as implicações deste ditado.


A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org




domingo, 1 de dezembro de 2019

O que aprendemos do relato do homem que expulsava demônios mas não andava com Jesus

Jesus era altruísta e queria o progresso de seus discípulos
Fonte: jw.org

Um leitor perguntou:

Por que há um relato bíblico em que um judeu expulsava demônios em nome de Jesus, visto que ele não andava nem fazia parte daquele grupo que acompanhava Jesus, e isto até mesmo causou desconforto e ira nos apóstolos? Como ele podia fazer isso?

Resposta:

Lemos tal relato em Marcos 9:38-40, que declara: “João lhe disse: ‘Instrutor, vimos alguém expulsar demônios usando o seu nome e tentamos impedi-lo, porque ele não estava nos acompanhando.’ Mas Jesus disse: ‘Não tentem impedi-lo, porque ninguém que faça uma obra poderosa em meu nome pode logo depois falar mal de mim. Pois quem não é contra nós é a favor de nós.’”

O homem que expulsava demônios era bem-sucedido em fazer isso porque era discípulo aprovado de Cristo, conforme Jesus explicou. (Marcos 9:39, 40) A obra Estudo Perspicaz das Escrituras explica:

Nem todos os que criam em Jesus acompanhavam pessoalmente a ele e os seus apóstolos no ministério. Naquela época, pela vontade de Deus, vigorava o pacto da Lei, e Deus, por meio de Jesus Cristo, ainda não havia inaugurado o novo pacto e o começo da congregação cristã de chamados. Apenas a partir de Pentecostes de 33 EC, depois de Jesus, por meio do seu sacrifício, ter removido a Lei, era necessário que aquele que servisse em nome de Cristo se associasse com esta congregação, cujos membros eram batizados em Cristo. (At[os] 2:38-42, 47; Ro[manos] 6:3). – Volume 2, p. 30.



Ademais, o livro O Maior Homem Que Já Viveu ressalta:

João encara os apóstolos como equipe exclusiva, titular, de curadores. Assim, ele acha que aquele homem realizava obras poderosas indevidamente, pois não pertencia ao seu grupo. – Capítulo 63.


Jesus corrigiu esse conceito errado. E mostrou a seriedade de evitar esse errado modo de pensar, nestas palavras: “Mas quem fizer tropeçar um destes pequenos que têm fé, seria melhor para ele que pusessem no seu pescoço uma pedra de moinho daquelas que o jumento faz girar, e que fosse lançado no mar.” (Marcos 9:42) Mas, o que podemos aprender desse relato?

Tiago 4:5 afirma que o ser humano imperfeito tem a tendência de invejar, de sentir ciúme destrutivo, possessivo. Essa tendência ruim acomete até mesmo servos fieis de Deus, como mostrado no exemplo relatado por Marcos. Inclusive, vemos um acontecimento similar nos dias de Moisés. Quando Jeová ordenou que Moisés reunisse setenta anciãos de Israel, dois dos alistados – Eldade e Medade – não compareceram. Mesmo assim, receberam o espírito santo e começaram a agir como profetas. Diante disso, lemos na continuação do relato: “E um jovem foi correndo contar a Moisés: ‘Eldade e Medade estão agindo como profetas no acampamento!’ Em vista disso, Josué, filho de Num, que desde jovem era ajudante de Moisés, disse: ‘Meu senhor Moisés, mande-os parar!’” – Números 11:27, 28.

Observe que Josué quis restringir os dois alistados, por aparentemente não estarem seguindo o arranjo instituído por Deus. E tal passagem ainda acrescenta um detalhe do porquê da atitude de Josué: ele “desde jovem era ajudante de Moisés”. De certa forma, Josué encarava isso como uma afronta à autoridade de Moisés. Pelo que parece, Moisés assim o entendeu, de modo que lhe disse: “Você tem ciúmes em meu lugar? Quem dera que todo o povo de Jeová fosse profeta e que Jeová pusesse seu espírito sobre eles!”

Moisés e Josué
Fonte: jw.org

Assim, tanto Moisés quanto Jesus Cristo não compartilhavam o conceito ciumento de restringir os servos de Deus de manifestar seus dons e o ministério dado a eles por Deus. Como disse Jesus: “Deixem brilhar sua luz perante os homens, para que vejam suas boas obras e deem glória ao seu Pai, que está nos céus.” – Mateus 5:16.



A menos que haja uma indicação, todas as citações bíblicas são da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, publicada pelas Testemunhas de Jeová.

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.



Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site www.oapologistadaverdade.org









Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *