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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Semelhança entre os 144.000 e a “grande multidão” os torna o mesmo grupo?



A seguinte pergunta foi endereçada a este site:

“Prezado apologista, parece haver certas semelhanças entre os dois grupos (144 mil e grande multidão) e muitos têm usado essas semelhanças para provar que são o "mesmo grupo". Exemplos: Em revelação 6:11, fala-se dos ungidos como recebendo uma comprida veste branca.Já em Revelação 7:10 a grande multidão também é descrita como tendo compridas vestes brancas. Também no cap.7, verso 14, a grande multidão é descrita como tendo lavado as vestes compridas, e o cap. 22, versículo 14 – que é uma referencia aos ungidos também – diz que eles lavam as suas vestes compridas.Como então conciliar isso?”

Resposta:

     O fato de expressões e símbolos semelhantes serem usados para pessoas ou grupos separados não indicam que os referidos por tais símbolos tenham a mesma identidade. Isso foi demonstrado no artigo “Duas regras – uma falsa e umaverdadeira”, neste site.

     O contexto é que determina o significado do uso do referido símbolo e a identidade da pessoa ou do grupo aludido por tal símbolo. Por exemplo, tanto Jeová como Cristo são mencionados como sendo ‘o Primeiro e o Último’. (Isa. 44:6; Rev. 1:17) Contudo, o contexto de Isaías diz respeito à Divindade de Jeová, pois o mesmo texto (Isa. 44:6) acrescenta: “Além de mim não há Deus.” Por outro lado, o contexto de Revelação diz respeito à ressurreição de Jesus. (Rev. 1:18) Jesus foi “o Primeiro” humano a ser ressuscitado para a vida espiritual, imortal. (Col. 1:18) Além disso, ele é “o Último” ressuscitado assim pelo próprio Jeová. Os demais serão ressuscitados por meio de Jesus, conforme ele mesmo explicou: “Tenho as chaves da morte e do Hades.” – Rev. 1:18b.

     No caso da veste comprida (grego: stolé), aplicada tanto aos ungidos como à grande multidão, vale ressaltar que até mesmo um anjo foi visto com tal vestimenta (Mar. 16:5), sendo que tal criatura celestial não pertence a nenhum dos dois grupos. Examinemos o contexto do uso a tais grupos distintos. No caso dos que têm esperança celestial, em Revelação 6:11 tal veste é dada a eles como evidência de sua aprovação e como indicação de sua ressurreição. É uma RECOMPENSA. Já no caso da grande multidão, eles JÁ POSSUEM tal veste, mas ela não estava branca. Para se habilitarem para a sobrevivência, precisam LAVAR tal veste já existente e a ENBRANQUECER no sangue do Cordeiro, evidentemente por exercerem fé em Cristo e viverem à altura de sua dedicação a Jeová Deus. (Rev. 7:14) E que dizer de Revelação 22:14, que menciona os com esperança celestial como também ‘lavando as suas vestes compridas’? Note que precisam fazer isso, não como requisito para sobreviver á grande tribulação, mas para que possam ‘ir às árvores da vida e para que obtenham entrada na cidade pelos portões’ da Nova Jerusalém. Em ambos os casos (Rev. 7:14; 22:14) o ato de lavar tais vestes indica tornar-se digno (aprovado) perante Deus. Mas, no caso da grande multidão, o resultado dessa aprovação é sobreviver – portanto, passar com vida – pela grande tribulação, permanecendo aqui na Terra. (Prov. 2:21) Por outro lado, no caso dos ungidos, o resultado é a ressurreição celestial, que os habilita a ‘entrar’ na Nova Jerusalém no sentido de comporem o que ela representa – a noiva de Cristo. –Rev. 21:9, 10.

     Assim, análise sóbria do contexto e da inteira fraseologia que permeia os textos em questão mostra que tais expressões ou símbolos não indicam que os aludidos por eles sejam necessariamente a mesma classe. E outros textos tornam claro que os 144.000 e a grande multidão são classes distintas, conforme a série de artigos, neste site, intitulada “A ‘grande multidão’ – qual é a sua identidade?”, partes 1 a 4. (Veja também a obra “Estudo Perspicaz das Escrituras”, vol. 3, p. 777, sob o verbete “vestimenta”, e o livro “Revelação – Seu Grandioso Clímax Está Próximo”, pp. 102-103, § 11, ambos publicados pelas Testemunhas de Jeová.)


Os artigos deste site podem ser citados ou republicados, desde que seja citada a fonte: o site oapologistadaverdade.org




Um comentário:

  1. É preciso levar em conta que as vestes citadas não existem, são apenas símbolos, parece óbvio mas tem gente - e não são poucos- que realmente levam essas ilustrações a sério.

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